O novo filme de Gaspar Nóe quase-documentário sobre os últimos dias de um casal de idosos que sofre de senilidade, interpretado por Françoise Lebrun e Dario Argento. É também o encontro de Eustache e um giallo.
Deve-se certamente se levar em conta que estamos falando de Gaspar Noé , e para este diretor isto é algo que se aproxima de uma obra prima dado o seu baixo nível de cinema. Dito isto, o nível de morosidade narrativa me incomoda bem como esta desgraçada e incômoda divisão de telas ainda sim o filme reserva bons momentos especialmente no trecho final , a cena do telão com as fotos no funeral é uma baita homenagem à mãe. Um filme super previsível mas triste que me agradou mesmo pelas referências que faz ao cinema em segundos planos. É o amor do Haneke sem chilique ao menos.
"A todos aqueles cujo cérebro se decomporá antes do coração". inspirado na história real de sua mãe, VORTEX, de gaspar noé, é talvez o filme mais verdadeiro e humano do diretor. uma parte do casal de idosos está, gradativamente, perdendo sua memória, sua identidade, sua vida, e ambos precisam lidar com isso da forma como puderem. entre diálogos curtos, cenas "tediosas" da terceira idade e excelentes atuações por parte de todos, o filme se firma como um desamparo silencioso e, infelizmente, inevitável. a tela dividida em dois separa o casal entre a doença e o desespero, entre o medo e a falta, entre a memória e a saudade. é impressionante que noé tenha pedido ao argento que inventasse o personagem na hora, tendo todas as suas falas improvisadas ao longo do filme. VORTEX é muito mais assustador que outras produções do diretor porque é sincero - e parte de uma realidade palpável, gerando identificação com a gente. aqui, não há o intuito de chocar e fazer as pessoas falarem o seu nome; há, em seu lugar, honestidade. foi a primeira vez que saí de um filme dele e tive vontade de chorar, e acho que isso diz muito. um dos melhores do gaspar noé, e certamente um que a gente não vai revisitar tão cedo.
Talvez seja um dos filmes mais pessoais de Gaspar Noé (que o fez após se recuperar de um aneurisma que quase o matou) onde dá um imenso significado a nossa passagem com toda a dor que o final nos reserva. . Me segue nos meus perfis @instacinecriticas do Instagram e leia a crítica completa e várias curiosidades na seção de Notícias do Filmow!
Gaspar Noé e sua mania de mostrar que sabe filmar.
eu tentei...
Deve-se certamente se levar em conta que estamos falando de Gaspar Noé , e para este diretor isto é algo que se aproxima de uma obra prima dado o seu baixo nível de cinema. Dito isto, o nível de morosidade narrativa me incomoda bem como esta desgraçada e incômoda divisão de telas ainda sim o filme reserva bons momentos especialmente no trecho final , a cena do telão com as fotos no funeral é uma baita homenagem à mãe. Um filme super previsível mas triste que me agradou mesmo pelas referências que faz ao cinema em segundos planos. É o amor do Haneke sem chilique ao menos.
"A todos aqueles cujo cérebro se decomporá antes do coração".
inspirado na história real de sua mãe, VORTEX, de gaspar noé, é talvez o filme mais verdadeiro e humano do diretor. uma parte do casal de idosos está, gradativamente, perdendo sua memória, sua identidade, sua vida, e ambos precisam lidar com isso da forma como puderem. entre diálogos curtos, cenas "tediosas" da terceira idade e excelentes atuações por parte de todos, o filme se firma como um desamparo silencioso e, infelizmente, inevitável. a tela dividida em dois separa o casal entre a doença e o desespero, entre o medo e a falta, entre a memória e a saudade. é impressionante que noé tenha pedido ao argento que inventasse o personagem na hora, tendo todas as suas falas improvisadas ao longo do filme. VORTEX é muito mais assustador que outras produções do diretor porque é sincero - e parte de uma realidade palpável, gerando identificação com a gente. aqui, não há o intuito de chocar e fazer as pessoas falarem o seu nome; há, em seu lugar, honestidade. foi a primeira vez que saí de um filme dele e tive vontade de chorar, e acho que isso diz muito. um dos melhores do gaspar noé, e certamente um que a gente não vai revisitar tão cedo.
Talvez seja um dos filmes mais pessoais de Gaspar Noé (que o fez após se recuperar de um aneurisma que quase o matou) onde dá um imenso significado a nossa passagem com toda a dor que o final nos reserva.
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