uma aula de concisão, executada com maestria e, em alguns momentos, genialidade. Nesse noir gótico, vislumbramos algumas das cenas mais incríveis no gênero
(a cena do protagonista escalando a fogueira com um corpo e a cena final são estupendas)
Brahm, mais uma vez, mostra uma certa reverência a Hitchcock, mas conduz seu longa com personalidade própria, nos oferecendo essa pérola subestimada do cinema noir
É interessante como a direção, num primeiro momento, parece tentar emular 12 Homens e Uma Sentença, depois parece apostar em clichês e, discretamente, vai subvertendo toda essa aparência, todas as expectativas e, assim, vai desconstruindo muito do que o diretor construiu em seus filmes anteriores, seja na figura do "herói" ou no ideal de nação. Um exercício de auto reflexão que se sustenta na complexidade do simples
sordidez, sensacionalismo, corrupção moral, decadência e crime. Um noir clássico passado nas dependências de um outrora respeitável jornal, cujo diretor, sem limites na busca por vendas, o transforma num tablóide; e seu ato capital em máquina de vendas, enquanto tenta despistar suas pegadas
mais que um melodrama, temos aqui um noir latino, carregado de todas as características do gênero. A direção de Galvadón e a performance estelar de Dolores Del Rio (cadê o elenco, filmow?) dão ao filme nuances e intensidade únicas. Tudo isso junto a um roteiro muito bem arquitetado e imprevisível
Interessante como a tentativa de emular a imagética de Richard Corben acaba conferindo um tom meio expressionista ao longa (ainda que acidental, ainda que assumidamente um filme B). Apesar de suas limitações, presta uma grande homenagem a Mignola ao tentar seguir a HQ (e peca exatamente quando foge disso). Diversão honesta, deve agradar ainda mais quem conhece a história original. E é o filme que melhor acertou no tom do personagem (inclusive ao colocá-lo mais como expectador do que protagonista do mundo fantástico que o cerca).
Um samurai psicopata (Nakadai) mergulha num processo de destruição e loucura comparável apenas ao perfeito domínio da sua técnica de espadachim. A direção de Okamoto brilha no equilíbrio entre a violência e o silêncio
"Remember: out of the black silence, you were born in pain.”
temos aqui um (neo?) noir que encapsula e, por vezes, subverte o tropos do estilo. Destaque para o voice over que, para além de um narrador, se apresenta mais como a consciência do protagonista, um niilista assassino profissional em crise existencial com tudo que foge à natureza violenta do seu trabalho.
perceptível alguma influência de Clouzot e Hitchcock na obra, além de algo de noir. Ótima direção e fotografia e elenco afinado. Belo thriller francês, diversão garantida
Kobayashi mais uma vez nos oferece uma direção impecável, mas é interessante notar que mesmo um mestre em sua arte pode falhar em conjugar adequadamente todos os elementos da linguagem cinematográfica. Presenciamos cenas cuidadosamente construídas, uma fotografia P&B magnífica e boas atuações; no entanto, temos um enredo arrastado, que pouco aprofunda a maioria dos seus personagens e não convence suficientemente na motivação destes.
Ainda assim, principalmente pelo aspecto técnico e visual, a obra vale ser assistida (principalmente pelas incríveis cenas do ato final).
o realismo do filme é tamanho que até procurei informações pra saber se era baseado em fatos reais. E exatamente por conta desse realismo, há momentos em que a trama desacelera, pois trata de trabalho investigativo policial (burocracia, inquirição etc). Nada que desabone a obra, ainda que essa traga na sua cena inicial e no ato final, ação digna dos melhores thrillers policiais do cinema. A cena inicial me surpreendeu:
Concerto Macabro
4.0 14uma aula de concisão, executada com maestria e, em alguns momentos, genialidade. Nesse noir gótico, vislumbramos algumas das cenas mais incríveis no gênero
(a cena do protagonista escalando a fogueira com um corpo e a cena final são estupendas)
Brahm, mais uma vez, mostra uma certa reverência a Hitchcock, mas conduz seu longa com personalidade própria, nos oferecendo essa pérola subestimada do cinema noir
Jurado Nº 2
3.6 459 Assista AgoraÉ interessante como a direção, num primeiro momento, parece tentar emular 12 Homens e Uma Sentença, depois parece apostar em clichês e, discretamente, vai subvertendo toda essa aparência, todas as expectativas e, assim, vai desconstruindo muito do que o diretor construiu em seus filmes anteriores, seja na figura do "herói" ou no ideal de nação. Um exercício de auto reflexão que se sustenta na complexidade do simples
Escândalo
3.8 7 Assista Agorasordidez, sensacionalismo, corrupção moral, decadência e crime. Um noir clássico passado nas dependências de um outrora respeitável jornal, cujo diretor, sem limites na busca por vendas, o transforma num tablóide; e seu ato capital em máquina de vendas, enquanto tenta despistar suas pegadas
Irmãs Malditas
4.0 3mais que um melodrama, temos aqui um noir latino, carregado de todas as características do gênero. A direção de Galvadón e a performance estelar de Dolores Del Rio (cadê o elenco, filmow?) dão ao filme nuances e intensidade únicas. Tudo isso junto a um roteiro muito bem arquitetado e imprevisível
Hellboy e o Homem Torto
2.2 127Interessante como a tentativa de emular a imagética de Richard Corben acaba conferindo um tom meio expressionista ao longa (ainda que acidental, ainda que assumidamente um filme B). Apesar de suas limitações, presta uma grande homenagem a Mignola ao tentar seguir a HQ (e peca exatamente quando foge disso). Diversão honesta, deve agradar ainda mais quem conhece a história original. E é o filme que melhor acertou no tom do personagem (inclusive ao colocá-lo mais como expectador do que protagonista do mundo fantástico que o cerca).
A Espada da Maldição
4.2 42Um samurai psicopata (Nakadai) mergulha num processo de destruição e loucura comparável apenas ao perfeito domínio da sua técnica de espadachim. A direção de Okamoto brilha no equilíbrio entre a violência e o silêncio
Blast of Silence
3.9 5"Remember: out of the black silence, you were born in pain.”
temos aqui um (neo?) noir que encapsula e, por vezes, subverte o tropos do estilo. Destaque para o voice over que, para além de um narrador, se apresenta mais como a consciência do protagonista, um niilista assassino profissional em crise existencial com tudo que foge à natureza violenta do seu trabalho.
Perversidade Satânica
4.0 2perceptível alguma influência de Clouzot e Hitchcock na obra, além de algo de noir. Ótima direção e fotografia e elenco afinado. Belo thriller francês, diversão garantida
Inn of Evil
3.5 4Kobayashi mais uma vez nos oferece uma direção impecável, mas é interessante notar que mesmo um mestre em sua arte pode falhar em conjugar adequadamente todos os elementos da linguagem cinematográfica. Presenciamos cenas cuidadosamente construídas, uma fotografia P&B magnífica e boas atuações; no entanto, temos um enredo arrastado, que pouco aprofunda a maioria dos seus personagens e não convence suficientemente na motivação destes.
Ainda assim, principalmente pelo aspecto técnico e visual, a obra vale ser assistida (principalmente pelas incríveis cenas do ato final).
O Assassino no Telhado
3.3 3o realismo do filme é tamanho que até procurei informações pra saber se era baseado em fatos reais. E exatamente por conta desse realismo, há momentos em que a trama desacelera, pois trata de trabalho investigativo policial (burocracia, inquirição etc). Nada que desabone a obra, ainda que essa traga na sua cena inicial e no ato final, ação digna dos melhores thrillers policiais do cinema. A cena inicial me surpreendeu:
uma das mais cruas cenas de assassinato que já vi no cinema, rivaliza com o melhor do gore, ainda que dentro de uma perspectiva realista
O ato final todo é uma aula