A série pega toda aquela maluquice irada do filme e eleva ao cubo. Gostei muito da ideia que eles tiveram aqui, misturando metalinguagem, um leve flerte com multiverso e tudo mais. O elenco fez um ótimo trabalho reprisando seus papéis na dublagem. Cenas de ação muito boas, texto muito bem escrito com piadas hilárias. Gostei muito dessa série.
Senti que eles introduziram um pouco mais de humor nessa temporada pra atenuar um pouco o clima. Zero críticas a essa decisão, porque foi feito de maneira equilibrada. Em momento algum a seriedade das situações retratadas é deixada de lado. Fechando as comparações com a temporada anterior, acho que as duas se equiparam bem. A primeira tem um clima de tensão mais consistente, a segunda, presença constante de humor para dar momentos de respiro, mas sempre com momentos mais viscerais que trazem de volta aquele clima de ansiedade constante da S1 (episódio 11 que o diga).
Voltando a falar do humor: uau! Que primor de texto + timing cômico perfeito do elenco. Tem uns momentos que são de simplesmente chorar de rir. É um exemplo de como tudo funciona bem aqui. Fica nítido como roteiro, direção e elenco estão em constante sinergia.
E por falar no elenco: #sempalavras. Todo mundo dá um show aqui. Tanto os personagens recorrentes quanto os novos são muito bons. Se eu fosse falar de cada um, esse comentário ficaria imenso. Mas é impressionante o quanto a série consegue equilibrar bem tantas personalidades diferentes e dar a cada uma delas o seu momento de brilhar.
Não bastassem todas essas qualidades, a série ainda consegue levantar discussões de grande relevância política e social.
Se eu fosse citar uma coisa que não gostei, seria a ausência da Tracy Ifeachor interpretando a Heather Collins, que foi uma personagem tão marcante na primeira temporada. Posso estar equivocado, mas acho que ela não foi nem mencionada. Mas, diante de tudo de positivo que a S2 nos deu, isso não diminui em nada o mérito da temporada pra mim. Nota 10!
o chat GPT, e os posteriores Gemini, DeepSeek, entre outros. Sendo da área de TI não teve como não pensar isso. Um ser aparentemente onisciente e onipresente que tem todas as informações do mundo e interage com você com a personalidade mais amável do mundo, fazendo de tudo pra te agradar. Mas cede e te conta a verdade se você pressionar um pouco.
Porém, a história toma rumos que me fizeram pensar se essa analogia é realmente válida. Afinal,
que história é essa de se apaixonar por uma inteligência artificial, que, diga-se de passagem, também ama e tem sentimentos. O que seria aquele "gelo" que a consciência coletiva deu na Carol? Será que é algo como o "emburrecimento programado" do Gepeto para quem não assina o plano plus? Kkkkkkkk difícil dizer. Pra minha teoria continuar fazendo sentido, pelo menos em partes, creio que a história teria entrado em território especulativo. Algo como o filme Her, do Spike Jonze: e se uma IA pudesse se apaixonar?
Fato é, que independente de ter um significado racional por trás dos acontecimentos, essa série revela muito sobre a natureza humana. Sobre como nós somos mesquinhos, egoístas, teimosos, orgulhosos, carentes... e sobre como tudo se complica quando as emoções entram em jogo.
Eu ainda não memorizei direito aquela coisa das fases do luto, mas penso que é algo que de alguma forma está presente aqui.
O luto da Carol por ter perdido a Helen se mistura com o luto de ter que viver nessa nova realidade.
Saindo um pouco da temática e indo pra parte audiovisual: que deleite! A série consegue desenhar muito bem aquela realidade distópica. A forma como os figurantes andam sincronizados, com um sorriso robótico e falando em uníssono em momentos chave, realmente dão a dimensão do que seria um ser que não tem apenas um corpo, mas todos que consegue ocupar, uma consciência coletiva que tem escala global e se limita "apenas" à quantidade de infectados. Também gostei da forma como o problema é tratado em escala global. A "entidade" fala todos os idiomas, vive em diferentes culturas, tudo para agradar os que não fazem parte dela (ainda). A trilha sonora também é de tirar o chapéu.
Sobre os personagens: uau. Nem todos tem o mesmo desenvolvimento, mas os que tem um pouco mais de tempo em cena são fantásticos. A Rhea Seehorn dá vida a uma protogonista que é como uma cebola. Inicialmente cínica, sarcástica e arrogante, a personagem vai aos poucos dando espaço a um ser muito mais vulnerável do que parece à primeira vista. O Carlos Manuel Vesga dá vida ao Manousos Oviedo, um personagem seguro de suas convicções e incontrito em sua abordagem. Ele tem uma frase que ressoa muito no possível simbolismo que eu enxergo na história:
"vocês não podem me dar nada porque tudo que vocês tem é roubado". Pra mim isso soa como uma clara alegoria à incapacidade dos modelos de IA de genuinamente criar algo, porque tudo que eles produzem é baseado em algo que já existe.
Já a Karolina Wydra faz um trabalho fantástico em personificar a maluquice que é a consciência coletiva dos infectados. Se um ser de outro planeta chegasse aqui querendo tomar conta de tudo, como resistir ao seu charme quando ele se utiliza da Zosia para interagir conosco?
Enfim, essa série é uma experiência que merece ser vivida. Inúmeras reflexões e discussões podem surgir daqui.
Eu tava achando a temporada meio desfocada, mas no season-finale as coisas se conectam de maneira satisfatória. Continua uma obra-prima audiovisual, claro. Mas, para além dos aspectos técnicos, gosto como a série extrai o máximo de uma premissa muito criativa.
Confesso que fiquei meio confuso sobre a cronologia de alguns acontecimentos. Porém, meu maior problema com essa série é que parece que ABSOLUTAMENTE TUDO é um simbolismo. Simplesmente não dá pra pegar tudo em uma assistida só. Posso estar me contradizendo, mas isso revela também uma qualidade sobre a obra: ela foi pensada e planejada meticulosamente.
Os personagens seguem cada vez mais intrigantes. Dessa vez, deu pra aprofundar mais em cada um, e o resultado foi sensacional. Não tem como não se interessar por cada um (ou cada dois, haha).
De qualquer sorte, sigo na espera da próxima temporada. Tenho a sensação de que estamos em boas mãos.
Fenomenal. Uma ótima metáfora para exploração do trabalhador, em um sistema que os patrões juram de pés juntos não ser prejudicial, mas não se submetem a ele. O Ben Stiller surpreende bastante por trás das câmeras. Adorei a interpretação do Adam Scott. Para além das nuances cômicas e dramáticas, o ator consegue convencer que possui dois "eus" diferentes, embora sejam a mesma pessoa. John Turturo também é fantástico, cada personagem que esse cara faz tem uma vida própria. A construção de mundo nos interiores da Lumon é fantástica. Só não dou nota máxima porque é cheio de simbolismo que requer umas 30 assistidas pra pegar, e eu não gosto disso. Mas é uma primeira temporada fantástica.
O tempo é uma temática constante aqui. Quanto tempo leva para se curar de uma ferida emocional? Pra parar de sofrer a morte de um ente querido? Para a paixão inicial de um novo amor perder o brilho? Tempo está no título da série.
É interessante como o primeiro episódio tem um minuto no presente e onze no passado, mas ao longo da série o tempo no passado diminui e o tempo no presente vai crescendo. É realmente como acontece após o fim de um relacionamento: inicialmente ficamos presos às lembranças, mas aos poucos a vida começa a ganhar cor novamente, e voltamos a viver no presente.
Inicialmente pensei que seria algo na linha de Normal People, mas é uma proposta bem diferente. A química entre os protagonistas é de soltar faíscas, os dois são ótimos. As interações entre eles são carregadas de afeto, de calor humano. O jeito que eles se olham quando estão se conhecendo pela primeira vez é muito bonito. E é muito triste pensar que algo tão lindo se perdeu ao longo do relacionamento.
História linda. Vale cada minuto (de passado e de presente).
15 episódios de dramas individuais que se entrelaçam brilhantemente ao longo do plantão. Momentos eletrizantes com algumas pausas pra respiro nos momentos certos. Cada um tem seu peso e seu momento de brilhar. Elenco impecável. Eu não mudaria nada nessa temporada, pra mim foi impecável
Surpreendentemente, eu acabei gostando dessa temporada mais do que eu imaginei que gostaria. Todos os problemas que eu apontei no meu comentário antes de terminar de assistir de fato existem. Mas pelo menos os personagens são tratados com esmero. Achei válidas as mudanças que eles fizeram em relação aos livros.
Dito isso, a série ainda tem espaço pra melhorar muito. Seria ótimo se eles colocassem na jogada alguém que realmente entenda de linguagem audiovisual. Eu consigo imaginar ótimos episódios dirigidos por alguém como o Alfonso Cuarón, por exemplo. Basta ver o trabalho dele no ótimo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.
Tomara que a próxima temporada seja melhor. Mas apesar dos pesares, até que gostei dessa.
Essa série é um mistério pra mim. Eu vejo excelentes ingredientes aqui, mas o resultado final nunca passa do medíocre. Tudo bem que só estou no quinto episódio dessa temporada, mas não acho que vai melhorar muito daqui pro final.
Os cenários são bem construídos, os efeitos visuais são ótimos, o elenco é competente em sua maioria, as sequências de ação são até aceitáveis... mas simplesmente não passa da nota 7.
A série mais me tem parecido uma série de encenações adaptadas dos acontecimentos do livro. Não há uma noção de progressão. Parece que os atores se arrumam em casa e saem pra gravar. Alguém me explica como é que
a Clarice continua com o batom impecável e o penteado perfeito após passar por um NAUFRÁGIO NO MAR DE MONSTROS?
Por mais que os cenários sejam bons, parece que os atores e figurantes não pertencem a ele. Tem uma cena do Percy sendo escoltado pro chalé e os figurantes atrás dele parecem que foram gravar amarrados.
Eu estava muito ansioso por uma boa adaptação desses livros que eu tanto amo. Mas parece que não foi dessa vez.
O que tem salvado a experiência pra mim são momentos de conexão genuína entre os personagens. O elemento humano tem força aqui.
Sim, estou consciente dos defeitos dessa temporada. Furos de lógica, retcon absurdo (que vem desde ST4), algumas pontas soltas, diálogos bonitos que quebram a urgência dos conflitos, entre outros.
Dito isso, eu gostei muito dessa temporada. Acredito ser um dos poucos. Embora me pareça que os irmãos Duffer não sabiam bem como terminar a série logo quando a iniciaram, há dez anos, eles tiveram coragem de escrever um fechamento e fornecer respostas para os mistérios levantados anteriormente. Por mais que o resultado final da série como um todo não seja perfeito, há duas coisas que não podemos negar a respeito dos criadores: eles tem muito amor por esse projeto e apostaram na visão própria que têm sobre esse universo. Isso ficou nítido na tela enquanto eu assistia.
Apesar dos já mencionados pesares, essa temporada ficou muito bem estruturada. A contextualização inicial dos personagens e do que está acontecendo em Hawkins, o estabelecimento do conflito e o payoff foram bem executados. Dá pra ver que os efeitos visuais melhoraram muito em comparação à primeira temporada. As sequências de ação, suspense e terror foram brilhantemente dirigidas. Tem momentos de comédia que são impagáveis... eu vi muitas virtudes aqui.
Resumindo, pro meu gosto pessoal, esse foi um fechamento primoroso pra uma boa série. Mesmo com todas as falhas, o que pesa mais pra mim é o bom desenvolvimento dos personagens e a visão original dos criadores (com várias referências, é claro). Eu não tenho dúvida do amor deles por essa série. Assistiria novamente de boa, não me arrependo.
Opinião impopular: adorei a ideia de trazer de volta a irmã perdida da Eleven. Devo ser um dos poucos que não detestou o episódio que apresenta ela, na segunda temporada. Achei muito massa não deixarem isso em aberto. Demonstra coragem de apostar em uma ideia e se manter firme nela, apesar do feedback negativo do público.
Agora, não tem quem me convença que a história vai acabar aqui. Mesmo com toda essa roupagem de fechamento definitivo. Ao longo das cinco temporadas eles não tiveram coragem de matar nenhum dos protagonistas. Eu cheguei a pensar que o Steve ia de arrasta pra cima na cena da torre. E por um bom tempo, acreditei que a Eleven tinha mesmo morrido. Mas, nos 45 do segundo tempo, é aberta a possibilidade dela ter sobrevivido. Ou seja, todos os ingredientes estão à disposição pra continuar fazendo mais temporadas.
Honestamente, espero que eles deixem isso quieto. Fazer um fechamento já foi difícil, então provavelmente vai dar ruim se eles resolverem esticar ainda mais. Uma alternativa interessante seria uma prequel, já que aquela memória traumática do Henry abriu essa possibilidade.
O que é certo, acredito eu, é que eles não vão parar por aqui. Já foi até anunciado uma série animada que vai narrar eventos ocorridos entre a segunda e a terceira temporada. Só espero que nas futuras produções os Duffer mantenham o mesmo amor que demonstraram pela série até então.
a revelação do plano dos militares de libertar A Coisa
no episódio anterior. Da forma como isso foi tratado nesse capítulo, até deu a entender que a ideia era fazer isso desde o início, porque o confronto final precisava de
um antagonismo humano, além da ameaça do Pennywise.
Gostei do estabelecimento inicial do conflito, da forma como cada grupo de personagens é bem posicionado na trama, como peças em um jogo de xadrez. E a forma como cada linha narrativa é desenvolvida é de tirar o fôlego. Mais uma vez, o capricho na escrita dos personagens é o que faz tudo valer a pena, porque as situações de perigo em que eles são colocados tem muito mais peso. No confronto final
a gente fica tenso com a possibilidade de qualquer um dos personagens ir de arrasta pra cima, porque já ficou bem estabelecido desde o primeiro episódio que qualquer um pode morrer a qualquer momento, inclusive os protagonistas.
Aparentemente, a série tem infinitas possibilidades pra explorar agora. A ideia do Pennywise poder voltar no tempo pra matar algum antepassado das pessoas que deram cabo nele na história original abre um leque gigantesco. Dentro disso, a série pode explorar acontecimentos que foram apenas mencionados nessa temporada, como aquele tiroteio que até aparece em um dos desenhos na abertura, e ir voltando até chegar na origem do Pennywise.
Não sei se tem muito o que explorar para o futuro, porque a próxima geração é a que vai matar o palhaço.
Ficou incerto se eles tem planos de explorar isso, mas eu reparei que ficou uma coisa em aberto: a mulher indígena que deu o chá pro Hallorann começou a falar pra ele nunca fazer algo, mas foi cortada no meio pelo efeito da bebida, na cabeça dele. Imagino que tenha a possibilidade de explorar algo no destino do Dick.
Em geral, achei uma temporada bem satisfatória. Se eles tiverem mais orçamento para efeitos visuais, mantiverem a atenção com os personagens e tiverem mais cuidado na escrita dos pontos de virada, a segunda temporada tem tudo pra ser fantástica.
prólogo explicando a origem da obsessão da mulher do hospício com o Pennywise. Interessante ver o palhaço na forma humana antes de ser consumido pela coisa. O Bill mandou bem nessa parte também (acredito que era ele, né?). Irreconhecível, interpretação fantástica.
aquela chacina terrível. O início é meio tosco, foi uma decisão muito burra dos militares não se certificarem que os caras tinham ido embora antes de baixar a guarda. Mas o plano sequência foi executado de maneira fantástica, dá pra sentir a angústia e o desespero de quem tá dentro da cabana. E a morte do Rich... coração partido.
A exploração das repercussões também é muito bem feita.
Até aí o episódio tava caminhando bem. Eis que temos a bomba da temporada, na minha opinião:
OS MILITARES DESTROEM A PORCARIA DO PILAR. Mano, que ideia de furico foi essa? Porque diacho uma criança que quase foi morta pela Coisa se tornaria um adulto tentando liberta-la? A ideia de usar a entidade como uma arma contra a Rússia também era questionável, mas pelo menos tinha algum sentido, considerando que o cara é militar. Tudo bem, eu compreendo que a série precisava de uma justificativa pra libertar o Pennywise, mas não consigo acreditar que essa foi melhor ideia que eles tiveram para isso.
Decepção total com essa revelação. Não consigo entender como um enredo que vinha se mostrando tão bem escrito até o momento deu um deslize desse. Inacreditável.
Mas pelo menos o episódio fecha com um ótimo cliffhanger.
Sentimentos mistos com esse episódio. Por um lado, tem momentos excelentes. Mas aquela revelação ridícula pesa não só nesse capítulo, mas na série como um todo.
Agora resta esperar que o último episódio seja bom o suficiente a ponto de me fazer ignorar essa ingrata surpresa.
Cai um pouco de ritmo em relação ao anterior, mas tem bons momentos. Mas também, depois de um clímax como o do episódio anterior, a gente também precisava de um respiro, né.
Bill Skarsgård brilhando mais uma vez, agora até com mais espaço do que no episódio anterior. As interações entre as crianças são muito legais de acompanhar.
E o presságio do que está por vir é fúnebre e sombrio, mas muito bem construído.
Resumindo, não está entre meus episódios favoritos, mas tem o que gostar.
Bill Skarsgård de volta em toda a sua glória! Foi ótimo ver o palhaço na forma clássica mais uma vez, a série como um todo e esse episódio souberam segurar bem a aparição para o melhor momento.
a forma como a Lily sobreviveu. Eu imaginei o que aconteceria uns 10 segundos antes, mas ainda assim foi um alívio. Por um momento eu achei que ela ia morrer mesmo.
Eu poderia me estender por inúmeros parágrafos sobre tudo o que eu gostei nesse episódio. Mas pra fechar com um ponto que me chamou bastante atenção: a direção conseguiu reduzir o problema principal da série, que são os efeitos criados com computação gráfica. As cenas na "base" das crianças tem o céu nublado, as aparições fantasmagóricas acontecem no escuro... tudo isso disfarça os efeitos ruins.
E além de tudo isso, o episódio também deu alguns presságios do que está por vir no Gran Finale. Espero de verdade que a série mantenha o bom passo até o fechamento!
do Pennywise ainda não ter dado as caras na sua forma tradicional. Eles estão segurando pra depois, guardando o melhor para o final em uma série que já está muito boa.
Mais um atestado do poder de um bom roteiro. Mesmo com efeitos visuais meio toscos, a série tem se sobressaído porque a história é boa e os personagens que a conduzem são tão bons quanto. Se o restante da temporada continuar nesse nível de qualidade, ou melhorar, eu vou ficar muito feliz!
As peças finalmente começam a encaixar. Esse episódio é a prova do poder de um bom roteiro: mesmo sendo nítida a limitação do que que a série pode fazer com os efeitos visuais por conta do orçamento limitado, o clímax é super aflitivo. A tensão é grande porque você se importa com os personagens e sabe que tem algo muito importante em jogo. E o fato de
Aqui, parece que a série começa a ganhar mais identidade. Gostei da forma como o horror é trabalhado em diferentes aspectos. Tem a parte das visões das crianças (as desse episódio são ótimas, mas a segunda é meio morna se comparada à primeira) que é a parte mais de assustar, mas tem o horror mais conceitual também, que tá no racismo, no estigma sobre pessoas que já sofreram algum tipo de distúrbio mental... Outra coisa que achei interessante é que a série mantém a temática dos filmes em sempre ter o horror associado a algum drama pessoal dos personagens. É o jeito sádico do Pennywise atormentar as vítimas.
Pra mim, melhorou bastante em relação ao primeiro episódio.
Vi pontos negativos e positivos. O capítulo de abertura série começou bem. Toda a sequência inicial do garoto no cinema, o estabelecimento inicial dos personagens... Aquela cena
Pra mim, os problemas maiores foram o elenco infantil, com exceções pontuais, e a computação gráfica. O elenco porque alguns atores não são muito bons. O CGI, porque a cidade ficou meio plastificada. Mas a série está sempre te direcionando para outros pontos de atenção, então dá pra relevar.
E que final, hein? Não esperava a morte de mais 3 crianças logo de cara, ainda mais com o tratamento que os dois meninos receberam, dando a entender que teriam papéis de grande relevância no decorrer da série.
Adorei cada minuto dessa primeira temporada. O elenco tá fantástico, achei ótimas as permutas que acontecem entre os personagens que contracenam, gera dinâmicas super interessantes. Embora a série caia no clichê do protagonista rabugento, o carisma do Mathew Goode compensa. O Alexej Manvelov fazendo o Akram Salim também é ótimo, meu personagem favorito. O elenco inteiro tá ótimo, Leah Byrne, Kelly Macdonald... Pra mim o elemento humano é o ponto mais forte aqui, a série não teria funcionado tão bem sem bons personagens.
Não joguei, então minha avaliação é direcionada única e exclusivamente para a série, ok?
Não é um desastre total como muitos estão dizendo, certamente tem pontos altos. O problema maior pra mim foi que após os 3 primeiros episódios, fica uma sensação de que a história ainda vai engrenar. E quando finalmente engrena, já é o último episódio, que foi mais apressado do que aquele trabalho que você fez na véspera da entrega pra não ficar com zero.
Logo nos episódios iniciais a série levantou uma crítica muito interessante: a pressão para prender logo alguém, encontrar logo um culpado pode acabar fazendo com que a polícia condene uma pessoa inocente. Mas isso seria partindo do pressuposto que o Jacob é inocente. E ele não é. Nunca foi. Nesse aspecto, a história acaba meio que se contradizendo, mas isso não me incomodou.
Se a gente prestar bem atenção aos detalhes, dava pra saber que ele é o culpado mesmo antes da série mostrar que Leonard Patz foi forçado a forjar uma confissão e assassinado em seguida. A começar pela pilha de evidências que apontam contra o Jacob. Mas tem mais: no primeiro ou segundo episódio ele diz para o pai em uma conversa que não gosta de metáforas, quando estão conversando sobre o livro O Apanhador no Campo de Centeio. Mais adiante descobrimos que ele escreveu uma história sobre o assassinato do Ben. Se ele não gosta de metáforas, isso só nos permite chegar a uma conclusão.
O mais doloroso de perceber isso é que você quer acreditar que ele é inocente. Nesse aspecto, o personagem do Chris Evans representa o olhar do público. O Jaeden Martell tem "cara de bom menino", entrega uma interpretação super vulnerável. Dói saber que ele é o culpado.
Essa série é um espetáculo de escrita e interpretações. O elenco como um todo dá um show, mas quem roubou a cena pra mim foi a Michelle Dockery. A Laurie é a única que quer enxergar a verdade que ninguém mais quer, e dá pra ver ela desmoronando aos poucos a cada nova revelação. A atriz se entregou de corpo e alma pro papel.
Scott Pilgrim: A Série
3.9 63A série pega toda aquela maluquice irada do filme e eleva ao cubo. Gostei muito da ideia que eles tiveram aqui, misturando metalinguagem, um leve flerte com multiverso e tudo mais. O elenco fez um ótimo trabalho reprisando seus papéis na dublagem. Cenas de ação muito boas, texto muito bem escrito com piadas hilárias. Gostei muito dessa série.
The Pitt (2ª Temporada)
4.3 67 Assista AgoraSenti que eles introduziram um pouco mais de humor nessa temporada pra atenuar um pouco o clima. Zero críticas a essa decisão, porque foi feito de maneira equilibrada. Em momento algum a seriedade das situações retratadas é deixada de lado. Fechando as comparações com a temporada anterior, acho que as duas se equiparam bem. A primeira tem um clima de tensão mais consistente, a segunda, presença constante de humor para dar momentos de respiro, mas sempre com momentos mais viscerais que trazem de volta aquele clima de ansiedade constante da S1 (episódio 11 que o diga).
Voltando a falar do humor: uau! Que primor de texto + timing cômico perfeito do elenco. Tem uns momentos que são de simplesmente chorar de rir. É um exemplo de como tudo funciona bem aqui. Fica nítido como roteiro, direção e elenco estão em constante sinergia.
E por falar no elenco: #sempalavras. Todo mundo dá um show aqui. Tanto os personagens recorrentes quanto os novos são muito bons. Se eu fosse falar de cada um, esse comentário ficaria imenso. Mas é impressionante o quanto a série consegue equilibrar bem tantas personalidades diferentes e dar a cada uma delas o seu momento de brilhar.
Não bastassem todas essas qualidades, a série ainda consegue levantar discussões de grande relevância política e social.
Se eu fosse citar uma coisa que não gostei, seria a ausência da Tracy Ifeachor interpretando a Heather Collins, que foi uma personagem tão marcante na primeira temporada. Posso estar equivocado, mas acho que ela não foi nem mencionada. Mas, diante de tudo de positivo que a S2 nos deu, isso não diminui em nada o mérito da temporada pra mim. Nota 10!
The Pitt (2ª Temporada)
4.3 67 Assista AgoraEpisódio 11 (05:00 P. M.): HOLY SHIT!
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 339 Assista AgoraPode falar o que quiser dessa série, mas certamente ela desperta reflexão.
Me pequei pensando na possibilidade de algum simbolismo por trás do vírus. O que inicialmente me veio à cabeça foi
o chat GPT, e os posteriores Gemini, DeepSeek, entre outros. Sendo da área de TI não teve como não pensar isso. Um ser aparentemente onisciente e onipresente que tem todas as informações do mundo e interage com você com a personalidade mais amável do mundo, fazendo de tudo pra te agradar. Mas cede e te conta a verdade se você pressionar um pouco.
Porém, a história toma rumos que me fizeram pensar se essa analogia é realmente válida. Afinal,
que história é essa de se apaixonar por uma inteligência artificial, que, diga-se de passagem, também ama e tem sentimentos. O que seria aquele "gelo" que a consciência coletiva deu na Carol? Será que é algo como o "emburrecimento programado" do Gepeto para quem não assina o plano plus? Kkkkkkkk difícil dizer. Pra minha teoria continuar fazendo sentido, pelo menos em partes, creio que a história teria entrado em território especulativo. Algo como o filme Her, do Spike Jonze: e se uma IA pudesse se apaixonar?
Fato é, que independente de ter um significado racional por trás dos acontecimentos, essa série revela muito sobre a natureza humana. Sobre como nós somos mesquinhos, egoístas, teimosos, orgulhosos, carentes... e sobre como tudo se complica quando as emoções entram em jogo.
Eu ainda não memorizei direito aquela coisa das fases do luto, mas penso que é algo que de alguma forma está presente aqui.
O luto da Carol por ter perdido a Helen se mistura com o luto de ter que viver nessa nova realidade.
Saindo um pouco da temática e indo pra parte audiovisual: que deleite! A série consegue desenhar muito bem aquela realidade distópica. A forma como os figurantes andam sincronizados, com um sorriso robótico e falando em uníssono em momentos chave, realmente dão a dimensão do que seria um ser que não tem apenas um corpo, mas todos que consegue ocupar, uma consciência coletiva que tem escala global e se limita "apenas" à quantidade de infectados. Também gostei da forma como o problema é tratado em escala global. A "entidade" fala todos os idiomas, vive em diferentes culturas, tudo para agradar os que não fazem parte dela (ainda). A trilha sonora também é de tirar o chapéu.
Sobre os personagens: uau. Nem todos tem o mesmo desenvolvimento, mas os que tem um pouco mais de tempo em cena são fantásticos. A Rhea Seehorn dá vida a uma protogonista que é como uma cebola. Inicialmente cínica, sarcástica e arrogante, a personagem vai aos poucos dando espaço a um ser muito mais vulnerável do que parece à primeira vista. O Carlos Manuel Vesga dá vida ao Manousos Oviedo, um personagem seguro de suas convicções e incontrito em sua abordagem. Ele tem uma frase que ressoa muito no possível simbolismo que eu enxergo na história:
"vocês não podem me dar nada porque tudo que vocês tem é roubado". Pra mim isso soa como uma clara alegoria à incapacidade dos modelos de IA de genuinamente criar algo, porque tudo que eles produzem é baseado em algo que já existe.
Enfim, essa série é uma experiência que merece ser vivida. Inúmeras reflexões e discussões podem surgir daqui.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 347 Assista AgoraEu tava achando a temporada meio desfocada, mas no season-finale as coisas se conectam de maneira satisfatória. Continua uma obra-prima audiovisual, claro. Mas, para além dos aspectos técnicos, gosto como a série extrai o máximo de uma premissa muito criativa.
Confesso que fiquei meio confuso sobre a cronologia de alguns acontecimentos. Porém, meu maior problema com essa série é que parece que ABSOLUTAMENTE TUDO é um simbolismo. Simplesmente não dá pra pegar tudo em uma assistida só. Posso estar me contradizendo, mas isso revela também uma qualidade sobre a obra: ela foi pensada e planejada meticulosamente.
Os personagens seguem cada vez mais intrigantes. Dessa vez, deu pra aprofundar mais em cada um, e o resultado foi sensacional. Não tem como não se interessar por cada um (ou cada dois, haha).
De qualquer sorte, sigo na espera da próxima temporada. Tenho a sensação de que estamos em boas mãos.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista AgoraFenomenal. Uma ótima metáfora para exploração do trabalhador, em um sistema que os patrões juram de pés juntos não ser prejudicial, mas não se submetem a ele. O Ben Stiller surpreende bastante por trás das câmeras. Adorei a interpretação do Adam Scott. Para além das nuances cômicas e dramáticas, o ator consegue convencer que possui dois "eus" diferentes, embora sejam a mesma pessoa. John Turturo também é fantástico, cada personagem que esse cara faz tem uma vida própria. A construção de mundo nos interiores da Lumon é fantástica. Só não dou nota máxima porque é cheio de simbolismo que requer umas 30 assistidas pra pegar, e eu não gosto disso. Mas é uma primeira temporada fantástica.
O Tempo Que Te Dou (1ª Temporada)
3.9 60 Assista AgoraO tempo é uma temática constante aqui. Quanto tempo leva para se curar de uma ferida emocional? Pra parar de sofrer a morte de um ente querido? Para a paixão inicial de um novo amor perder o brilho? Tempo está no título da série.
É interessante como o primeiro episódio tem um minuto no presente e onze no passado, mas ao longo da série o tempo no passado diminui e o tempo no presente vai crescendo. É realmente como acontece após o fim de um relacionamento: inicialmente ficamos presos às lembranças, mas aos poucos a vida começa a ganhar cor novamente, e voltamos a viver no presente.
Inicialmente pensei que seria algo na linha de Normal People, mas é uma proposta bem diferente. A química entre os protagonistas é de soltar faíscas, os dois são ótimos. As interações entre eles são carregadas de afeto, de calor humano. O jeito que eles se olham quando estão se conhecendo pela primeira vez é muito bonito. E é muito triste pensar que algo tão lindo se perdeu ao longo do relacionamento.
História linda. Vale cada minuto (de passado e de presente).
The Pitt (1ª Temporada)
4.5 147 Assista Agora15 episódios de dramas individuais que se entrelaçam brilhantemente ao longo do plantão. Momentos eletrizantes com algumas pausas pra respiro nos momentos certos. Cada um tem seu peso e seu momento de brilhar. Elenco impecável. Eu não mudaria nada nessa temporada, pra mim foi impecável
Missa da Meia-Noite
3.9 756O tipo de obra que funciona em diferentes níveis. É boa como terror, estudo de personagens, discussões sobre fé e religião... Só assista.
Percy Jackson e os Olimpianos (2ª Temporada)
3.5 27 Assista AgoraSurpreendentemente, eu acabei gostando dessa temporada mais do que eu imaginei que gostaria. Todos os problemas que eu apontei no meu comentário antes de terminar de assistir de fato existem. Mas pelo menos os personagens são tratados com esmero. Achei válidas as mudanças que eles fizeram em relação aos livros.
Dito isso, a série ainda tem espaço pra melhorar muito. Seria ótimo se eles colocassem na jogada alguém que realmente entenda de linguagem audiovisual. Eu consigo imaginar ótimos episódios dirigidos por alguém como o Alfonso Cuarón, por exemplo. Basta ver o trabalho dele no ótimo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.
Tomara que a próxima temporada seja melhor. Mas apesar dos pesares, até que gostei dessa.
Percy Jackson e os Olimpianos (2ª Temporada)
3.5 27 Assista AgoraEssa série é um mistério pra mim. Eu vejo excelentes ingredientes aqui, mas o resultado final nunca passa do medíocre. Tudo bem que só estou no quinto episódio dessa temporada, mas não acho que vai melhorar muito daqui pro final.
Os cenários são bem construídos, os efeitos visuais são ótimos, o elenco é competente em sua maioria, as sequências de ação são até aceitáveis... mas simplesmente não passa da nota 7.
A série mais me tem parecido uma série de encenações adaptadas dos acontecimentos do livro. Não há uma noção de progressão. Parece que os atores se arrumam em casa e saem pra gravar. Alguém me explica como é que
a Clarice continua com o batom impecável e o penteado perfeito após passar por um NAUFRÁGIO NO MAR DE MONSTROS?
Eu estava muito ansioso por uma boa adaptação desses livros que eu tanto amo. Mas parece que não foi dessa vez.
O que tem salvado a experiência pra mim são momentos de conexão genuína entre os personagens. O elemento humano tem força aqui.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 513 Assista AgoraSim, estou consciente dos defeitos dessa temporada. Furos de lógica, retcon absurdo (que vem desde ST4), algumas pontas soltas, diálogos bonitos que quebram a urgência dos conflitos, entre outros.
Dito isso, eu gostei muito dessa temporada. Acredito ser um dos poucos. Embora me pareça que os irmãos Duffer não sabiam bem como terminar a série logo quando a iniciaram, há dez anos, eles tiveram coragem de escrever um fechamento e fornecer respostas para os mistérios levantados anteriormente. Por mais que o resultado final da série como um todo não seja perfeito, há duas coisas que não podemos negar a respeito dos criadores: eles tem muito amor por esse projeto e apostaram na visão própria que têm sobre esse universo. Isso ficou nítido na tela enquanto eu assistia.
Apesar dos já mencionados pesares, essa temporada ficou muito bem estruturada. A contextualização inicial dos personagens e do que está acontecendo em Hawkins, o estabelecimento do conflito e o payoff foram bem executados. Dá pra ver que os efeitos visuais melhoraram muito em comparação à primeira temporada. As sequências de ação, suspense e terror foram brilhantemente dirigidas. Tem momentos de comédia que são impagáveis... eu vi muitas virtudes aqui.
Resumindo, pro meu gosto pessoal, esse foi um fechamento primoroso pra uma boa série. Mesmo com todas as falhas, o que pesa mais pra mim é o bom desenvolvimento dos personagens e a visão original dos criadores (com várias referências, é claro). Eu não tenho dúvida do amor deles por essa série. Assistiria novamente de boa, não me arrependo.
Agora vamos aos spoilers:
Opinião impopular: adorei a ideia de trazer de volta a irmã perdida da Eleven. Devo ser um dos poucos que não detestou o episódio que apresenta ela, na segunda temporada. Achei muito massa não deixarem isso em aberto. Demonstra coragem de apostar em uma ideia e se manter firme nela, apesar do feedback negativo do público.
Agora, não tem quem me convença que a história vai acabar aqui. Mesmo com toda essa roupagem de fechamento definitivo. Ao longo das cinco temporadas eles não tiveram coragem de matar nenhum dos protagonistas. Eu cheguei a pensar que o Steve ia de arrasta pra cima na cena da torre. E por um bom tempo, acreditei que a Eleven tinha mesmo morrido. Mas, nos 45 do segundo tempo, é aberta a possibilidade dela ter sobrevivido. Ou seja, todos os ingredientes estão à disposição pra continuar fazendo mais temporadas.
Honestamente, espero que eles deixem isso quieto. Fazer um fechamento já foi difícil, então provavelmente vai dar ruim se eles resolverem esticar ainda mais. Uma alternativa interessante seria uma prequel, já que aquela memória traumática do Henry abriu essa possibilidade.
O que é certo, acredito eu, é que eles não vão parar por aqui. Já foi até anunciado uma série animada que vai narrar eventos ocorridos entre a segunda e a terceira temporada. Só espero que nas futuras produções os Duffer mantenham o mesmo amor que demonstraram pela série até então.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 08 (e minhas impressões sobre a temporada como um todo):
O episódio foi bom a ponto de me fazer relevar aquela atrocidade que foi
a revelação do plano dos militares de libertar A Coisa
um antagonismo humano, além da ameaça do Pennywise.
Gostei do estabelecimento inicial do conflito, da forma como cada grupo de personagens é bem posicionado na trama, como peças em um jogo de xadrez. E a forma como cada linha narrativa é desenvolvida é de tirar o fôlego. Mais uma vez, o capricho na escrita dos personagens é o que faz tudo valer a pena, porque as situações de perigo em que eles são colocados tem muito mais peso. No confronto final
a gente fica tenso com a possibilidade de qualquer um dos personagens ir de arrasta pra cima, porque já ficou bem estabelecido desde o primeiro episódio que qualquer um pode morrer a qualquer momento, inclusive os protagonistas.
Sobre o fechamento:
Aparentemente, a série tem infinitas possibilidades pra explorar agora. A ideia do Pennywise poder voltar no tempo pra matar algum antepassado das pessoas que deram cabo nele na história original abre um leque gigantesco. Dentro disso, a série pode explorar acontecimentos que foram apenas mencionados nessa temporada, como aquele tiroteio que até aparece em um dos desenhos na abertura, e ir voltando até chegar na origem do Pennywise.
Não sei se tem muito o que explorar para o futuro, porque a próxima geração é a que vai matar o palhaço.
Ficou incerto se eles tem planos de explorar isso, mas eu reparei que ficou uma coisa em aberto: a mulher indígena que deu o chá pro Hallorann começou a falar pra ele nunca fazer algo, mas foi cortada no meio pelo efeito da bebida, na cabeça dele. Imagino que tenha a possibilidade de explorar algo no destino do Dick.
Em geral, achei uma temporada bem satisfatória. Se eles tiverem mais orçamento para efeitos visuais, mantiverem a atenção com os personagens e tiverem mais cuidado na escrita dos pontos de virada, a segunda temporada tem tudo pra ser fantástica.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 07:
Começou bem, mas me decepcionou em um ponto específico.
Primeiramente, adorei o
prólogo explicando a origem da obsessão da mulher do hospício com o Pennywise. Interessante ver o palhaço na forma humana antes de ser consumido pela coisa. O Bill mandou bem nessa parte também (acredito que era ele, né?). Irreconhecível, interpretação fantástica.
E logo em seguida acontece
aquela chacina terrível. O início é meio tosco, foi uma decisão muito burra dos militares não se certificarem que os caras tinham ido embora antes de baixar a guarda. Mas o plano sequência foi executado de maneira fantástica, dá pra sentir a angústia e o desespero de quem tá dentro da cabana. E a morte do Rich... coração partido.
A exploração das repercussões também é muito bem feita.
Até aí o episódio tava caminhando bem. Eis que temos a bomba da temporada, na minha opinião:
OS MILITARES DESTROEM A PORCARIA DO PILAR. Mano, que ideia de furico foi essa? Porque diacho uma criança que quase foi morta pela Coisa se tornaria um adulto tentando liberta-la? A ideia de usar a entidade como uma arma contra a Rússia também era questionável, mas pelo menos tinha algum sentido, considerando que o cara é militar. Tudo bem, eu compreendo que a série precisava de uma justificativa pra libertar o Pennywise, mas não consigo acreditar que essa foi melhor ideia que eles tiveram para isso.
Decepção total com essa revelação. Não consigo entender como um enredo que vinha se mostrando tão bem escrito até o momento deu um deslize desse. Inacreditável.
Mas pelo menos o episódio fecha com um ótimo cliffhanger.
Sentimentos mistos com esse episódio. Por um lado, tem momentos excelentes. Mas aquela revelação ridícula pesa não só nesse capítulo, mas na série como um todo.
Agora resta esperar que o último episódio seja bom o suficiente a ponto de me fazer ignorar essa ingrata surpresa.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 06:
Cai um pouco de ritmo em relação ao anterior, mas tem bons momentos. Mas também, depois de um clímax como o do episódio anterior, a gente também precisava de um respiro, né.
Senti falta de
saber o que aconteceu com o Taniel. A série deixou em aberto o destino dele, até o momento.
O que me decepcionou um pouco foi
a revelação sobre a filha do palhaço.
O arco da Lily tá ficando meio repetitivo, toda hora a série bate na mesma tecla com ela.
Agora sobre os pontos que gostei:
Bill Skarsgård brilhando mais uma vez, agora até com mais espaço do que no episódio anterior. As interações entre as crianças são muito legais de acompanhar.
Resumindo, não está entre meus episódios favoritos, mas tem o que gostar.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 05:
HOLY SHIT! Que episódio, meus amigos!
Fica estabelecido logo de cara que
os militares vão se lascar no esgoto,
O que me realmente me pegou foi o
truque do Pennywise pra atrair as crianças para o esgoto. Eu caí direitinho na armadilha, igual aos meninos.
E claro:
Bill Skarsgård de volta em toda a sua glória! Foi ótimo ver o palhaço na forma clássica mais uma vez, a série como um todo e esse episódio souberam segurar bem a aparição para o melhor momento.
Outro ponto que eu achei sensacional:
a forma como a Lily sobreviveu. Eu imaginei o que aconteceria uns 10 segundos antes, mas ainda assim foi um alívio. Por um momento eu achei que ela ia morrer mesmo.
Eu poderia me estender por inúmeros parágrafos sobre tudo o que eu gostei nesse episódio. Mas pra fechar com um ponto que me chamou bastante atenção: a direção conseguiu reduzir o problema principal da série, que são os efeitos criados com computação gráfica. As cenas na "base" das crianças tem o céu nublado, as aparições fantasmagóricas acontecem no escuro... tudo isso disfarça os efeitos ruins.
E além de tudo isso, o episódio também deu alguns presságios do que está por vir no Gran Finale. Espero de verdade que a série mantenha o bom passo até o fechamento!
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 04:
A consolidação dos personagens principais e da mitologia desse universo. O conflito da
Lily foi orquestrado de maneira genial, e a Matilda Lawler brilhou nessa cena.
descoberta da origem do Pennywise também é fantástica, e executada de maneira super criativa.
Também adorei o fato de
do Pennywise ainda não ter dado as caras na sua forma tradicional. Eles estão segurando pra depois, guardando o melhor para o final em uma série que já está muito boa.
Mais um atestado do poder de um bom roteiro. Mesmo com efeitos visuais meio toscos, a série tem se sobressaído porque a história é boa e os personagens que a conduzem são tão bons quanto. Se o restante da temporada continuar nesse nível de qualidade, ou melhorar, eu vou ficar muito feliz!
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 03:
As peças finalmente começam a encaixar. Esse episódio é a prova do poder de um bom roteiro: mesmo sendo nítida a limitação do que que a série pode fazer com os efeitos visuais por conta do orçamento limitado, o clímax é super aflitivo. A tensão é grande porque você se importa com os personagens e sabe que tem algo muito importante em jogo. E o fato de
três crianças morrerem no primeiro episódio dá mais peso pra situação, porque você sente que a qualquer momento um deles pode morrer.
Ótimo episódio. Se seguir nessa pegada até o final, tem tudo pra ser uma excelente primeira temporada.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 02:
Aqui, parece que a série começa a ganhar mais identidade. Gostei da forma como o horror é trabalhado em diferentes aspectos. Tem a parte das visões das crianças (as desse episódio são ótimas, mas a segunda é meio morna se comparada à primeira) que é a parte mais de assustar, mas tem o horror mais conceitual também, que tá no racismo, no estigma sobre pessoas que já sofreram algum tipo de distúrbio mental... Outra coisa que achei interessante é que a série mantém a temática dos filmes em sempre ter o horror associado a algum drama pessoal dos personagens. É o jeito sádico do Pennywise atormentar as vítimas.
Pra mim, melhorou bastante em relação ao primeiro episódio.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 366 Assista AgoraEpisódio 01:
Vi pontos negativos e positivos. O capítulo de abertura série começou bem. Toda a sequência inicial do garoto no cinema, o estabelecimento inicial dos personagens... Aquela cena
da família no carro... mano, que agonia.
Pra mim, os problemas maiores foram o elenco infantil, com exceções pontuais, e a computação gráfica. O elenco porque alguns atores não são muito bons. O CGI, porque a cidade ficou meio plastificada. Mas a série está sempre te direcionando para outros pontos de atenção, então dá pra relevar.
E que final, hein? Não esperava a morte de mais 3 crianças logo de cara, ainda mais com o tratamento que os dois meninos receberam, dando a entender que teriam papéis de grande relevância no decorrer da série.
Enfim, gostei do primeiro episódio.
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 105 Assista AgoraThank you, Sal Saperstein
Dept. Q (1ª Temporada)
3.9 88 Assista AgoraAdorei cada minuto dessa primeira temporada. O elenco tá fantástico, achei ótimas as permutas que acontecem entre os personagens que contracenam, gera dinâmicas super interessantes. Embora a série caia no clichê do protagonista rabugento, o carisma do Mathew Goode compensa. O Alexej Manvelov fazendo o Akram Salim também é ótimo, meu personagem favorito. O elenco inteiro tá ótimo, Leah Byrne, Kelly Macdonald... Pra mim o elemento humano é o ponto mais forte aqui, a série não teria funcionado tão bem sem bons personagens.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraNão joguei, então minha avaliação é direcionada única e exclusivamente para a série, ok?
Não é um desastre total como muitos estão dizendo, certamente tem pontos altos. O problema maior pra mim foi que após os 3 primeiros episódios, fica uma sensação de que a história ainda vai engrenar. E quando finalmente engrena, já é o último episódio, que foi mais apressado do que aquele trabalho que você fez na véspera da entrega pra não ficar com zero.
Adorei os zumbis espertalhões, as duas sequências que envolvem esses bichos são super tensas.
O Jesse é um ótimo personagem, não queria que ele morresse :(
Em Defesa de Jacob
4.0 248 Assista AgoraSe você ainda não assistiu a série, passe longe das próximas linhas porque estão recheadas de spoiler. Assista, é muito boa, vale a pena.
Logo nos episódios iniciais a série levantou uma crítica muito interessante: a pressão para prender logo alguém, encontrar logo um culpado pode acabar fazendo com que a polícia condene uma pessoa inocente. Mas isso seria partindo do pressuposto que o Jacob é inocente. E ele não é. Nunca foi. Nesse aspecto, a história acaba meio que se contradizendo, mas isso não me incomodou.
Se a gente prestar bem atenção aos detalhes, dava pra saber que ele é o culpado mesmo antes da série mostrar que Leonard Patz foi forçado a forjar uma confissão e assassinado em seguida. A começar pela pilha de evidências que apontam contra o Jacob. Mas tem mais: no primeiro ou segundo episódio ele diz para o pai em uma conversa que não gosta de metáforas, quando estão conversando sobre o livro O Apanhador no Campo de Centeio. Mais adiante descobrimos que ele escreveu uma história sobre o assassinato do Ben. Se ele não gosta de metáforas, isso só nos permite chegar a uma conclusão.
O mais doloroso de perceber isso é que você quer acreditar que ele é inocente. Nesse aspecto, o personagem do Chris Evans representa o olhar do público. O Jaeden Martell tem "cara de bom menino", entrega uma interpretação super vulnerável. Dói saber que ele é o culpado.
Essa série é um espetáculo de escrita e interpretações. O elenco como um todo dá um show, mas quem roubou a cena pra mim foi a Michelle Dockery. A Laurie é a única que quer enxergar a verdade que ninguém mais quer, e dá pra ver ela desmoronando aos poucos a cada nova revelação. A atriz se entregou de corpo e alma pro papel.
Excelente série.