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O filme foi idealizado pelo diretor americano e seus alunos, quando lecionava na Universidade de Binghamton (Nova York) e explora camadas múltiplas da tela do cinema.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Drama experimental da Harper College e Oscilloscope que foi o antepenúltimo longa-metragem dirigido por Nicholas Ray (1911-1979), em colaboração com seus alunos de cinema da Universidade de Binghamton, em Nova Iorque. Ray e os alunos interpretam versões ficcionalizadas de si mesmos.
Don't expect too much (11) é um documentário que explora os bastidores e a produção deste filme. Uma versão restaurada/reconstruída teve sua estréia mundial no Festival de Cinema de Veneza em 2011, coincidindo com o centenário de nascimento de Nicholas Ray. Segundo Susan Ray: "A restauração baseia-se na imagem da versão deste filme exibida pela primeira vez no Festival de Cinema de Cannes em 1973 — a versão mais completa do filme a ser exibida publicamente.
O filme apresenta um exercício autobiográfico angustiado e, muitas vezes, de autoflagelação. Possui uma força bruta que ressoa muito depois de ser visto. É o tipo de obra que pretendia ser inovadora e continua despertando interesse muito depois de seu fracasso nos cinemas. Sei lá, não achei lá essas coisas, mesmo entendendo a intenção do diretor..., mas é sem pé nem cabeça!
Três horas depois de chegar nessa cidade, me tinham espancado e quebrado a câmera.
Por sorte, me ofereceram trabalho na universidade de Nova Iorque. Então, decidi me comprar um bastão, me deixar barbicha, por um sorriso distorcido e impressioná-los com minha retórica, minha rebeldia e minha grandiloquência.
Desde já, o filme essencial para ser apresentando para quem está estudando cinema, com vistas à realização: uma ode à coletividade, em que "nada se faz sozinho, nem mesmo a loucura". Ótima a menção às filmagens sem ensaios bem como às construções de autopersonagens por parte dos envolvidos, incluindo o genial diretor, desglamourizado em seu "desrespeito" docente, visto que os alunos fingem não lhe conceder a autoridade que ele merece. Montagem plural e inteligentíssima (muito antes do TIMECODE, do Mike Figgis, por exemplo) e roteiro subdivido em variegadas tramas, que se coadunam aos interesses e eventos cotidianos dos personagens reais. Maravilhoso em sua imperfeição, conforme dito abaixo. Impressionante! (WPC>)
Perfeito em toda sua imperfeição