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Duração
Uma sala de estar com paredes cor de salmão, tapeçarias, bustos, plantas domésticas, um boneco de costureira. Em uma poltrona de veludo com detalhes dourados, Wilma Azevedo, 74 anos, é conhecida como a "rainha da literatura sadomasoquista". Convidada pelo diretor a contar a história de sua vida, que rapidamente se ramifica em uma série de anedotas eróticas detalhadas envolvendo bananas verdes, vibradores feitos de lixa e nervos superestimulados.
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Esperava mais. Uma narrativa muito ponderada, ensaiada, nada espontânea. A todo momento a sensação é de contenção. Um pudor petencostal no meio de toda perversão: a mulher comandava a Sodoma e Gomorra e tava preocupada com o nome de Jesus no meio da sarra sarra. Achei destoante. O típico caso da pessoa mundana que se converte como ela mesmo disse. Além disso, colocaram uma mulher que mal fala português pra narrar as coisas... Vilma criou um texto bem pensado para causar boa impressão de si mesma e pra mim não funcionou!
Gostei que tem uma certa despretensão nesse filme em uma situação em que era muito fácil fazer algo muito pretensioso. É um filme que se propõe a investigar uma pessoa. Acho que entendi um cadinho ela, e isso não é pouco. E a montagem enfatizando a dualidade da personalidade dela deu um tempero a mais.
Houve quem achasse que a leitura travada de Jules Elting atrapalhou. Pra mim criou um efeito "Marcelinho lendo contos eróticos" até interessante. O distanciamento da leitura para a vibe da situação descrita valoriza o texto.
gosto do jogo proposto. ela dá conta da narrativa dela.
que senhorinha safada
Baita personagem, que não tem um filme à sua altura, mas que se impõe o tempo todo como a grande mulher que é.