Últimas opiniões enviadas
Ontem finalizei o romance Drácula, de Bram Stoker, e estava louco para assistir a esse filme, um dos mais comentados quando se trata desse famoso vampiro. Há diversos parâmetros para avaliarmos se uma obra é ou não uma boa adaptação de algum material de base, e um dos mais bem aceitos é se as mensagens principais foram alocadas de forma satisfatória. Qual a minha surpresa quando vi que o cerne, o tema e a alma do longa não existiam no livro – o romance entre o conde e a personagem de Winona Ryder.
No texto de 1897, temos Drácula, mesmo em sua versão rejuvenescida, como um monstro horrendo e diabólico, com sede de sangue e implacável em sua busca – não há bons sentimentos, não há beleza, não há uma dama do passado, não há reencarnação, não há nada que nos informe que ele possa ter boas intenções. A mudança do vampiro não como espécie monstruosa, mas como indivíduo, com um passado e pensamentos próprios, viria apenas na metade do século XX, e essa onda claramente influenciou e mesclou o filme do Coppola.
Nele, apesar de termos as personagens do livro em sua disposição primordial, temos inversões de personalidades e desfechos para se curvarem a um roteiro que pedia um romance entre vampiro e humana – e que inspiraria, anos depois, Stephenie Meyer e seu Crepúsculo. Não há, no texto, as cenas românticas entre Drácula e Mina, não existe essa concepção nem essa motivação para o vampiro – ele está em Londres procurando sangue fresco e puramente representando o estrangeiro, tão temido pelos vitorianos, que quer se passar por londrino. A Mina original é fruto da sua época em seu conservadorismo, porém muito inteligente e ativa na história, e não hesita em empunhar sua arma para Drácula no derradeiro final, em que os 5 homens exterminam o conde. Além dela, Lucy também não possui aquela personalidade extravagante, não brinca com os sentimentos de seus pretendentes, nem se entrega ao conde daquela maneira; dr. Seward não é aquele paspalho; Van Helsing é delicado e excêntrico nas mesmas medidas; e todas as personagens são fortes, juram amizade eterna e sentem carinhos genuínos uns pelos outros.
Enfim, há muita coisa diferente e, apesar de preservar uma ambientação similar, cenas epistolares e construção narrativa semelhantes, se olharmos para a definição de adaptação como a transposição da ideia central de um material, vemos que a produção de Coppola não se sustenta.
Apesar disso, analisando o longa com suas próprias pernas, temos uma boa história de terror – super bem dirigida e bem montada, com uma direção de arte espetacular, figurinos e penteados excelentes, boas atuações e, acima de tudo, algo muito essencial na elaboração do gênero: um estilo próprio que o faz, até hoje, ser um dos filmes mais reconhecidos e aclamados do terror. Se você conseguir mergulhar nessa loucura cinematográfica ignorando as incongruências entre ele e a incrível obra de Bram Stoker, creio que gostará mais do filme do que eu.
Últimos recados
Olá Mario...!!! ;-D
Acabei te achando quando procurava uma lista decente sobre as animações da Disney/Pixar na internet...!!! De longe a sua esta "supimpa"... rsrs...
Me "apoderei delas" para fazer um Excel cronológico da minha coleção (mas coloquei sua referência no final dela, viu...?!).
Ah... aproveitando... tem uma animação "meio perdida/desconhecida" da Disney, e que não achei na sua lista: "SELVAGEM" (The Wild), de 2004)...
Grande abraço,
Erwin =)
Costumo conseguir vestir minha capa infanto-juvenil e curtir uma história que não seja "adulta", sou fã de animações, vejo qualidades nessas obras e não acredito que elas possam se valer de simplicidades ou subestimar o espectador, o que infelizmente acontece aqui... Não gostei muito da primeira temporada dessa série e avancei penosamente; talvez pelas escolhas da direção, talvez pelas atuações, ou talvez simplesmente por não me interessar mais tanto pelas histórias do Rick Riordan. Não sei... só sei que não consegui mais avançar na segunda temporada após alguns episódios, e não quero assistir nada por obrigação. Percy Jackson, principalmente o primeiro livro, foi importante para o eu-criança, mas paro por aqui. Melhor deixar algumas memórias intactas.