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O filme é uma adaptação da autobiografia de Quentin Crisp, um verdadeiro ícone gay da Inglaterra no século vinte, um homem que enfrentou com extraordinaria coragem o preconceito e as perseguições ao longo de décadas, sempre com inteligência e senso de humor. O filme é estrelado por John Hurt. Crisp era um pária mesmo entre os gays. Era efeminado, afeminado e não fazia questão alguma de esconder isso. Pelo contrário, dizia que essa era a sua "contribuição para a causa", décadas antes de se falar de "visibilidade gay". Foi um homem muito a frente de seu tempo, que jamais abdicou de seu direito de ser e de existir, ainda que tenha sofrido por conta disso. Ele foi um transgressor, no melhor sentido da palavra, e isso numa época em que a homossexualidade ainda dava cadeia na Inglaterra.
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Por que idolatram tantos esses filmes gays repetitivos e fadonhos?
Imperdoavelmente, não conhecia este personagem real - e fiquei imediatamente apaixonado por ele. Amei a sua auto-apresentação, bem como as suas frases de efeito. Anotei várias e gostei muito da audácia comportamental deste militante 'avant la lettre'. John Hurt está ótimo como protagonista, mas há algo muito esquisito nos exageros afetados das composições, dele e de todos os demais coadjuvantes, que parecem muito mais velhos que os personagens em si. Há uma melancolia inerente e crescente, em relação às constatações de Quentin quanto à sua inadequação no mundo. Mas ele nunca perde o senso de humor, a ironia, a vontade de seguir em frente e vestir-se exatamente como ele deseja. Aprendi bastante e inspirei-me neste modelo de homossexualismo corajoso, tão brilhante quanto o Guy Hocquenghem, mas em aplicação prática, vivendo para além de qualquer proibição. Amei essa descoberta, quero saber muito mais sobre o Mr. Crisp! (WPC>)
As retóricas do Quentin são maravilhosas, jdjshshzhzhs cheio de um sarcasmo maravilhoso a
http://ohorror-ohorror.blogspot.com.br/2014/06/vida-nua-naked-civil-servant-1975.html
Filme extremamente cativante, com uma atuação realmente encantadora e adorável desse Jonh Hurt, extremamente talentoso.
O início do filme, com o próprio Quentin descrevendo-se é raro, especial. A deixa para a cena de seu pequeno "toque" para o filme (do menino vestido em roupas femininas) me deixou sem fôlego, sorrindo bobo, de tão doce e bonita que é.
Toda a trama é um grande espelho e as situações a que ele se submete apenas nos mostram o quão importante é pras mais diversas causas, que as pessoas afrontem e coloquem em xeque os padrões sociais de suas épocas.
Como na descrição do filme, a melhor e mais forte característica da personagem, sem dúvida alguma, é a transgressão.