O filme não é ruim. O roteiro é genial, mas acho que poderia ter sido mais explorado, um pouco mais longo e alguns personagens orelha pra explicar um pouco pro público o que está acontecendo - sobretudo nos 20 minutos finais. De qualquer modo, é um bom filme.
Dizem que o livro é bem melhor que o filme, acredito, é difícil algo ser pior. Começando pela 'ideia central' do filme, a de que nós seres-humanos estamos de algum modo conectados através do tempo e do espaço. Sinceramente? Esse tema não é nada novo e já foi explorado em diversos gêneros, desde 'O Exterminador do futuro' a 'Efeito borboleta', desde 'De volta para o futuro' a 'Mr. Nobody', passando por 'Click' , '12:01' e etc.
Esse filme inova pois além das relações causais - um livro ou as cartas que uma pessoa escreve e que chega às mãos de outro indivíduo no futuro, a música composta ou até uma frase que você fala que pode ser repetida por alguém separado pelo tempo. É explorado no filme também um lado meio cármico, espiritual - não dito - na conexão entre as pessoas. E essa conexão é tão. . . boba, algo digno de "A Viagem", a novela de 1994.
Além disso cada uma das 6 histórias são tão iguais a coisas que já vimos antes, a advogado convertido a abolicionista por reconhecer no escravo um indivíduo semelhante (fora a frase cafona das gotas formando o oceano - deus). O sofrimento do casal homossexual e do compositor (a melhor das seis tramas, o filme todo poderia ser sobre isso). A trama chata com Halle Berry como a jornalista que se volta contra os interesses do malvado capitalismo.
A maquiagem? Deus, tentaram mudar a etnia das pessoas. O que me incomodou mesmo foi Hugo Weaving e Jim Sturgess como orientais, os experimentos que fizeram com a lindas Doona Bae e com Halle Berry (conseguiram deixar a mulher gato estranha, isso é pra poucos); colocaram um nariz de palhaço e umas perucas em Tom Hanks. Não funciona, foi risível.
Uma chupinhadazinha de Blade Runner aqui, outra de A Máquina do Tempo acolá (ou vocês não acharam a ultima história muito semelhante aos Morlock e Eloi?). Outro pouquinho de Amistad (O navio com negros?). É um dos piores filmes que já assisti.
Os efeitos especiais são maravilhosos, a produção do buraco negro é realmente formidável, os efeitos gravitacionais, dilatação do tempo e os efeitos das lentes gravitacionais são sensacionais. O trabalho que Kip Thorne nessa área foi realmente primoroso. Além disso a atuação de Matthew McConaughey também é sensacional, em alguns momentos é realmente tocante ver a angústia que um pai sentiria. Isso evita que o filme seja um completo fracasso.
O roteiro (que começa muito bem) acaba seguindo pra um sentimentalismo clichê. E a ciência que começa tão bem descrita, termina completamente "violada" - no sentido mais pejorativo do termo. O excesso de explicações por parte dos personagens cientistas (e por consequência, os seus personagens orelha) começa a irritar ao longo do filme. Além das personagens completamente injustificadas - como o de Matt Damon - cuja explicação pra sua presença justifica a expressão "pior a emenda que o soneto".
Primer
3.5 510O filme não é ruim. O roteiro é genial, mas acho que poderia ter sido mais explorado, um pouco mais longo e alguns personagens orelha pra explicar um pouco pro público o que está acontecendo - sobretudo nos 20 minutos finais. De qualquer modo, é um bom filme.
Clube da Luta
4.5 4,9K Assista AgoraGrande filme, ótima história com grandes atuações.
Contato
4.1 833 Assista AgoraEsse filme é sensacional. Uma grande história, boa ficção, bons efeitos especiais. É simplesmente único.
A Viagem
3.7 2,5K Assista AgoraDizem que o livro é bem melhor que o filme, acredito, é difícil algo ser pior. Começando pela 'ideia central' do filme, a de que nós seres-humanos estamos de algum modo conectados através do tempo e do espaço. Sinceramente? Esse tema não é nada novo e já foi explorado em diversos gêneros, desde 'O Exterminador do futuro' a 'Efeito borboleta', desde 'De volta para o futuro' a 'Mr. Nobody', passando por 'Click' , '12:01' e etc.
Esse filme inova pois além das relações causais - um livro ou as cartas que uma pessoa escreve e que chega às mãos de outro indivíduo no futuro, a música composta ou até uma frase que você fala que pode ser repetida por alguém separado pelo tempo. É explorado no filme também um lado meio cármico, espiritual - não dito - na conexão entre as pessoas. E essa conexão é tão. . . boba, algo digno de "A Viagem", a novela de 1994.
Além disso cada uma das 6 histórias são tão iguais a coisas que já vimos antes, a advogado convertido a abolicionista por reconhecer no escravo um indivíduo semelhante (fora a frase cafona das gotas formando o oceano - deus). O sofrimento do casal homossexual e do compositor (a melhor das seis tramas, o filme todo poderia ser sobre isso). A trama chata com Halle Berry como a jornalista que se volta contra os interesses do malvado capitalismo.
A maquiagem? Deus, tentaram mudar a etnia das pessoas. O que me incomodou mesmo foi Hugo Weaving e Jim Sturgess como orientais, os experimentos que fizeram com a lindas Doona Bae e com Halle Berry (conseguiram deixar a mulher gato estranha, isso é pra poucos); colocaram um nariz de palhaço e umas perucas em Tom Hanks. Não funciona, foi risível.
Uma chupinhadazinha de Blade Runner aqui, outra de A Máquina do Tempo acolá (ou vocês não acharam a ultima história muito semelhante aos Morlock e Eloi?). Outro pouquinho de Amistad (O navio com negros?). É um dos piores filmes que já assisti.
Os 12 Macacos
3.9 1,1KO filme é sensacional. Roteiro muio inteligente, criativo.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraOs efeitos especiais são maravilhosos, a produção do buraco negro é realmente formidável, os efeitos gravitacionais, dilatação do tempo e os efeitos das lentes gravitacionais são sensacionais. O trabalho que Kip Thorne nessa área foi realmente primoroso. Além disso a atuação de Matthew McConaughey também é sensacional, em alguns momentos é realmente tocante ver a angústia que um pai sentiria. Isso evita que o filme seja um completo fracasso.
O roteiro (que começa muito bem) acaba seguindo pra um sentimentalismo clichê. E a ciência que começa tão bem descrita, termina completamente "violada" - no sentido mais pejorativo do termo. O excesso de explicações por parte dos personagens cientistas (e por consequência, os seus personagens orelha) começa a irritar ao longo do filme. Além das personagens completamente injustificadas - como o de Matt Damon - cuja explicação pra sua presença justifica a expressão "pior a emenda que o soneto".