Vampir-Cuadecuc é possivelmente o filme chave para entender a transição entre o campo cinematográfico espanhol desde o período do "nuevos cines" (permitidos pelo governo franquista) até as práticas clandestinas, ilegais ou abertamente antifranquistas.
Consiste num longa produzido durante as filmagens "O Conde Drácula", de Jesús Franco, interpretado por Christopher Lee.
Portabella exerce dois tipos de violência sobre la narrativa central: elimina totalmente a cor e substitui a trilha sonora por uma paisagem de colisões de imagem e som sob o comando de Carles Santos.
Filmado em 16mm, as tensões entre o branco e o negro favorecem o "materialismo fantasmágórico" da análise dos mecanismos de construção do ilusionismo da narrativa dominante e, ao mesmo tempo, constitui uma intervenção radical na institução cinematográfica espanhola.
"Vampir é um esforço para refletir sobre a linguagem do Cinema. Talvez seja também uma tentativa de desvendar a grandeza no gênero horror, uma viagem através do gênero de filme, um discurso sobre um discurso, um filme de vampiros. Mas, fundamentalmente, eu quero salientar que Vampir é um dos primeiros filmes feitos no meu país marginalizado". - Pere Portabella (extrato de uma carta enviada para o MoMA, em Nova York, durante a apresentação do filme em 1972).
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O making of mais surpreendente e original da história do cinema.
um filme dentro do filme, genial.
A forma como você parece assistir uma apresentação de teatro, constantemente vendo a equipa técnica e a iluminação (Nesse caso os equivalente ao palco e ao resto dos telespectadores) É feito de uma maneira que eu nunca vi similar, Portabella pega uma historia que já é contada no cinema inúmeras vezes e tenta contar ela da forma mais abstrata possível, usando realmente a linguagem cinematográfica pura no lugar de diálogos ou exposições, e o resultado na maior parte é incrível
E o que falar daquele finalzinho com o Christopher Lee? Tu vê que ele realmente era um fã da obra, na minha cabeça o diretor aqui da um balde de agua fria nas convenções ampliadas pelo cinema comercial que um 3* ato tem que ser algum tipo de ápice, e que exemplo melhor do que mostrar que o próprio romance gótico original que não segue essa logica?
"Corta!"