Vítimas Digitais é uma série que mergulha no universo da violência online. Ancorados em histórias reais e brasileiras, os episódios trazem a devastação causada pela quebra de confiança e privacidade.
Muito boa. Demonstra de forma clara, dentro do possível, a situação sofrida por mulheres em alguns relacionamentos abusivos e criminosos.
é um pouco escolinha, com exemplo e o-que-se-deve-fazer, mas deve ser proposital. Fazendo a série soar como educativa. Mas isso não atrapalha em nada e as atuações também foram bem interessantes.
Indiquem para seus parceiros ou companhias masculinas próximas a título de aprendizado ou para outras mulheres, como exemplo, do que elas não devem tolerar ou se submeter.
Seria interessante em uma segunda temporada termos exemplos lgbtq+, algo envolvendo idosos e talvez algo sobre homens, como um exposed errôneo ou vingativo (sei que o foco aqui não é o masculino, mas é algo que aconteci na vida e interação virtual e também causa danos bastante sérios e inconsequentes para qualquer pessoa).
Interessante. O problema é que os finais dos episódios terminam iguais os finais de novelas; também o conteúdo pende pra um lado tendencioso e piegas, mesmo não querendo ser.
Válido assistir por ser um acontecimento bem atual. Mas poderia ser mais dramático.
Nova produção da GNT recria situações a partir de depoimentos de vítimas e tem a participação de psicanalistas, advogados e coordenadores de ONGs e grupos de apoio.
Com direção de João Jardim, a série Vítimas Digitais mostra como devemos tomar cuidado com o que postamos na internet e como a usamos. A produção aborda um conjunto de crimes que têm em comum a origem: o ambiente digital.
A atração tem sete episódios e é exibida no GNT. Além da direção de Jardim, a produção conta com os roteiristas Antônia Pellegrino, Felipe Sholl, Fabio Mendes e Clara Meirelles. O elenco conta com atores como Débora Falabella, Mariana Nunes, Marcos Veras, Luis Lobianco, Maitê Padilha e Guta Stresser.
Em entrevista, Jardim comenta que o canal já tinha interesse de fazer algo envolvendo as mídias sociais. Após pesquisas, decidiu-se falar sobre como as redes são usadas de forma violenta dentro de relações e, a partir disso, procuraram histórias para relatar. Para preservar a privacidade das pessoas, foi escolhido o formato de documentário/drama, trazendo histórias dramatizadas e análises de especialistas sobre cada caso.
Série ‘Vítimas Digitais’ retrata casos reais e efeitos de crimes digitais. Para o diretor o que mais chamou atenção foi que os crimes digitais "podem atingir qualquer pessoa, mas todos acham que não chegariam a essa situação. Todo mundo pode ser vítima ou algoz. A violência te atinge o tempo todo".
Mesmo com as análises de especialistas, Jardim destaca que a série não tem uma preocupação didática. “O foco é contar bem a história, de forma pertinente, que mostre a relevância da narrativa e a dimensão dela. O objetivo é gerar identificação.”
E o telespectador tem várias oportunidades para se reconhecer considerando a diversidade das narrativas, tanto de crimes quanto em relação às personagens, com diferentes idades, gêneros e condições sociais.
Série retrata não apenas os crimes digitais, como os seus efeitos nas vítimas:
No primeiro episódio, que retrata a história da advogada Renata (Débora Falabella), mostra-se os efeitos de vazamentos de fotos íntimas, a chamada pornografia de revanche. Já no segundo, a atriz Teresa (Mariana Nunes) tem que lidar com os efeitos de um estupro após um encontro marcado em um aplicativo de namoro.
João Jardim destaca o grande engajamento por parte de toda a equipe envolvida na série: "muito conscientes da importância do tema". Como principal lição, o diretor comenta que “o que mais se aprende é que essa questão [a vivência no mundo digital] demanda muita responsabilidade. Não é só divertimento, há um perigo, um risco. Temos que entender o que estamos postando, criando. Temos que ser cuidadosos".
Presença de especialistas...
Vítimas Digitais também conta com um amplo time de especialistas de diversas áreas. Psicanalistas, advogados e coordenadores de ONGs e grupos de apoio participaram como consultores em cada episódio e analisaram os casos abordados, indo além de aspectos específicos de cada crime e apresentando contextualizações e reflexões sobre cada tema.
Uma das especialistas é a promotora de Justiça do Estado de São Paulo Gabriela Manssur.
Ela contribuiu para o segundo episódio que tem como foco os efeitos de um estupro em uma vítima e as reações no próprio ambiente digital.
A promotora destaca que os ataques que Teresa, a vítima, sofre após tornar pública a agressão são bastante comuns. “O comportamento da sociedade brasileira ainda é sexista, ainda culpa a mulher e justifica a violência. Ela sofreu o que muitas mulheres sofreram há vinte anos, quando foram mortas pelos companheiros e culpabilizadas em julgamentos. O episódio é um reflexo da sociedade sexista. A consequência é que as pessoas têm medo de denunciar, medo de um julgamento social, intensificado no ambiente digital.”
Manssur observa que os crimes digitais são reflexos dos problemas já existentes na sociedade. É impossível evitar que os delitos aconteçam, agora é possível tomar algumas precauções:
“Denunciar ofensas, perseguições e importunações, tanto no site quanto nos órgãos de justiça responsáveis; bloquear o assediador; dependendo do caso é possível solicitar medidas protetivas de urgências.”
A denúncia também é essencial para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação e evitar que os agressores tenham uma sensação de impunidade.
Para a procuradora, o ambiente digital criou uma sensação de proteção nos agressores que levou a um aumento dos crimes. Ao mesmo tempo, há uma maior conscientização da população, o que leva a um aumento de denúncias. No geral os crimes digitais e analógicos apresentam as mesmas causas e consequências, agora os efeitos são intensificados.
“Os julgamentos se alastram mais, as exposições são maiores, há uma avalanche de emoções para a vítima e uma maior sensação de desproteção.”
Gente é muito foda mesmo
Assustador! É também educativo? É. Mas é o que de fato o Brasil precisa no momento.
Muito boa. Demonstra de forma clara, dentro do possível, a situação sofrida por mulheres em alguns relacionamentos abusivos e criminosos.
é um pouco escolinha, com exemplo e o-que-se-deve-fazer, mas deve ser proposital. Fazendo a série soar como educativa. Mas isso não atrapalha em nada e as atuações também foram bem interessantes.
Indiquem para seus parceiros ou companhias masculinas próximas a título de aprendizado ou para outras mulheres, como exemplo, do que elas não devem tolerar ou se submeter.
Seria interessante em uma segunda temporada termos exemplos lgbtq+, algo envolvendo idosos e talvez algo sobre homens, como um exposed errôneo ou vingativo (sei que o foco aqui não é o masculino, mas é algo que aconteci na vida e interação virtual e também causa danos bastante sérios e inconsequentes para qualquer pessoa).
Interessante. O problema é que os finais dos episódios terminam iguais os finais de novelas; também o conteúdo pende pra um lado tendencioso e piegas, mesmo não querendo ser.
Válido assistir por ser um acontecimento bem atual. Mas poderia ser mais dramático.
Nova produção da GNT recria situações a partir de depoimentos de vítimas e tem a participação de psicanalistas, advogados e coordenadores de ONGs e grupos de apoio.
Com direção de João Jardim, a série Vítimas Digitais mostra como devemos tomar cuidado com o que postamos na internet e como a usamos. A produção aborda um conjunto de crimes que têm em comum a origem: o ambiente digital.
A atração tem sete episódios e é exibida no GNT. Além da direção de Jardim, a produção conta com os roteiristas Antônia Pellegrino, Felipe Sholl, Fabio Mendes e Clara Meirelles. O elenco conta com atores como Débora Falabella, Mariana Nunes, Marcos Veras, Luis Lobianco, Maitê Padilha e Guta Stresser.
Em entrevista, Jardim comenta que o canal já tinha interesse de fazer algo envolvendo as mídias sociais. Após pesquisas, decidiu-se falar sobre como as redes são usadas de forma violenta dentro de relações e, a partir disso, procuraram histórias para relatar. Para preservar a privacidade das pessoas, foi escolhido o formato de documentário/drama, trazendo histórias dramatizadas e análises de especialistas sobre cada caso.
Série ‘Vítimas Digitais’ retrata casos reais e efeitos de crimes digitais. Para o diretor o que mais chamou atenção foi que os crimes digitais "podem atingir qualquer pessoa, mas todos acham que não chegariam a essa situação. Todo mundo pode ser vítima ou algoz. A violência te atinge o tempo todo".
Mesmo com as análises de especialistas, Jardim destaca que a série não tem uma preocupação didática. “O foco é contar bem a história, de forma pertinente, que mostre a relevância da narrativa e a dimensão dela. O objetivo é gerar identificação.”
E o telespectador tem várias oportunidades para se reconhecer considerando a diversidade das narrativas, tanto de crimes quanto em relação às personagens, com diferentes idades, gêneros e condições sociais.
Série retrata não apenas os crimes digitais, como os seus efeitos nas vítimas:
No primeiro episódio, que retrata a história da advogada Renata (Débora Falabella), mostra-se os efeitos de vazamentos de fotos íntimas, a chamada pornografia de revanche.
Já no segundo, a atriz Teresa (Mariana Nunes) tem que lidar com os efeitos de um estupro após um encontro marcado em um aplicativo de namoro.
João Jardim destaca o grande engajamento por parte de toda a equipe envolvida na série: "muito conscientes da importância do tema". Como principal lição, o diretor comenta que “o que mais se aprende é que essa questão [a vivência no mundo digital] demanda muita responsabilidade. Não é só divertimento, há um perigo, um risco. Temos que entender o que estamos postando, criando. Temos que ser cuidadosos".
Presença de especialistas...
Vítimas Digitais também conta com um amplo time de especialistas de diversas áreas. Psicanalistas, advogados e coordenadores de ONGs e grupos de apoio participaram como consultores em cada episódio e analisaram os casos abordados, indo além de aspectos específicos de cada crime e apresentando contextualizações e reflexões sobre cada tema.
Uma das especialistas é a promotora de Justiça do Estado de São Paulo Gabriela Manssur.
Ela contribuiu para o segundo episódio que tem como foco os efeitos de um estupro em uma vítima e as reações no próprio ambiente digital.
A promotora destaca que os ataques que Teresa, a vítima, sofre após tornar pública a agressão são bastante comuns. “O comportamento da sociedade brasileira ainda é sexista, ainda culpa a mulher e justifica a violência. Ela sofreu o que muitas mulheres sofreram há vinte anos, quando foram mortas pelos companheiros e culpabilizadas em julgamentos. O episódio é um reflexo da sociedade sexista. A consequência é que as pessoas têm medo de denunciar, medo de um julgamento social, intensificado no ambiente digital.”
Manssur observa que os crimes digitais são reflexos dos problemas já existentes na sociedade. É impossível evitar que os delitos aconteçam, agora é possível tomar algumas precauções:
“Denunciar ofensas, perseguições e importunações, tanto no site quanto nos órgãos de justiça responsáveis; bloquear o assediador; dependendo do caso é possível solicitar medidas protetivas de urgências.”
A denúncia também é essencial para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação e evitar que os agressores tenham uma sensação de impunidade.
Para a procuradora, o ambiente digital criou uma sensação de proteção nos agressores que levou a um aumento dos crimes. Ao mesmo tempo, há uma maior conscientização da população, o que leva a um aumento de denúncias. No geral os crimes digitais e analógicos apresentam as mesmas causas e consequências, agora os efeitos são intensificados.
“Os julgamentos se alastram mais, as exposições são maiores, há uma avalanche de emoções para a vítima e uma maior sensação de desproteção.”