No final do século 19, um jovem padre dinamarquês viaja para uma parte remota da Islândia para construir uma igreja e fotografar seu povo. Mas quanto mais fundo ele entra na paisagem implacável, mais ele se desvia de seu propósito, sua missão e moralidade.
A primeira parte do filme, durante a viagem do Pe.Lucas até a outra costa da Islândia, acompanhado de imagens belíssimas e, ao mesmo tempo, intimidadoras, é o ponto alto do filme, sem sombra de dúvidas.
Toda sua transformação de um personagem de confiança inabalável e até mesmo uma arrogância, para aos poucos ir se degradando física e mentalmente, é bem bacana. Ele acaba por tomar decisões precipitadas e imprudentes, coloca a vida dos outros em perigo, ao mesmo tempo, em que reza por libertação.
Na segunda parte do filme, eu acredito que perca um pouco a força cinematográfica, apesar das cenas usando o lapso de tempo de um cavalo morto sejam bem interessantes.
Fotografia fantástica e um roteiro digamos que meio diferente daquilo que estamos sempre acostumados a ver. Nota 7,0.
Um filme contemplativo com uma fotografia de tirar o fôlego. Os dilemas entre moralidade, culpa cristã e catequização aqui alcançam um outro patamar.
Cansativo e belo. Claro, cada imagem que você quer morar lá - mas me senti mais numa discovery da vida...
A cena de Ragnar
assentado na chuva me lembrou um pouco o monólogo do replicante Roy em all those moments will be lost in time...
É um filme realmente muito agradável visualmente, com uma fotografia caprichada e com passagens de tempo e de estações criativas e bonitas. No entanto, por mais dedicação que as atuações possam dar aqui, a trama é um amontoado de clichês. O padre, por exemplo, sequer teve tempo de esboçar virtudes, não se pode dizer que houve uma mudança de personalidade. Ainda assim, gosto de como tudo é conduzido de forma muito natural: tal qual um filme de Haneke, o mal vai dando as caras de forma naturalista.