Mario Nigra
28 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Janeiro de 2016
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Últimas opiniões enviadas

Mario Nigra
2 dias atrás

Reassistindo & Reavaliando – Disney Animation Studios #11
--------------------
“Rat: ‘You’ve got to give up that horse and cart.’ Mr. Toad: ‘Give up my… Oh, but my dear Ratty, this is my career!’”

O último filme-pacote retoma a ideia que mais deu certo, creio eu, de todos os seis desse período: assim como em Fun and fancy free, de 1947, esse longa de 49 reúne duas animações mais robustas, mesmo que fracamente conectadas por um narrador em uma biblioteca. Se na produção de 1947 temos uma história meia-boca do Bongo e uma mais interessante do pé de feijão, nesse de 49 temos incursões bem mais estruturadas.

<The legend of Sleepy Hollow, que chegou a ser concebida como um longa independente, é… estranha, com personagens curiosas, para dizer o mínimo, e com um final nada convencional. É, na minha opinião, mais fraca que Mickey e o pé de feijão, porém definitivamente superior a Bongo. O outro segmento é The wind in the willows, e é aqui que o filme tem seu destaque. Nessa aventura de Mr. Toad, temos uma diversão de mistério e investigação com ares de Sherlock Holmes, reforçada pela narração de Basil Rathbone e que seria explorada com qualidade ainda maior e mais diretamente em The Great Mouse Detective, de 1986. A ambientação britânica muito me agrada, a condução da história é mais sóbria e o alicerce narrativo, bem mais vigoroso. É um curta divertido, especial e que tem o tempero que falta em diversos outros desses filmes-pacotes.

E é assim que eu fecho essa revisita da Segunda Era da Disney. Com toda a certeza são longas por vezes monótonos, mas que valem a pena e podem surpreender, seja pela carga histórica e política, pelos segmentos controversas que o estúdio parece se envergonhar – Make mine music nem no Disney+ está –, ou, talvez, simplesmente para conhecer e apreciar os rumos que a animação foi traçando no decorrer desses anos todos.

Mario Nigra
½
3 dias atrás

Reassistindo & Reavaliando – Disney Animation Studios #10
--------------------
“Working, singing, carefree and gay, that’s how Johnny spent each day, attending to his apple trees.”

A chamada Segunda Era da Disney, tendo como pano de fundo a Segunda Guerra e seus desdobramentos, é composta por seis filmes conhecidos como filmes-pacotes, dos quais dois são exercícios políticos (Saludos amigos, de 1942, e The three caballeros, de 44); dois possuem um par de animações cada, mais tradicionais e mais longas (Fun and fancy free, de 1947, e The adventures of Ichabod and Mr. Toad, nosso próximo e último desse período, lançado em 49); e dois têm uma relação intrínseca entre animação e música (Make mine music, de 1946, e o desse comentário, Melody time, de 48). O contexto histórico impôs uma situação difícil para o famoso estúdio, o qual olhou para seu catálogo, para Fantasia de 1940, para seus arquivos já desenvolvidos e para a possibilidade de economia usando uma fórmula: a junção de diversos curtas para se montar um longa. Creio que os dois filmes-pacotes musicais são não somente piores que a produção base de 1940 que os inspirou, como também os piores dessa Era e, se não me falha a memória, dois dos piores da empresa como um todo. Acredito que isso se deva, entre outros fatores, à tentativa de se repetir fórmulas sem a devida atenção aos detalhes, à unidade, à mensagem ou à criação artística geral. (Lembrando que escrevo como mero espectador sobre minhas impressões pessoais ao assistir aos filmes, não tenho formação alguma em histórica, cinema, etc.)

Melody time parece ainda mais recauchutado que os outros, com animações ainda mais esquecíveis. Temos dois segmentos que estavam guardados para um possível Fantasia 2 (o da árvore e o da abelha), um que era destinado a mais um filme explorando a política da boa vizinhança (o do samba) e outros tantos questionáveis, chatos e monótonos, sem um tema claro e dando-me a impressão de que o longa foi montado sem uma ideia mais cuidadosa de unidade. Assim como ocorreu em Make mine music, meu curta favorito foi justamente um dos concebidos para uma continuação de Fantasia, neste caso, Trees: um segmento bonito e que desperta o interesse do espectador com animações em harmonia com a música e o som.

Se analisarmos os curtas separadamente, alguns são bons, bem animados e com músicas interessantes e melodiosas. No entanto, não é só a qualidade técnica que cai quando os comparamos com os segmentos do filme de 1940 que o inspirou (já disse que é impossível não compararmos esses filmes-pacotes com Fantasia), cai também o desenvolvimento claro de uma história, o alicerce firme de uma produção de longa-metragem, e o senso de maravilhamento que o estúdio conquistou com seus primeiros trabalhos.

Mario Nigra
1 semana atrás

Reassistindo & Reavaliando – Disney Animation Studios #8
--------------------
“You'll find it's june in december, if you'll just remember that true love will come smiling through.”

Fiz um longo jejum nesse projeto de reassistir e reavaliar todos os filmes do Disney Animation Studios, acho que muito disso se deve a minha falta de tempo em escrever e, por isso, evitei assistir aos filmes. Para contornar essa situação, acho que meus comentários ficarão menores e mais simples, vamos ver…

Dito isso, eu tinha a impressão de que havia gostado de Make mine music mais do que gostei nessa incursão. O terceiro filme-pacote da Disney opta por tentar os moldes de Fantasia de 1940, porém tem um resultado muito menor. É claro que o contexto era outro, o orçamento menor, os recursos limitados, mas convenhamos que é quase impossível não compará-los, e tem sido comparado desde sua estreia.

Algumas histórias são ótimas, como a baleia cantora, Johnny Fedora e, principalmente, Blue Bayou - não surpreendentemente, esse último segmento visual foi planejado para entrar em Clair de lune, de Fantasia. No entanto, o resultado final do longa como um todo é bastante irregular, haja vista outras partes monótonas, simplistas e, por vezes, chatas mesmo. Acho que o que mais chama a atenção é o quanto essa junção de partes se torna uma colcha de retalhos. Não temos, como em Fantasia ou até nos filmes-pacotes anteriores, a sensação de um filme único, mesmo que experimental, e fica a impressão de uma série de curtas não-temáticos e não-intencionais.

  • Filmow 3 semanas atrás

    O novo app do Filmow é oficial!

    Olá, cinéfilo!

    Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.

    Baixe aqui:
    Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
    iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU

    Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?

    Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.

    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Erwin Gojtan Junior 3 anos atrás

    Olá Mario...!!! ;-D
    Acabei te achando quando procurava uma lista decente sobre as animações da Disney/Pixar na internet...!!! De longe a sua esta "supimpa"... rsrs...
    Me "apoderei delas" para fazer um Excel cronológico da minha coleção (mas coloquei sua referência no final dela, viu...?!).
    Ah... aproveitando... tem uma animação "meio perdida/desconhecida" da Disney, e que não achei na sua lista: "SELVAGEM" (The Wild), de 2004)...
    Grande abraço,
    Erwin =)