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Pintor (Max von Sydon) e sua esposa (Liv Ullmann) vão morar em uma ilha bastante afastada da sociedade. Lá, em meio a intensos conflitos psicológicos, o casal conhece um misterioso grupo de pessoas que passa a trazer angústias ainda maiores às suas vidas, levando-os a relembrar fatos passados e questionar a própria lucidez.
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19/06/2026
Um filme chato de assistir (porque é exageradamente lento), mas muito intrigante. A história sobre traumas e "fantasmas do passado" me deixou reflexiva, pensando nas minhas próprias questões mal resolvidas.
Fiquei pensativa com a cena do assassinato do menino e com aquela em que o pintor é maquiado. Creio que o aparecimento da criança e a maquiagem estejam diretamente conectados a dois possíveis traumas: um causado por acontecimentos ruins na infância e o outro causado por inseguranças do personagem sobre a própria sexualidade. E o que sustenta essa tese são as conversas que ele tem com a esposa, nas quais ele revela um antigo trauma de quando era criança e mostra o desenho que fez de um possível "homossexual".
Um baita terror e bem angustiante da filmografia do icônico Bergman. Certamente que é um filme que merece uma revisitada de tempos em tempos, para só assim conseguir absorver cada vez mais essa grande obra que vai muito além do terror.
*** (Bom)
Um bom filme, porém incrivelmente arrastado. Extremamente arrastado. Uma hora e 20 pareceu 50 anos. Mas é um bom filme.
Hum… O velho Bergman e suas lombras psicanalíticas. Um terror catártico e simbólico para entrar em crise com as próprias obsessões, necessidades de controle, negligência e como tudo isso mata o que é belo ou tudo que poderia ser. Um naufrágio acompanhado de uma orquestra sinfônica imparável.
“Essa é a pior hora, sabe como se chama? Os mais velhos costumavam chamá-la de a hora do lobo. É a hora em que a maioria das pessoas morre, e a maioria das crianças nasce. É a hora em que os pesadelos vêm até nós, e se estamos acordados, temos medo”