Martin se envolve com Lucas num canto remoto do litoral paulista. Os dois estão investigando o desaparecimento de um amigo de infância de Martin. As pistas levam os dois curiosos a uma ópera escrita com sangue humano.
É tipo a novela Chiquititas zumbi que se encontrou com uma Opera Rock e depois não se decidiu sobre que gênero cinematográfico ser. Exatamente, após o início do romance, na interpretação de A Lenda de Sandy & Jr. começa a degringolar na mescla de linguagens, não sabendo distribuir romance com musical e terror, com muito melodrama adolescente e fotografia vaporwave (o clichê neon que infesta algumas produções nacionais na contemporaneidade) e não contextualiza a relação dos pais com Martin e a história da clínica, que sabemos pela trama ser um inferno e ele quer fugir e reencontrar o amigo zumbi. O filme age como se quisesse apenas entreter com cores bafônicas e musical e exibir um cenário instagramável pra atores com gogó para cantar, no final das contas, não engata em romance, nem em terror e só é um musicalzinho barato pra encantar um público com alma teen. Promete entregar muita coisa até o lipsync da Sandy (cuja interpretação é genial, de fato), mas perde a trama na puberdade meramente cenográfica com tanta informação visual e musical e um roteiro perdido.
“─ Às vezes eu realmente sinto que há algo alí, eu olho pro mar e parece que ele está me olhando de volta, me chamando, esperando a minha vez de ir até ele e ... desaparecer”
Sabe o que é uma obra prima gay brasileira? Não, você não sabe, até porque você ainda não assistiu “Verão Fantasma”
O filme é de uma puta criatividade, o roteiro nos deixa conectado com toda a trama e todo o suspense, a fotografia é EXCELÊNCIA!, as cores são tão vivas e tão sombrias, me lembrou muito uma pegada Dario Argento em “Inferno”. As músicas são um encanto, sendo
minhas favoritas a do cantor de opera zumbi e a da mãe, INCRÍVEL.
As atuações são maravilhosas: Tuna Dwenk merece ser aplaudida de pé; Matheus Paiva, Gabriela Gonzales e Marcos Oli entregaram beleza, vocal e carisma; Nani Porto é atuação pura, uma naturalidade tão grande que até assusta; João Felipe Saldanha tem um dos melhores textos do filme e Bruno germano nos da uma porrada de boa atuação, QUE QUÍMICA DESSE CASAL, MEU DEUS!
Palmas extras pra Natacha Wiggers, a queen chegou no finalzinho e entregou a melhor cena musical/terror do filme.
Eu nem quero contar muito da minha experiência assistindo porque é um filme que você só tem que assistir, ele necessita ser assistido.
Irei acompanhar mais o trabalho de Matheus Marchetti, é desse tipo de diretor que o cinema brasileiro necessita!
Piores atores são justo os protagonistas kk
Diferente do que se acostumou a ver no cinema brasileiro.
É tipo a novela Chiquititas zumbi que se encontrou com uma Opera Rock e depois não se decidiu sobre que gênero cinematográfico ser. Exatamente, após o início do romance, na interpretação de A Lenda de Sandy & Jr. começa a degringolar na mescla de linguagens, não sabendo distribuir romance com musical e terror, com muito melodrama adolescente e fotografia vaporwave (o clichê neon que infesta algumas produções nacionais na contemporaneidade) e não contextualiza a relação dos pais com Martin e a história da clínica, que sabemos pela trama ser um inferno e ele quer fugir e reencontrar o amigo zumbi. O filme age como se quisesse apenas entreter com cores bafônicas e musical e exibir um cenário instagramável pra atores com gogó para cantar, no final das contas, não engata em romance, nem em terror e só é um musicalzinho barato pra encantar um público com alma teen. Promete entregar muita coisa até o lipsync da Sandy (cuja interpretação é genial, de fato), mas perde a trama na puberdade meramente cenográfica com tanta informação visual e musical e um roteiro perdido.
viva o cinema queer nacional de terror! especialmente os inventivos, criativos e emocionantes como este.
“─ Às vezes eu realmente sinto que há algo alí, eu olho pro mar e parece que ele está me olhando de volta, me chamando, esperando a minha vez de ir até ele e ... desaparecer”
Sabe o que é uma obra prima gay brasileira? Não, você não sabe, até porque você ainda não assistiu “Verão Fantasma”
O filme é de uma puta criatividade, o roteiro nos deixa conectado com toda a trama e todo o suspense, a fotografia é EXCELÊNCIA!, as cores são tão vivas e tão sombrias, me lembrou muito uma pegada Dario Argento em “Inferno”. As músicas são um encanto, sendo
minhas favoritas a do cantor de opera zumbi e a da mãe, INCRÍVEL.
As atuações são maravilhosas: Tuna Dwenk merece ser aplaudida de pé; Matheus Paiva, Gabriela Gonzales e Marcos Oli entregaram beleza, vocal e carisma; Nani Porto é atuação pura, uma naturalidade tão grande que até assusta; João Felipe Saldanha tem um dos melhores textos do filme e Bruno germano nos da uma porrada de boa atuação, QUE QUÍMICA DESSE CASAL, MEU DEUS!
Palmas extras pra Natacha Wiggers, a queen chegou no finalzinho e entregou a melhor cena musical/terror do filme.
Eu nem quero contar muito da minha experiência assistindo porque é um filme que você só tem que assistir, ele necessita ser assistido.
Irei acompanhar mais o trabalho de Matheus Marchetti, é desse tipo de diretor que o cinema brasileiro necessita!