O final desse filme me surpreendeu positivamente, muito interessante as partes que mostram como as duas se conheceram e como a relação delas foi construída, a Tokiko antes da morte do marido até tentava ser um pessoa decente, mas depois que ele morreu, caiu cada vez mais no fundo do poço, eu digo "tentava" porque nenhuma adulta de boa índole aceitaria se relacionar com uma menor de idade em situação vulnerável, odiei muito o personagem do aluno novato, carinha asqueroso, mesmo assim reconheço que ele tem umas falas muito boas: é ele quem confronta Haruka sobre a promessa que ela tinha feito, é ele que pergunta quais são os limites dela e até onde a mesma aguentaria ser desrespeitada, e quando a situação fica insustentável, é tmb ele que sugere que a Haruka vá embora, é um filme sobre limites e até quando é viável tentar cumprir uma promessa. A Tokiko tinha confiança pra agir daquela forma porque sabia que a outra iria aceitar tudo sem reclamar, quando a falta de respeito se tornou algo insuportável e degradante, a Haruka finalmente se dá conta que não valia a pena continuar ali, e o final foi ótimo, amei a inversão de papéis, a pessoa que era ignorada e objetificada retribuiu na mesma moeda o tratamento que ela recebia.
Esperando por uma obra lésbica e me colocam a porr4 de um garotão mandando ver o tempo todo. Sem contar que poderiam ter escolhido uma professora mais bonita. Ficou devendo no conteúdo GL.
Retratos de uma obsessão. Haruka parece ter um misto de paixão, desejo, admiração e uma boa dose de obsessão pela professora de cerâmica, sendo que ela bebe demais e dorme com vários homens. Gostei do filme porque traz à tona o lado obsessivo/ autodestrutivo do ser humano. Fiquei pensando até que ponto temos controle sobre nós mesmos, até que ponto é possível controlar as obsessões, mesmo tendo consciência de que aquilo não faz bem para nós.
Antes de mais nada é preciso entender que pornografia romana é diferente da pornografia comum, a grosso modo pode-se dizer que pornografia romana busca o lado mais filosófico e natural, já a pornografia comum o lado mais pervertido e imoral do relacionamento sexual, vulgo sexo explicito. "White Lily" é um filme yui ou shojo-ai, ao meu ver não foi um dos melhores, tem defeitos, um deles foi a demonstração intima de afeição do casal, pegou mal, as posições escolhidas vulgarizaram a coisa, Hideo Nakata talvez não tenha entendido muito bem esse ponto, afinal, as preliminares começaram bem, mas o clímax desvalorizou, o tema já é polêmico, e demonstrar de forma "errada" apenas piora as coisas. Em contra partida a perspectiva foi boa, embora em opinião particular, acho que a partir do momento, que há um relacionamento, indiferente da opção sexual, nenhum dos lados deve dar liberdade ou ter olhos para outros(a)s... Psicologicamente falando as pessoas nunca sentem-se completamente satisfeitas com aquilo que tem, talvez esse seja um dos motivos para trair, "se eu estou com alguém e a outra ou o outro demonstra interesse, porque não", o problema que depois vem as consequenciais, é aquela coisa, a grama do vizinho sempre é a mais verde, a fila ao seu lado sempre anda mais rápido... Partindo por esta perspectiva o longa tornou-se "vulgar" ao invés de demonstrar um ponto de vista positivo, demonstrou um ponto de vista negativo do lesbianismo. Resta saber qual lado o diretor escolheu, se foi mesmo essa percepção ambígua que o diretor propôs ou ele deu aquela escorregada básica.
O final desse filme me surpreendeu positivamente, muito interessante as partes que mostram como as duas se conheceram e como a relação delas foi construída, a Tokiko antes da morte do marido até tentava ser um pessoa decente, mas depois que ele morreu, caiu cada vez mais no fundo do poço, eu digo "tentava" porque nenhuma adulta de boa índole aceitaria se relacionar com uma menor de idade em situação vulnerável, odiei muito o personagem do aluno novato, carinha asqueroso, mesmo assim reconheço que ele tem umas falas muito boas: é ele quem confronta Haruka sobre a promessa que ela tinha feito, é ele que pergunta quais são os limites dela e até onde a mesma aguentaria ser desrespeitada, e quando a situação fica insustentável, é tmb ele que sugere que a Haruka vá embora, é um filme sobre limites e até quando é viável tentar cumprir uma promessa.
A Tokiko tinha confiança pra agir daquela forma porque sabia que a outra iria aceitar tudo sem reclamar, quando a falta de respeito se tornou algo insuportável e degradante, a Haruka finalmente se dá conta que não valia a pena continuar ali, e o final foi ótimo, amei a inversão de papéis, a pessoa que era ignorada e objetificada retribuiu na mesma moeda o tratamento que ela recebia.
Esperando por uma obra lésbica e me colocam a porr4 de um garotão mandando ver o tempo todo.
Sem contar que poderiam ter escolhido uma professora mais bonita.
Ficou devendo no conteúdo GL.
Retratos de uma obsessão.
Haruka parece ter um misto de paixão, desejo, admiração e uma boa dose de obsessão pela professora de cerâmica, sendo que ela bebe demais e dorme com vários homens.
Gostei do filme porque traz à tona o lado obsessivo/ autodestrutivo do ser humano. Fiquei pensando até que ponto temos controle sobre nós mesmos, até que ponto é possível controlar as obsessões, mesmo tendo consciência de que aquilo não faz bem para nós.
Antes de mais nada é preciso entender que pornografia romana é diferente da pornografia comum, a grosso modo pode-se dizer que pornografia romana busca o lado mais filosófico e natural, já a pornografia comum o lado mais pervertido e imoral do relacionamento sexual, vulgo sexo explicito.
"White Lily" é um filme yui ou shojo-ai, ao meu ver não foi um dos melhores, tem defeitos, um deles foi a demonstração intima de afeição do casal, pegou mal, as posições escolhidas vulgarizaram a coisa, Hideo Nakata talvez não tenha entendido muito bem esse ponto, afinal, as preliminares começaram bem, mas o clímax desvalorizou, o tema já é polêmico, e demonstrar de forma "errada" apenas piora as coisas.
Em contra partida a perspectiva foi boa, embora em opinião particular, acho que a partir do momento, que há um relacionamento, indiferente da opção sexual, nenhum dos lados deve dar liberdade ou ter olhos para outros(a)s... Psicologicamente falando as pessoas nunca sentem-se completamente satisfeitas com aquilo que tem, talvez esse seja um dos motivos para trair, "se eu estou com alguém e a outra ou o outro demonstra interesse, porque não", o problema que depois vem as consequenciais, é aquela coisa, a grama do vizinho sempre é a mais verde, a fila ao seu lado sempre anda mais rápido...
Partindo por esta perspectiva o longa tornou-se "vulgar" ao invés de demonstrar um ponto de vista positivo, demonstrou um ponto de vista negativo do lesbianismo. Resta saber qual lado o diretor escolheu, se foi mesmo essa percepção ambígua que o diretor propôs ou ele deu aquela escorregada básica.