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Data de lançamento
25 Março 2003Duração
Com a rápida deterioração do magnetismo na Terra, a atmosfera começa a se deteriorar, o que é mortal para os seres vivos do planeta. Para tentar resolver a crise, Keyes reúne os melhores cientistas do mundo para entrarem no corpo do centro da Terra para reativar a rotação.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, corre daqui.
"O Núcleo: Missão ao Centro da Terra" é um monumento do cine-catástrofe do início dos anos 2000, um monumento à física quântica de botequim e ao cinema de superbonder. É aquele filme que pega todas as convenções noventistas do gênero — estilo "Armageddon" e "Volcano" —, coloca num liquidificador com pinga, misturado com uma premissa científica insana e entrega um entretenimento piegas, mas divertido.
Dirigido por John Amiel, o longa abraça um roteiro tão delirante que faz qualquer lógica científica chorar no canto da sala. A premissa é um espetáculo de absurdo! O núcleo da Terra misteriosamente parou de girar. A solução de Hollywood? Mandar uma equipe de terranautas construir uma nave espacial para o subterrâneo, perfurar milhares de quilômetros de rocha e magma sólido, chegar ao centro do planeta e detonar bombas nucleares para dar um tranco no núcleo, como se fosse um motor de Fusca velho.
O filme desfila sem pudor por todos os clichês possíveis do gênero. Temos o geofísico galã e heróico (Aaron Eckhart), a pilota durona da NASA (Hilary Swank), o cientista arrogante e vaidoso (Stanley Tucci), o maior hacker do mundo, Rat (DJ Qualls) — que controla toda a rede global usando apenas um chiclete e um saquinho de salgadinho —, e o inevitável grupo de buchas de canhão cujos destinos já vêm carimbados desde o primeiro ato.
Para que a missão funcione, a história tira do bolso um metal mágico (Unobtainium) inventado no quintal pelo cientista funileiro Doutor Brazelton (Delroy Lindo) e coloca a equipe a bordo do Virgílio, uma engenhoca cheia de brocas a laser para furar a rocha e chegar até o núcleo. Simples assim. As cenas de ação beiram a comédia, indo desde a nave colidindo contra cristais gigantes no meio do magma até trajes à prova de magma vulcânico transparente, que desafiam qualquer lei da termodinâmica, da ciência dos HQs e dos OVNIs, passando por cenas de destruição global com efeitos visuais que parecem saídos do PlayStation 2.
Apesar de todas as ruindades, o maior trunfo do longa é justamente não se levar a sério e se jogar nesse pastel de lava sem medo de ser infeliz. O elenco atua com uma firmeza e uma cara de pau loca, fingindo com uma convicção admirável que aquele festival de frases de efeito e sacrifícios heroicos faz algum sentido. A nave vai ejetando módulos, as contagens regressivas vão estourando as bombas no último segundo e a gente só consegue rir do desespero militar deles tentando salvar o mundo naquela lata de sardinha à prova de fogo.
"O Núcleo: Missão ao Centro da Terra" não é para você levar a sério. O filme de John Amiel é horroroso sob qualquer ponto de vista técnico, científico, poético e espiritual, mas é exatamente essa ruindade gloriosa que o torna divertido. É a típica Temperatura Máxima que a gente assistia nos domingos depois de encher a pança de macarrão, maionese e frango assado. É quase um trash de luxo, um filme bobo que a gente assiste, vira os olhos com os absurdos, esquece em seguida e agradece a Deus por não ter comprado o DVD para colocar na prateleira. É uma lembrança ruim da época que é boa de se lembrar de vez em quando! Vou comprar o DVD!
O filme começa legal, mas após 30 minutos fica maçante demais. Extremamente lento, roteiro longo e chato.
Os efeitos especiais ficaram meio datados. Tem várias cenas forçadas, mas é o que deixa a trama interessante.
16.10.2004
O Núcleo:Missão ao Centro da Terra. Direção Jon Amiel. Filme catástrofe, onde a mágia do cinema se faz presente de forma espetacular. Filme bom de assistir, prende atenção, tem cenas espetaculares, o Coliseu explodindo, as estátuas explodindo no ar, as pontes. O gênero catástrofe, são filmes para o espectador curtir o espetáculo sem senso crítico, a arte já vale pelo filme todo.