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Stephen King #9
Um final controverso e com um tom bem diferente do que foi proposto pelo autor na obra original. O leitor finaliza a história com uma sensação otimista – a última palavra da novela é "hope", veja bem. Terminamos de assistir ao filme, entretanto, com um embrulho no estômago e desacreditados do mundo. As atuações são medianas, a direção achei qualquer coisa, porém não dá para negar a boa história, o bom suspense e o bom entretenimento. Quanto à qualidade na adaptação do material base, creio que não seria possível considerá-la ruim não fosse seus últimos minutos. Assim sendo, tendo em vista não os detalhes do final, mas sim a mudança substancial da mensagem da obra (esperança vs. pessimismo extremo), acho complicado afirmar que esta seja uma boa adaptação de uma obra do King...
Costumo conseguir vestir minha capa infanto-juvenil e curtir uma história que não seja "adulta", sou fã de animações, vejo qualidades nessas obras e não acredito que elas possam se valer de simplicidades ou subestimar o espectador, o que infelizmente acontece aqui... Não gostei muito da primeira temporada dessa série e avancei penosamente; talvez pelas escolhas da direção, talvez pelas atuações, ou talvez simplesmente por não me interessar mais tanto pelas histórias do Rick Riordan. Não sei... só sei que não consegui mais avançar na segunda temporada após alguns episódios, e não quero assistir nada por obrigação. Percy Jackson, principalmente o primeiro livro, foi importante para o eu-criança, mas paro por aqui. Melhor deixar algumas memórias intactas.
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Equipe Filmow
Olá Mario...!!! ;-D
Acabei te achando quando procurava uma lista decente sobre as animações da Disney/Pixar na internet...!!! De longe a sua esta "supimpa"... rsrs...
Me "apoderei delas" para fazer um Excel cronológico da minha coleção (mas coloquei sua referência no final dela, viu...?!).
Ah... aproveitando... tem uma animação "meio perdida/desconhecida" da Disney, e que não achei na sua lista: "SELVAGEM" (The Wild), de 2004)...
Grande abraço,
Erwin =)
Não vou chover no molhado, é inegável que isso aqui é um filmão: Nolan já impecável em todos os quesitos técnicos e narrativos, as atuações são exímias, a montagem e a edição estão no ponto, o embate final entre Bale e Jackman é excelente, os diálogos são incríveis, etc. etc. Indicaria de olhos fechados para qualquer um. Agora vamos ao que eu gostaria de comentar.
Sei que muita gente adora se gabar de ter sacado as reviravoltas de um filme ou de um livro. Por exemplo, acontece muito com quem lê bastante Agatha Christie, desvenda ocasionalmente o assassino antes de a autora revelar, e sai por aí falando de como é um ótimo investigador. Veja bem, eu nunca consegui desvendar um vilão da Dama do Crime ou um mistério do Conan Doyle, mas sempre fui mais detetivesco no ambiente cinematográfico. Acho que o cerne da questão de todo o meu comentário, o qual retomo ao final desse texto, é que uma boa história, um bom desenvolvimento, um bom desfecho, deve ter tudo amarrado, plausível e verossímil. Se Agatha Christie explica o seu romance usando artifícios que não estavam previamente expostos para o leitor, eu chamaria isso de canalhice, talvez.
No ótimo Incendies, do Denis Villeneuve, compreendi quem era o homem que estuprou a protagonista no momento que acontecera e, apesar de isso ter prejudicado o impacto do ato final na minha experiência, não deixei de aproveitar o filme. Acho que a diferença entre esse exemplo e The Prestige é que, no caso do primeiro eu não assisti esperando ser surpreendido; sabia que era uma produção que tinha uma conclusão famosa, mas era isso. O do Nolan, entretanto, foi me vendido como um longa com "um dos melhores plot twists", "chocante", "muito inteligente", e, conhecendo um pouco do diretor, fui sedento para ficar boquiaberto com o desenlace, o que infelizmente não aconteceu.
Não me entendam mal, não estou me engrandecendo de maneira nenhuma, fui extremamente pego de surpresa com a reviravolta final de Arrival, do Villaneuve, e de Interstellar, do Nolan, para citar apenas dois desses diretores dentre diversos longas que me explodiram a cabeça. Porém, faltando ainda mais de uma hora para acabar The Prestige, eu já havia entendido quem Mr. Fallon era, e depois, também entendi as interpretações do número final do Angier. Isso não me atrapalharia não fossem minhas próprias idealizações sobre o tal plot twist, fiquei esperando alguma outra revelação que nunca chegou. Se assistisse ao filme não sabendo de sua fama, teria aproveitado muito mais...
Mas... será mesmo?
O que coloquei até então como um ponto anticlimático por conta das minhas expectativas, agora afirmo ser talvez parte essencial da própria experiência! Creio ser esse sentimento anticlimático o trunfo dessa obra. Acho que o sentido está presente no último monólogo, que comentei no começo desse texto: a ideia de que o expectador sabe a verdade e escolhe ser enganado. O observador comum, como eu, consegue desvendar tranquilamente o enlaço proposto pelo Nolan devido as pistas honestas dadas pelo roteiro. Não há coelho tirado da cartola, e ainda bem! Isso, para mim, é a marca de um bom argumento e, creio eu, de um bom truque de mágica – não subestimar o seu público. Será que Nolan construiu seu filme para ter mesmo esse plot twist incrível que todos vendem? Ou será que a intenção era justamente criar essa ilusão do engano, frustrar o expectador ao mostrar que ele sabia exatamente o que estava acontecendo desde o começo?
Não fui tapeado, no entanto gosto de pensar que Nolan não acharia isso ruim de jeito nenhum.