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Data de lançamento
1 Ago. 2013Duração
Sebastián conhece Natalia quando está tentando roubar uma importante obra de arte de um museu, e ela tira a obra dele. Rivais declarados, os dois terão que trabalhar juntos em um roubo mais complexo: um valioso e único frasco de Malbec de Burdeos, do século XIX, catalogado como um dos melhores vinhos do mundo e muito bem guardada no cofre de um banco em Mendoza. Em um universo cheio de glamour, entre vinhedos e montanhas, os ladrões terão que colocar seus truques, mas enquanto preparam o roubo, descobrirão, cada um por si, que nada vai acontecer como pensaram.
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O que os irmãos brasileiros não percebem é que o nome do filme "Vino para robar" também pode ser traduzido como "Vinho para roubar", e não sei porque escolheram "Veio para roubar" como nome no Brasil....
Na história, o ladrão de museus Sebastián (Daniel Hendler) é ludibriado em um de seus furtos por outra ladra, Natalia (Valeria Bertucelli), que acaba levando o objeto roubado (uma antiga máscara asteca). Ao ir atrás dela para se vingar, ambos acabam caindo nas garras do perigoso Basile (Juan Leyrado), que intima os dois para roubarem um precioso vinho que se encontra guardado no Banco Municipal. Assim, os dois rivais precisam unir forças para conseguir fazer o trabalho, e se livrar do inimigo em comum.
Com atuações boas, quem dá um show é Valeria Bertucelli que rouba a cena sempre que aparece. Dissimulada, a sua personagem sabe que, para conseguir fazer todos os seus roubos, precisa costumeiramente encarnar vários personagens, necessitando ser uma boa atriz mais do que apenas uma boa ladra. E é ótimo que seja Valeria Bertucelli a interpretá-la já que ela é uma atriz tão boa quanto a própria personagem. Daniel Hendler, por outro lado, decepciona um pouquinho ao ser um tanto quanto inexpressivo. Parece que o ator está mais preocupado em sensualizar do que em construir um papel verossímil. E o seu constante hábito de trajar terno, somada à sua inexpressividade, não o deixaria deslocado em algum comercial de perfume.
Com uma direção competente, o diretor Ariel Winograd faz uma grande homenagem aos filmes de roubo e de espionagem, ao mostrar os personagens raciocinando como farão o roubo propriamente dito. E o filme é repleto de referências à outros como “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas”, “Missão: Impossível”, “Onze Homens e um Segredo” e, é claro, à série “James Bond”. E foi com profunda satisfação ver que a personagem de Valeria Bertucelli usa uma camiseta que remete à “Intriga Internacional” do Hitchcock no terceiro ato, mostrando, primeiro, que todas essas referências não foram gratuitas e, segundo, que o diretor tem muito bom gosto.
Ajudado ainda por um excelente design de produção, os ambientes do filme são sempre esteticamente agradáveis e ajudam a ocultar um pouco as invencionices do roteiro (uma adega em um cofre de banco? WTF?!). Dessa forma, o salão em que ocorre uma festa, em um determinado ponto do filme, agrada esteticamente através de sua decoração feita basicamente de barris (E é interessante perceber como o próprio recinto lembra o formato de um barril ao ser circular e ter um pé-direito bastante alto). Já a vinícola que os protagonistas usam como “base de operações” encanta por sua beleza idílica e natural, realmente dando vontade de passear por entre as plantações de uva.
Contando ainda com as trapalhadas divertidas do personagem Berakha (Martín Piroyansky), “Vino Para Robar” demonstra que os argentinos sabem fazer filmes diferentes uns dos outros, e comédias mais desenvolvidas, que não precisam recorrer a um besteirol completo para ganhar salas de cinema. Ao menos os argentinos não tem uma “GloboFilmes”.
Fazendo o Basile de Vandamm... melhor mais não dizer, a camiseta no fim dirá tudo. A contra-plongée no xadrez dá uma alavancada na esperta comédia entrecortada pelas doideiras do Chucho. O Renault grená é Dauphinoise ou 4CV? Bom reencontrar em Mendoza, como Pascual, o Mario Alarcón de 'El Arreglo'. ⅓ de estrela de bônus pelo
moço do furgão gostar de sudoku
Muito bom!!!
Do mesmo estilo de "Nove rainhas".. Esse é um filme que, aparentemente, tem uns furos, coisas mal explicadas, mas que com o decorrer da história, você vai percebendo que tudo se encaixa e que até você foi enganado.