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Duração
É um filme sobre o poder que une irmãos, projetado num cenário em algum lugar do Leste europeu, em 1856. Entre uma paisagem selvagem e bela, conhecemos dois pares de irmãos. Dois deles, para ter que comer e onde dormir, alistam-se para integrar o corpo de cossacos o que, além da farda, lhes atribui, a cada um, um cavalo. Os outros dois são ladrões que, numa tarde, roubam os cavalos dos irmãos cossacos. O filme acompanha a vida, primeiro, de um dos pares, depois o outro, revelando semelhanças entre ambos na relação de dependência dos mais novos pelos mais velhos e, sobretudo, na ligação fraternal que os une.
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Não entendo por que a relação deste filme esta em rol de filmes gays, enaltecer os laços de proteção de irmãos, o forte em prol do mais fraco, é considerado gay, pois foi o que vi no filme. Fora isso temos o já clássico tema vingança.
Uma espécie de faroeste de povos que originaram o leste europeu e Rússia, intrigante, e cru, onde a sobrevivência leva a caminhos tortos e necessários, em épocas brutais.
O filme alterna as similaridades entre esses dois pares irmãos que vivem em um mundo onde a sobrevivência se impõe o tempo todo e literalmente nada está a salvo, ainda mais os pescoços. O filme tem uma beleza crua e a suposição de existir algum amor romântico aqui é levemente forçada em qualquer direção. O que tem mesmo são relações de sobrevivência e codependência se alternando.
Apenas não entendo por que este é considerado um filme gay. Qualquer demonstração de fragilidade masculina pode ser vista como sinal de homossexualidade, ou há algo mais e eu não fui capaz captar?
Uma narrativa cíclica do amor romântico, onde um protege porque precisa de alguém pra proteger e outro é protegido por se sentir vulnerável. Bem instigante.
Estou em dúvida se no filme não aconteceu o que eu queria, ou se não aconteceu nada mesmo...