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Data de lançamento
16 Set. 1992Duração
Mergulhado no universo das drogas e do jogo, um tenente de polícia de Nova York inicia sua descida "rumo ao inferno". Mas dois acontecimentos vão lhe dar a chance de redenção: um torneio de beisebol e o trágico estupro de uma jovem freira.
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O Ferrara tem vários filmes que terminam com a morte do protagonista. Há um caso que gosto muito em que a protagonista não consegue morrer, e seu fado é continuar viva, o que funciona quase igual à morte nos outros filmes.
Estas mortes, a meu ver, não funcionam como uma punição a estes protagonistas. Elas servem de consequência a toda a tragédia que foi vivida por eles dentro dos filmes.
Aqui, em Vício Frenético, vejo que ele faz o mesmo: traz um personagem infeliz e fadado à miséria que tem um fim previsível, porém que tenta quebrar este ciclo de destruição em algum momento. Gosto de como ele tarda a entender toda a questão do perdão, mas age rapidamente para que sua vida e morte não tenham sido em vão.
Apesar de vários problemas em relação ao papel das mulheres nesse filme, muitas vezes sendo humilhadas apenas como uma demonstração de como o protagonista e outros outros homens são horríveis, é um filmaço.
Pra quem gostou, recomendo Os Chefões, também do Ferrara.
O filme mais psicopata, ladrão, bandido, cheirador, vendedor de droga, polícia maluco, polícia assaltante, aqui tem a porra todo mermão da história
Abel Ferrara é genial
Daqueles tipos de filmes que você se pergunta o porquê de uma nota tão alta
Revisão desse que é um dos meus filmes favoritos da década de 90. A verdadeira degradação humana, da primeira a última cena disseminando na tela todo tipo de vício sem um único momento de descanso; daquele tipo de filme que você sente na pele a náusea de como é ser aquele personagem problemático. O vício em cocaína em frente à escola dos filhos, o vício em sexo ao observar os seios de uma mulher assassinada, o vício em crack durante uma operação policial, a misoginia ao abordar duas garotas sem carteira de motorista, o vício em bebida e heroína com prostitutas, o vício em apostas correndo o risco de vida; enfim, um personagem completamente coberto por todos os vícios existentes na terra. Keitel entrega tudo em seu personagem, no choro mais deprimente e bizarro do cinema. Filmaço repugnante!
*Dica: Farrapo Humano (1945)