O conto do Ivan é simples: dois homens competem cantando em um bar. Um tem técnica, o outro é um camponês. No final, o camponês vence porque canta com a alma.
Acho que o diretor tentou trazer essa ideia de “camponeses” para hoje; pessoas comuns, descobertas nas redes sociais, colocadas dentro de um filme com produção de Hollywood. E isso, por si só, é interessante. Até porque todos eles são talentosos.
O problema é que ele não trouxe só as pessoas, trouxe também a linguagem. A estética do TikTok aparece o tempo todo: há cenas de dancinha, quase não há diálogo, e até os momentos dramáticos são construídos em gestos rápidos, pensados para impacto imediato.
No fim, em vez de transformar essa linguagem em cinema, o curta parece apenas reproduzi-la em um formato mais sofisticado. Fica como se ele tivesse filmado sua timeline.
CatBoy, dirigido por Cristian Sitjas, tenta se posicionar como uma crítica ao racismo e à exclusão dentro da comunidade LGBTQ+. A premissa é clara: Marc, um jovem negro e latino, sofre rejeições em aplicativos de namoro por conta da sua raça. Até aí, tudo bem — o tema é urgente e merece atenção. Mas o curta falha justamente onde deveria ser mais honesto: na sua própria contradição.
Marc se queixa de que homens brancos não querem sair com ele por ele ser racializado. Mas o desfecho do filme é ele transando com um homem branco, musculoso, padrão, com direito a cena explícita e idealização estética. A crítica ao racismo se dissolve num desejo que segue exatamente os mesmos padrões que o filme supostamente condena. Isso não é subversão — é conformismo disfarçado de denúncia.
O resultado é um exemplo claro de moralismo autocomplacente: o filme aponta o dedo para o racismo dos outros, mas não se questiona sobre o que significa desejar apenas corpos brancos e normativos. Não há qualquer reflexão sobre o racismo internalizado, nem sobre como o desejo também é político. O protagonista não quer mudar o jogo — só quer ser aceito por ele.
Visualmente, o curta tenta compensar sua fragilidade narrativa com estética de videoclipe e atmosfera de baile queer. Mas mesmo o espaço Ballroom, historicamente criado por pessoas negras e trans, é usado aqui como pano de fundo para reafirmar o desejo por corpos brancos e dominantes. É como se o filme quisesse usar a cultura marginalizada como cenário, sem realmente se comprometer com ela.
CatBoy não é ousado. É previsível. E sua tentativa de provocar acaba revelando mais sobre o que ele evita discutir: que criticar o racismo exige mais do que se sentir excluído — exige também revisar o que se deseja, quem se idealiza e por que.
O curta tem uma premissa interessante mas parece que quiseram terminar o curta com uma cena impactante ou surpreendente, o que, pra mim, desandou a história toda.
O filme termina com a Bia matando o Léo? Então a mensagem do curta é: Como se combate a transfobia? Matando os transfóbicos. Não sei se era essa a intenção mas essa mensagem parece um pouco distorcida e problemática.
Colocar a Bia como a assassina não faz sentido pois sua motivação parece fraca e desproporcional. Se o curta terminasse com o André matando o Léo, faria muito mais sentido, já que André sofreu violência física de Léo e a reação a traumas pode ser imprevisível.
Sei lá, o curta poderia ter terminado com a mensagem de que violência gera violência mas escolheu terminar com a mensagem de que se pode combater violência, com mais violência.
Eu gostei por ter mostrado o rumo que a série poderia ter levado, tipo o episódio de friends (aquele que poderia ter sido) mas ainda bem que fizeram as modificações da série.
A musiquinha que fica tocando na mudança de cena "science...", que parada bizarra!
Até achei interessante gostaria mais se fosse outro nome. Se for para associar com Sex and the City, até que poderia ser interessante, mas se a intenção foi criar uma menção å Metrópole, é errado e até absurda comparação.
porque as cenas que mostram ela ocupada dentro do meio da cidade são vazias não passam nada e ele consegue arrumar um tempo vago o que quebra completamente. não sei, o título não me agradou.
Os Cantores
3.5 41 Assista AgoraO conto do Ivan é simples: dois homens competem cantando em um bar. Um tem técnica, o outro é um camponês. No final, o camponês vence porque canta com a alma.
Acho que o diretor tentou trazer essa ideia de “camponeses” para hoje; pessoas comuns, descobertas nas redes sociais, colocadas dentro de um filme com produção de Hollywood. E isso, por si só, é interessante. Até porque todos eles são talentosos.
O problema é que ele não trouxe só as pessoas, trouxe também a linguagem. A estética do TikTok aparece o tempo todo: há cenas de dancinha, quase não há diálogo, e até os momentos dramáticos são construídos em gestos rápidos, pensados para impacto imediato.
No fim, em vez de transformar essa linguagem em cinema, o curta parece apenas reproduzi-la em um formato mais sofisticado. Fica como se ele tivesse filmado sua timeline.
Catboy
3.0 3CatBoy, dirigido por Cristian Sitjas, tenta se posicionar como uma crítica ao racismo e à exclusão dentro da comunidade LGBTQ+. A premissa é clara: Marc, um jovem negro e latino, sofre rejeições em aplicativos de namoro por conta da sua raça. Até aí, tudo bem — o tema é urgente e merece atenção. Mas o curta falha justamente onde deveria ser mais honesto: na sua própria contradição.
Marc se queixa de que homens brancos não querem sair com ele por ele ser racializado. Mas o desfecho do filme é ele transando com um homem branco, musculoso, padrão, com direito a cena explícita e idealização estética. A crítica ao racismo se dissolve num desejo que segue exatamente os mesmos padrões que o filme supostamente condena. Isso não é subversão — é conformismo disfarçado de denúncia.
O resultado é um exemplo claro de moralismo autocomplacente: o filme aponta o dedo para o racismo dos outros, mas não se questiona sobre o que significa desejar apenas corpos brancos e normativos. Não há qualquer reflexão sobre o racismo internalizado, nem sobre como o desejo também é político. O protagonista não quer mudar o jogo — só quer ser aceito por ele.
Visualmente, o curta tenta compensar sua fragilidade narrativa com estética de videoclipe e atmosfera de baile queer. Mas mesmo o espaço Ballroom, historicamente criado por pessoas negras e trans, é usado aqui como pano de fundo para reafirmar o desejo por corpos brancos e dominantes. É como se o filme quisesse usar a cultura marginalizada como cenário, sem realmente se comprometer com ela.
CatBoy não é ousado. É previsível. E sua tentativa de provocar acaba revelando mais sobre o que ele evita discutir: que criticar o racismo exige mais do que se sentir excluído — exige também revisar o que se deseja, quem se idealiza e por que.
WC Masculino
2.6 16O curta tem uma premissa interessante mas parece que quiseram terminar o curta com uma cena impactante ou surpreendente, o que, pra mim, desandou a história toda.
O filme termina com a Bia matando o Léo? Então a mensagem do curta é: Como se combate a transfobia? Matando os transfóbicos. Não sei se era essa a intenção mas essa mensagem parece um pouco distorcida e problemática.
Colocar a Bia como a assassina não faz sentido pois sua motivação parece fraca e desproporcional. Se o curta terminasse com o André matando o Léo, faria muito mais sentido, já que André sofreu violência física de Léo e a reação a traumas pode ser imprevisível.
Sei lá, o curta poderia ter terminado com a mensagem de que violência gera violência mas escolheu terminar com a mensagem de que se pode combater violência, com mais violência.
Brasil
3.0 2Ps: O Trailer é o curta.
Big Bang: A Teoria (Piloto Não Aprovado)
3.0 62Eu gostei por ter mostrado o rumo que a série poderia ter levado, tipo o episódio de friends (aquele que poderia ter sido) mas ainda bem que fizeram as modificações da série.
A musiquinha que fica tocando na mudança de cena "science...", que parada bizarra!
Só em uma realidade diferente que o Sheldon doaria esperma, fetiche por bundas e ter feito sexo com amigas do Lenoard!
Intimidade
3.6 17o link tá quebrado :/
A Mulher Divina
4.0 6Greta Garbo novinha, me pergunto se já tinha aquela voz sedutora dela. :D
Stalk of the Celery Monster
3.4 17Lembrou o que poderia se tornar o cientista e o bicho papão do Estranho Mundo de Jack....
Roy, O Menino-Tóxico
3.7 38Animação tosca, mas esses trabalhos antigos (esse nem tanto assim) são os mais inspirados do Burton :D
Moongirl
3.8 4maneiro,
quem será Matthew? Senti uma história triste por trás dese desenho fofo
Pronto
3.7 221972
As Férias de Pikachu
3.8 21Vinha no VHS do Pokémon 200o né? hahaha
Me amarrava, é fato que vou obrigar meus filhos a assistirem o/
Tapa na Pantera
3.8 298Chorava de rir assistindo, hoje acho sem graça.
Devo estar saturado, já até decorei as falas hahaha
A Maldição do Capeta
2.3 21TRÂNSITO/ACIDENTE HAHAHAHAHAAHAHAHAHA amo filmes trash.
Blueberry
3.2 7toscao hahahahaha
Como Fazer um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual
3.5 103Tele Curso 2000!
O Que Aconteceu na Rua 23, Nova Iorque
3.5 14O Pessoal da sala deve ter morrido de rir quando assistiu isso. hahahaha
A Saída dos Operários da Fábrica Lumière, [I]
4.0 93Me pergunto se os funcionário foram bem vestidos para poder sair no filme. rsrsrs
A Saída dos Operários da Fábrica Lumière, [I]
4.0 93Galera que quer ver, o vídeo só tem 43 segundos, vamos parar de preguiça, o link está ali no trailer.
Colour Girl
2.2 155:O
Anachronisme
3.6 16Show! Bem criativo.
Sucker Punch: Guerreiros Feudais
3.8 29 Assista AgoraIsso é um Trailer. ¬¬'
It's Not Just You, Murray!
3.5 11Muito legal. Mas se eu não tivesse lido Scorsese ali, eu nunca iria adivinha que foi ele que dirigiu.
Sexo e a Metrópole
1.7 43Até achei interessante gostaria mais se fosse outro nome. Se for para associar com Sex and the City, até que poderia ser interessante, mas se a intenção foi criar uma menção å Metrópole, é errado e até absurda comparação.
"Je suis Bege" - tosco, bem 2004 hahaha
porque as cenas que mostram ela ocupada dentro do meio da cidade são vazias não passam nada e ele consegue arrumar um tempo vago o que quebra completamente. não sei, o título não me agradou.