Dirigido por
Data de lançamento
5 Nov. 2020Duração
Na virada do ano, a poderosa empresária musical Frederica (Andrea Beltrão) chega à praia para dar a festa de reveillón que todos esperam. Seu casamento com o fotógrafo chileno Constantin (Alfredo Castro) está em crise e isso afeta diretamente a filha adolescente (Fernanda Pavanelli), que está de partida para estudar contrabaixo em um conservatório no estrangeiro. Em meio a tanta pressão, ela ainda tem que administrar a vida e carreira da pop star Lenny (Marina Lima), que decidiu escrever uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer (Ismael Caneppele). Quando um ser das profundezas do mar encalha em sua praia, a crise se instaura e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
03/06/2026
porcaria
Pura chatice e Perca de Tempo!!
Além de muito enfadonho o ritmo, é confuso na proposta que quer passar, com personagens muito rasos e diálogos tediosos.
Pelos envolvidos, esperei algo melhor, o filme tem toda uma vibe cult, diferentona, mas não entrega muito, aliás não entrega nada, achei um enredo muito solto e o espectador fica perdido pra entender o que ele quer passar, nem os bons atores salvam. Ponto para a direção inspirada e os outros quesitos técnicos.
Mais um de tantos filmes vazios do cinema nacional atual.
Frederica (Andrea Beltrão) é uma ferrenha empresária do ramo musical que comanda com mãos de ferro a carreira da popstar Lenny (Marina Lima, sim a cantora). Ela, por sua vez está fazendo uma possível biografia junto ao escritor João (Ismael Caneppele). Nesse meio tempo, Frederica organiza uma festa de fim de ano com seu casamento à beira da falência com Constantin (Alfredo Castro) e a relação igualmente falida com filha Tuane (Fernanda Pavanelli). Essa é a premissa básica de Verlust.
O longa trata da complexidade do ser e nas suas relações e de como a arte, de alguma forma, nos salva dessa tensão que nos colocamos. Ela nos auxilia a fugir de uma realidade pesada.
Um ponto interessante é a baleia encalhada na praia da casa de Frederica. Ela me parece uma metáfora do peso dos dias, dos anos, das relações fracassadas, da angústia da libertação, do medo da perda. Em certa cena, Frederica diz que “desaparecer é a melhor maneira de existir”, e é isso. Desaparecer pode ser a salvação de si. E todos eles, de alguma forma, querem desaparecer para se reconectar consigo mesmo.
Esmir Filho ganhou notoriedade por ser diretor de clipes e ficou mais badalado ao dirigir a série da Netflix Boca a Boca. Por sua experiência com música, o filme têm tomadas que mais parecem vindas de clipes, os figurinos (incríveis) e a fotografia casam com a sua ideia de complexidade do ser.
Destaque total para Andrea Beltrão, uma grande atriz que vai da potência à vulnerabilidade em dois tempos. A cena dela ao som de “Não Sei Dançar” de Marina é linda, tensa e desconstrói a personagem e o olhar de Andréa é uma das coisas mais belas que verá.
Falando em Marina, sua presença é enigmática e dá todo o tom misterioso ao longa.
Ainda assim, ficou a sensação de estar faltando algo. Alguma coisa ali não se encaixa, ficou faltando alguma coisa, mas é assim na vida real, né?