O seriado, que mistura humor e terror, conta a história de uma advogada, vivida por Monica, que começa a suspeitar que o personagem de Tony é o verdadeiro Diabo. A primeira temporada terá doze episódios.
É raro Fernanda Yong e Alexandre Machado me decepcionar, mas aconteceu... Nem consegui continuar, tamanha decepção #RIP Fernanda, vai fazer muita falta no Audio Visual Brasileiro!
O enredo em torno do misterioso Abel Zebul (Tony Ramos), poderoso empresário que faturava milhões em palestras proferindo comentários sarcásticos sobre Deus e criticando sentimentos bons, despertou atenção. O seu interesse em seduzir a ingênua advogada Celeste (Monica Iozzi), a transformando em laranja para seus planos de lavagem de dinheiro, se mostrou uma boa premissa, principalmente à medida que mesclava realidade com o sobrenatural através de situações enigmáticas a respeito dele ser mesmo um diabo ou não.
Entretanto, ao longo das semanas, a história perdeu o fôlego.
Depois que Abel colocou no corpo de Celeste a Lágrima de Mefisto, um rubi diabólico que vale mais de 60 milhões de dólares, escondendo a joia sob a pele da vítima, as situações começaram a cansar. Até mesmo os ótimos perfis secundários foram ficando sem função, aparecendo cada vez menos.
O enredo foi se perdendo pelo caminho, ficando desinteressante acompanhar o desenrolar daquele mistério um tanto quanto grotesco. Como não havia outra situação para explorar ou provocar uma movimentação no roteiro, ficou difícil sustentar tudo só em cima do verdadeiro objetivo de Abel.
O que funcionou, como sempre, foi o texto mordaz dos autores, que muitas vezes conseguiam deixar uma cena aparentemente inútil engraçada. O elenco também merece menção, pois foi um acerto. Tony Ramos vivendo um ser demoníaco deu show e Monica Iozzi fez uma ótima parceria com o veterano. Cecília Homem de Mello divertiu demais na pele da atrapalhada Leda (mãe de Celeste), Luciana Paes se destacou com a debochada secretária Kika e Maria Luisa Mendonça brilhou interpretando a histriônica Lucy Fergson, ex de Abel (só precisa ser escalada urgentemente para viver tipos que não sejam descompensados). Pascoal da Conceição como padre também foi um bom nome.
Pena que, como já mencionado, os coadjuvantes foram perdendo espaço à medida que a história se esgotava. Até mesmo a entrada de novos e promissores personagens não rendeu o esperado. Enzo Baruzzi e Nathalia Falcão foram muito bem como Demian e Carrie, mas poderiam ter protagonizado bem mais situações sarcásticas. Eram crianças impagáveis. Já a chegada de Maria Casadevall expôs a versatilidade da atriz, que adotou um tom exagerado para sua Lilith (bem diferente da Rimena, de "Os Dias Eram Assim"). Porém, a atriz apareceu muito pouco e a comparsa de Abel (que o traiu) teve pouca função.
O mistério em torno do demônio que rondava Celeste foi parcialmente desvendado no último episódio, quando a 'mocinha' desmascarou o bandido e tentou pegá-lo em uma armadilha. Ele a engravidou para gerar o 'anti-Cristo' e quase a incriminou por seus crimes, mas acabou queimado vivo por ela, enquanto tentava incendiar documentos comprometedores. A advogada acabou acusada pela morte do empresário, fazendo questão de representar a própria defesa ---- nesse momento, inclusive, houve um longo texto em torno da hipocrisia do estado laico, uma vez que Deus está presente na Constituição e nas notas de dinheiro. O público ficou sem saber se Celeste foi inocentada ou não, pois entrou em trabalho de parto no meio do tribunal. A cena final foi criativa, deixando no ar a dúvida em torno da morte de Abel (um irmão dele apareceu para ver o sobrinho e era a cara do vilão).
"Vade Retro" foi uma série mediana. Teve bons e maus momentos. O início se mostrou promissor, mas o desenvolvimento deixou a desejar. Não houve fôlego para manter a atenção do telespectador ao longo de 11 episódios e o enredo se perdeu pelo caminho. Mas, ao menos, teve um desfecho interessante, lembrando o começo convidativo da produção.
Adorei as similaridades e homenagens aos clássicos do terror. Todo trabalho artístico, elenco, tudo sincronizado, série rápida e bem gostosa de assistir. O final deixa gosto de quero mais, em aberto para uma segunda temporada.
É raro Fernanda Yong e Alexandre Machado me decepcionar, mas aconteceu... Nem consegui continuar, tamanha decepção #RIP Fernanda, vai fazer muita falta no Audio Visual Brasileiro!
Começou bem, depois perdeu fôlego.
Por mais Iozzi na TV.
O enredo em torno do misterioso Abel Zebul (Tony Ramos), poderoso empresário que faturava milhões em palestras proferindo comentários sarcásticos sobre Deus e criticando sentimentos bons, despertou atenção. O seu interesse em seduzir a ingênua advogada Celeste (Monica Iozzi), a transformando em laranja para seus planos de lavagem de dinheiro, se mostrou uma boa premissa, principalmente à medida que mesclava realidade com o sobrenatural através de situações enigmáticas a respeito dele ser mesmo um diabo ou não.
Entretanto, ao longo das semanas, a história perdeu o fôlego.
Depois que Abel colocou no corpo de Celeste a Lágrima de Mefisto, um rubi diabólico que vale mais de 60 milhões de dólares, escondendo a joia sob a pele da vítima, as situações começaram a cansar. Até mesmo os ótimos perfis secundários foram ficando sem função, aparecendo cada vez menos.
O enredo foi se perdendo pelo caminho, ficando desinteressante acompanhar o desenrolar daquele mistério um tanto quanto grotesco. Como não havia outra situação para explorar ou provocar uma movimentação no roteiro, ficou difícil sustentar tudo só em cima do verdadeiro objetivo de Abel.
O que funcionou, como sempre, foi o texto mordaz dos autores, que muitas vezes conseguiam deixar uma cena aparentemente inútil engraçada. O elenco também merece menção, pois foi um acerto. Tony Ramos vivendo um ser demoníaco deu show e Monica Iozzi fez uma ótima parceria com o veterano. Cecília Homem de Mello divertiu demais na pele da atrapalhada Leda (mãe de Celeste), Luciana Paes se destacou com a debochada secretária Kika e Maria Luisa Mendonça brilhou interpretando a histriônica Lucy Fergson, ex de Abel (só precisa ser escalada urgentemente para viver tipos que não sejam descompensados). Pascoal da Conceição como padre também foi um bom nome.
Pena que, como já mencionado, os coadjuvantes foram perdendo espaço à medida que a história se esgotava. Até mesmo a entrada de novos e promissores personagens não rendeu o esperado. Enzo Baruzzi e Nathalia Falcão foram muito bem como Demian e Carrie, mas poderiam ter protagonizado bem mais situações sarcásticas. Eram crianças impagáveis. Já a chegada de Maria Casadevall expôs a versatilidade da atriz, que adotou um tom exagerado para sua Lilith (bem diferente da Rimena, de "Os Dias Eram Assim"). Porém, a atriz apareceu muito pouco e a comparsa de Abel (que o traiu) teve pouca função.
O mistério em torno do demônio que rondava Celeste foi parcialmente desvendado no último episódio, quando a 'mocinha' desmascarou o bandido e tentou pegá-lo em uma armadilha. Ele a engravidou para gerar o 'anti-Cristo' e quase a incriminou por seus crimes, mas acabou queimado vivo por ela, enquanto tentava incendiar documentos comprometedores. A advogada acabou acusada pela morte do empresário, fazendo questão de representar a própria defesa ---- nesse momento, inclusive, houve um longo texto em torno da hipocrisia do estado laico, uma vez que Deus está presente na Constituição e nas notas de dinheiro. O público ficou sem saber se Celeste foi inocentada ou não, pois entrou em trabalho de parto no meio do tribunal. A cena final foi criativa, deixando no ar a dúvida em torno da morte de Abel (um irmão dele apareceu para ver o sobrinho e era a cara do vilão).
"Vade Retro" foi uma série mediana. Teve bons e maus momentos. O início se mostrou promissor, mas o desenvolvimento deixou a desejar. Não houve fôlego para manter a atenção do telespectador ao longo de 11 episódios e o enredo se perdeu pelo caminho. Mas, ao menos, teve um desfecho interessante, lembrando o começo convidativo da produção.
Adorei as similaridades e homenagens aos clássicos do terror.
Todo trabalho artístico, elenco, tudo sincronizado, série rápida e bem gostosa de assistir.
O final deixa gosto de quero mais, em aberto para uma segunda temporada.
EU VOU SOLTAR O VERBO PRA PRENDER O SUJEITO!!!