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Data de lançamento
19 Julho 2004Duração
Patience Phillips (Halle Berry) é uma tímida artista plástica que trabalha em uma empresa de cosméticos. Quando Patience acidentalmente descobre um segredo da empresa em que trabalha, ela se vê envolvida em uma conspiração corporativa que sequer imaginara até então. O que acontece a seguir transformar Patience para sempre, fazendo com que ela ganhe a força, agilidade, velocidade e sensibilidade de um gato. Com seus novos poderes e a recém-ganha intuição felina, Patience se torna a Mulher-Gato.
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MULHER MIAU!
Eu amava este filme na época. Mas hoje...
Mulher-Gato foi muito criticado quando estreou, inclusive por questões relacionadas ao racismo — algo que, infelizmente, não é muito diferente do que ainda vemos atualmente. Halle Berry chegou até a comparecer pessoalmente ao Framboesa de Ouro para receber o prêmio, demonstrando muito mais bom humor e elegância do que vários envolvidos na produção tiveram ao construir essa personagem.
É claramente um filme datado. Embora eu não goste muito de revisitar obras, filmes ou livros de determinada época aplicando exclusivamente a perspectiva atual, neste caso preciso admitir: envelheceu mal.
Também é estranho ver o Aaron Douglas ocupando a posição de “galã”, mas tudo bem...
De qualquer forma, o longa é a cara do início dos anos 2000 em absolutamente todos os sentidos: a estética, a trilha sonora, os figurinos, os cortes frenéticos, o excesso de câmera lenta e aquela sensualidade artificial típica dos videoclipes da época.
A cena na quadra de basquete com as crianças, por exemplo, parece uma cópia da sequência de Demolidor: O Homem sem Medo (2003), na qual o Demolidor “luta” com Elektra em um parquinho. Como Demolidor foi lançado um ano antes, a comparação acaba sendo inevitável.
As caras e bocas de Halle Berry também são extremamente caricatas. A produção tenta apresentar Patience Phillips como uma garota inocente, tímida, atrapalhada e quase “virgem”, em uma vibe meio Tidinha, para depois contrastá-la com a mulher supostamente empoderada, independente e sexy que surge após sua transformação em Mulher-Gato. O problema é que essa mudança não parece uma evolução natural da personagem, mas a troca repentina de uma caricatura por outra. O resultado fica bizarro de tão estranho.
Até a ideia de “empoderamento feminino” do filme parece ter sido elaborada por homens tentando imaginar o que seria uma mulher poderosa: roupas mínimas, poses sensuais, muito rebolado, lambidas, miados e atitudes consideradas “selvagens”. Em vez de desenvolver sua força, inteligência ou autonomia, o roteiro frequentemente resume essa libertação à sexualização.
Os efeitos visuais, considerando a época, eram aceitáveis. Na verdade, algumas sequências ainda conseguem ser visualmente mais interessantes do que certos efeitos inacabados encontrados em produções atuais da Marvel. Evidentemente, há momentos em que a personagem parece ter saído diretamente de um videogame de PlayStation 2, mas isso também faz parte do charme duvidoso dos anos 2000.
A cena mais paia, porém, é a da vilã caindo do prédio. É possível perceber nitidamente que aquilo é uma boneca de pano voando. Nesse ponto, provavelmente o orçamento destinado ao CGI já havia acabado — ou simplesmente decidiram que ninguém notaria.
Ainda assim, existe algo curiosamente divertido em Mulher-Gato. É um desastre estiloso, exagerado e completamente consciente de sua própria sensualidade, mesmo sem entender exatamente o que deseja dizer. Não funciona como adaptação da personagem dos quadrinhos, tampouco como um bom filme de super-herói, mas funciona perfeitamente como uma cápsula do tempo de uma Hollywood que acreditava que couro, câmera lenta, R&B e uma protagonista rebolando eram suficientes para criar uma franquia.
Não eram.
Hoje, consigo enxergar seus inúmeros problemas, mas também entendo por que gostava tanto quando era mais novo. Talvez não fosse exatamente um bom filme — era apenas um filme feito para ser considerado “legal” naquele momento. E, por algum tempo, conseguiu.
Revisto pela milésima vez em 28.07.2026
Por: Eduardo Gomes Nascimento
Olha não achei ruim não.. o cgi é ruinzinho, convenhamos esse filme ja tem 22 anos. A estética do filme achei legal e a história padrão de super heróis.
Como toda grande atriz ou ator tem sempre um filme decepcionante na carreira, com Halle Berry não seria diferente.
"Mulher Gato" é um desastre para quem gosta do universo do Batman. Mas "legalzin" para quem gosta de filmes pipoca.
O roteiro não é bom. Algumas cenas de ação ficaram visivelmente destrosas. A roupa da heroina me deixou com vergonha alheia, e claro, a Halle Berry poderia ter mantido o cabelo grande.
Mais um dos filmes que tentam imitar o estilo video clipe de matrix. assim como demolidor do ben afleck.
ESSE É UM DOS PIORES FILMES JÁ FEITOS.