Dois homens Anishinaabe se unem após encobrir o assassinato de um colega de escola. Após anos de separação, seguindo caminhos bastante divergentes, eles devem finalmente enfrentar como seu segredo traumático moldou irrevogavelmente suas vidas.
Eu acho que apesar de carecer - pelo menos na primeira metade - de um apuro particular mais amplo sobre cada personagem, o cuidado em desenvolver sua trama acerca de um roteiro simples, porém minucioso, contribuem para uma concepção complexa e minuciosa daquelas figuras. Enquanto somos jogados dentro de uma situação inquietante, os protagonistas são expostos e colocados em uma posição de dúvida. Quando atingimos o ápice da compreensão geral relacionado ao que se evidencia, notamos que há, acima de qualquer coisa, um cuidado ímpar com o desenvolvimento das complexidades de cada personagem. E nesse ápice, a posição dúbia se transforma em certeza. Parecia que não ia dar em nada e de repente todos parecem tão cheios de dilemas e questões… não sei. E apesar de todo entendimento moral da situação, ainda existe algo lá no fundo que possa ser entendido de outra maneira. Algo mais profundo, que não seja necessariamente palpável. Foi um filme que me tirou do conforto justamente por conta desses fatores, por dar verossimilhança a tudo que se apresenta sem que seja necessário a criação de um vínculo de empatia para funcionar.
As consequências da violência. Os resquícios causados pela culpa que se perpetuam. Incrível como um filme tão simples tenha mexido tanto comigo assim. E poucas vezes a falta de diálogo foi tão contundente e silenciosamente ensurdecedora.
Um roteiro que é capaz de criar um personagem tão vil, e sustentar ele ao longo de todo o tempo sem ter que forçar pro jargão da empatia, sempre terá o meu respeito. E os atores são estupendos.
Como alguns aqui, pergunto-me: por que Jesse Eisenberg foi escalado para este filme? Acho que ele gravou mais cenas, mas foram cortadas na edição final, não é possível. Apesar do bom trabalho do protagonista Michael Greyeyes, quem rouba a cena - em poucos minutos - é o Chaske Spencer. Não consegui ter nenhuma empatia pelo Makwa, muito pelo contrário. Queria ter visto mais do ator que fez o Makwa adolescente, Phoenix Wilson, porque ele está em uma ótima performance. Duas grandes coisas que me desagradaram: a cena da arma totalmente sem nexo. A atitude do Teddo com aquela arma... Não deu para engolir. Além disso, a escolha dos atores mirins e adultos: não são nada parecidos! O Julian Gopal nada parece com o Chaske, assim como o Phoenix nada parece com o Michael. Enfim...
Na minha opinião tá valendo o passa tempo, não não entendi a lógica, do seu início com seu final.
Título em português: Filhos da Violência.
A história é semelhante a On the Ice (2011), dirigido e escrito pelo cineasta Iñupiaq Andrew Okpeaha MacLean.
Eu acho que apesar de carecer - pelo menos na primeira metade - de um apuro particular mais amplo sobre cada personagem, o cuidado em desenvolver sua trama acerca de um roteiro simples, porém minucioso, contribuem para uma concepção complexa e minuciosa daquelas figuras. Enquanto somos jogados dentro de uma situação inquietante, os protagonistas são expostos e colocados em uma posição de dúvida. Quando atingimos o ápice da compreensão geral relacionado ao que se evidencia, notamos que há, acima de qualquer coisa, um cuidado ímpar com o desenvolvimento das complexidades de cada personagem. E nesse ápice, a posição dúbia se transforma em certeza. Parecia que não ia dar em nada e de repente todos parecem tão cheios de dilemas e questões… não sei. E apesar de todo entendimento moral da situação, ainda existe algo lá no fundo que possa ser entendido de outra maneira. Algo mais profundo, que não seja necessariamente palpável. Foi um filme que me tirou do conforto justamente por conta desses fatores, por dar verossimilhança a tudo que se apresenta sem que seja necessário a criação de um vínculo de empatia para funcionar.
As consequências da violência. Os resquícios causados pela culpa que se perpetuam. Incrível como um filme tão simples tenha mexido tanto comigo assim. E poucas vezes a falta de diálogo foi tão contundente e silenciosamente ensurdecedora.
Um roteiro que é capaz de criar um personagem tão vil, e sustentar ele ao longo de todo o tempo sem ter que forçar pro jargão da empatia, sempre terá o meu respeito. E os atores são estupendos.
Como alguns aqui, pergunto-me: por que Jesse Eisenberg foi escalado para este filme? Acho que ele gravou mais cenas, mas foram cortadas na edição final, não é possível. Apesar do bom trabalho do protagonista Michael Greyeyes, quem rouba a cena - em poucos minutos - é o Chaske Spencer. Não consegui ter nenhuma empatia pelo Makwa, muito pelo contrário. Queria ter visto mais do ator que fez o Makwa adolescente, Phoenix Wilson, porque ele está em uma ótima performance.
Duas grandes coisas que me desagradaram: a cena da arma totalmente sem nexo. A atitude do Teddo com aquela arma... Não deu para engolir. Além disso, a escolha dos atores mirins e adultos: não são nada parecidos! O Julian Gopal nada parece com o Chaske, assim como o Phoenix nada parece com o Michael. Enfim...