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Data de lançamento
15 Dez. 2016Duração
Ainda criança, Jyn Erso (Beau Gadsdon) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) de que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos.
Já adulta, Jyn (Felicity Jones) é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar para os rebeldes ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO (Alan Tudyk).
A última grande obra de Star Wars. Infelizmente
Comecei a ver andor e por causa disso resolvi ver todos os clássicos e depois a trilogia nova. De todos, rogue one foi o que eu mais gostei. Parece um filme dos anos 80 feito com a tecnologia de hoje.
Tem Alguns Spoilers...
"Rogue One: Uma História Star Wars" é uma das maiores obras-primas modernas da saga. O trunfo desse filme é que ele não se apoia no clichê dos cavaleiros Jedi; ele mergulha no barro, na lama e no sacrifício de vida e morte dos soldados anônimos que deram a vida para que a trilogia clássica pudesse acontecer.
"Episódio IV: Uma Nova Esperança", o Império está prestes a consolidar seu domínio absoluto com a conclusão da Estrela da Morte. Jyn Erso, filha do cientista forçado a projetar a arma, é resgatada pela Aliança não por heroísmo, mas pra tentar localizar seu pai e descobrir uma falha no projeto da estação espacial. O que começa como uma missão de espionagem fria logo se transforma numa jornada desesperada e suicida, onde um grupo de renegados decide fazer o que a liderança da Resistência temia.
O tom de "Rogue One" é maduro, tenso e realista. Não há espaço para o otimismo cego, os personagens vivem no último fôlego, como seus dias fossem os últimos. Jyn Erso (Felicity Jones), começa o filme sem causa, sem esperança e endurecida pelo abandono, mas se transforma no coração da Rebelião. A angústia de ver seu pai morrer em seus braços após um ataque dos próprios rebeldes é o ponto de virada dela. Capitão Cassian Andor (Diego Luna), é o espião calejado, que vive nas somtas e mostra o lado sujo da Rebelião, cometendo assassinatos e atos questionáveis em nome da causa. O início dele com Jyn desconfiado e profissional, mas se transforma em um respeito e companheirismo gigante.
Nos renegados temos, o misticismo de Chirrut Îmwe (Donnie Yen), guerreiro cego que confia na Força, mas que contrasta perfeitamente com seu protetor turbinado de armas, Baze Malbus (Jiang Wen). Junto com o piloto desertor Bodhi Rook (Riz Ahmed) e o ex-droide imperial K-2SO (Alan Tudyk) eles formam um grupo que sabe que o tempo deles corre e está se esgotando.
A história é desesperada, a sombra do Império cai sobre a galáxia como se o diabo tivesse à frente deles. Os vilões de mascas e sabres não surgem no início, mas as ações dos servos deixa o filme tenso e pessimista, sombra que aparece somente na supremacia do Império nos filmes.
Felicity Jones e Diego Luna seguram o peso dramático da história com maestria, e entregam atuações memoráveis. A força da Jyn, cresce no filme, pela força da história, que fica dramática a cada minuto. Ben Mendelsohn, parece que nasceu lra viver vilões, o Diretor Orson Krennic dele é algo surreal. Ele faz um personagem que parece que esteve o tempo todo nos filmes, (como os dublês digitais perfeitos de Peter Cushing e uma certa princesa que quando aparece lava facil os olhos de muitos fãs). A atuação de Mendelsohn é soberba, o Capitão Krennic não é um monstro intocável; ele é um burocrata ambicioso, cruel e desesperado para manter o controle do seu projeto e impressionar o Imperador.
A direção de Gareth Edwards é fantástica! As tomadas brutas de guerra, de guerrilha urbana e combates espaciais tem escalas colossais! A imagem da nave destróier estelar pairando sobre a cidade sagrada de Jedha cria uma sensação de opressão visual absurda. O tiroteio que segue ali são um dos melhores de toda franquia. O que segue no teste da Estrela da Morte é foda! O tiro seco no planeta explode de forma lenta e brutal a cidade. Coisa assustadora mas linda de se ver.
O terceiro ato em Scarif é digno de entrar para a história do cinema! Quando a Resistência decide apoiar o ataque secreto da turma de Jyn, o pau come de solto no portal espacial e nas praias do planeta. A guerra na praia, parece ter saido dw algum filme sobre Vietnã. Blindados do Império, os Troopers avançando no mato e os soldados da Resistência caindo um a um que nem mosca. A coisa é feia demais nessa batalha. O piloto Bodhi tentando desesperadamente conectar o cabo de upload sob fogo cruzado é de arrancar as unhas e morder a testa!
No espaço a batalha é medieval! A estratégia das naves rebeldes empurrando um destróier contra o outro para quebrar o bloqueio do escudo do planeta é uma das jogadas mais geniais de toda a franquia. Parece racha de carro, Stok Car e corrida de biga romana.
Quando os dados são transmitidos pra frota rebelde, a missão está cumprida. Mas não há fuga para Jyn e Cassian. As cenas dos dois na praia é de uma poesia trágica devastadora. Sozinhos, sem naves e sem saída, eles se abraçam diante da parede de luz e fogo que avança sobre eles, como um sol de morte.
Ali, no fim do mundo deles, a Força deu a eles a paz e a conexão que eles nunca tiveram em vida. É um sabre no peito, mas é de uma beleza artística sem igual.
E quando o filme vai se acabando, Gareth Edwards entrega cenas que são um milagre de se assistir. Corredor escuro, correria, desespero, som da respiração mecânica e um sabre de luz vermelho se acendendo. Puta merda!
A cena de Darth Vader massacrando os rebeldes pra recuperar os planos da Estrela da Morte é aterrorizante, magnífica e foda demais! Mostra o vilão no auge de sua fúria e poder, criando a ponte perfeita direto pro Episódio IV.
P.S. Eu ainda volto umas dez vezes só para ver a Princesa Leia no fim.
Carrie Fisher Eterna.
Amo esse filme, e ver ele após assistir "Andor" enriquece a história de maneira épica.
Revi em 30/mai/2026.
11.05.26 - 17h14