Os Selvagens

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Os Selvagens (2006)
Wilderness
Média do filme: 2.8 de 5 — baseado em 359 votos
MÉDIAFILMOW
2.8
359 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por M.J. Bassett
Data de lançamento 19 Março 2006 Outras datas
País de origem Reino Unido 🇬🇧
Duração 96 min (1h36)

Dirigido por

Data de lançamento

19 Março 2006

Duração

96 minutos
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Sinopse

Um jovem amanhece morto numa instituição para menores delinqüentes. Como castigo e para aprenderem a ter respeito uns pelos outros, são forçados a acampar, por uma semana, numa ilha de florestas densas. Mas há mais alguém neste local que pretende dar uma lição nos garotos: um caçador acompanhado de cães selvagens.

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Duna: Parte Três l Trailer Final Dublado

Duna: Parte Três

Comentários 9
amigos querem ver
penelopepoczuda
Penelope
½
1 ano atrás

Há algo curioso nos filmes britânicos de terror: os rostos. Eles não têm o brilho plastificado de Hollywood — parecem reais demais, humanos demais, às vezes até desajeitados. Em Wilderness (2006), os atores têm dentes tortos, cabeças grandes, olhares opacos — e talvez aí esteja o charme inicial. É um terror que, à primeira vista, promete algo cru, sujo, sem glamour.

A história começa com um grupo de jovens delinquentes enviados a uma ilha isolada após o suicídio de um garoto que sofria bullying no reformatório. A proposta é simples: punição e reabilitação. Mas, como todo castigo mal planejado, logo se transforma em outra coisa. Um a um, os garotos começam a morrer — e o que deveria ser um exercício de convivência vira uma caçada. Por um tempo, o filme vive da curiosidade. Afinal, que tipo de terror é esse? Uma fábula de vingança? Uma trama sobrenatural? Um conto de bruxaria? Ou apenas cães e armadilhas no mato? Esse suspense sobre o “que é” sustenta o interesse — e quando o próprio filme responde, tudo desaba.

Os personagens, aos poucos, se revelam menos pessoas e mais caricaturas ambulantes: o valentão, o covarde, o psicopata, o inocente. Callum, que deveria carregar o fio da história, é só o “delinquente bom de briga” — sem arco, sem dilema, sem nada que o faça importar. E o resto é uma coleção de figuras tão hostis entre si que, quando o terror chega, já não há nada a destruir — a podridão interna já fez o serviço. E é aí que Wilderness começa a irritar. Os garotos agem como se o suicídio do colega fosse um detalhe. Mesmo com um matador à solta, continuam brigando por ciúmes e egos feridos. Há um momento em que um deles decide matar o próprio amigo no meio de uma discussão — e não por sobrevivência, mas por orgulho. É o tipo de estupidez que não dá medo, dá raiva. E o filme, pior, parece acreditar que isso é realismo, quando é apenas falta um bom roteiro emocional.

As mortes, admito, têm um certo apelo. Há armadilhas, flechas, cães devoradores — tudo muito cru, meio Predador de baixo orçamento. Mas sem alma. É aquele tipo de gore que entretém o olhar e esvazia o resto. E, no fim das contas, Wilderness parece um filme feito por alguém que só entende a superfície do medo: o sangue, o grito. O que falta é o pulso — a tensão verdadeira, o desconforto que vem de se importar com quem morre. O resultado final é um terror que entretém pela superfície: pelas flechas, pelos gritos, pelo sangue no mato. Mas é um entretenimento de curto prazo, desses que você assiste numa madrugada de canal aberto e esquece pela manhã. E, por isso, ele termina como começou: interessante no papel, frustrante na prática. Começa provocando curiosidade e termina exausto, ilhado entre clichês e personagens tão desinteressantes que o próprio assassino parece estar fazendo um favor.

samchilders
Cine Suspense
½
1 ano atrás

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editado
juninf
Junin Freitas
1 ano atrás

"Filmaços" da infância igual cães assassinos, o filme cumpre muito bem o que promete pra um slasher, tem ótimas cenas de perseguição no qual não se mostra o assassino até a parte final, gostei do enredo e achei realista salvo uma burrice ou outra como

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

quando um delinquente tenta est* a garota do lado de fora da cabana quando estão totalmente encurralados

editado
vinnybritto1
Vinny Britto
½
2 anos atrás

Fazia tempo que queria rever esse. Achava daora e bem brutal. Claro que revendo hoje não tem o mesmo impacto e percebi alguns defeitos.
É um filme de baixo orçamento e o roteiro é raso, mas é bem movimentado e tem boas mortes.
Peca um pouco nas atuações. A maioria aí do elenco é fraquinho, tanto que poucos rostos são conhecidos de outros trabalhos.

30-08-2024- Revisão

sandraodj
Sandrão DJ
½
2 anos atrás

Como já exposto em outros textos sobre a relação dos cães e humanos, antes da domesticação, os tais melhores amigos do homem eram criaturas selvagens, sem a doçura que algumas espécies apresentam no convívio entre as pessoas que os criam como parte integrante da família. Os Selvagens, no entanto, mostram pastores alemães criados por uma criatura misteriosa, tratada no roteiro como O Caçador, adestrador destes animais que parecem voltar ao momento da selvageria que demarca as suas bases. Aparentemente ruim, haja vista a sua fraca campanha de divulgação e lançamento em território brasileiro, o filme é até melhor que o esperado. Há vários e velhos clichês que preenchem este tipo de narrativa sobre jovens acuados por forças da natureza e, de quebra, uma presença humana mortal, mas ainda assim, a trama consegue estabelecer ótimos momentos de tensão, mesclados com violência abrupta e ritmo vertiginoso. Em suma, traços do subgênero horror ecológico que encontram com exatidão diversos pontos da fórmula slasher.

O espectador só não pode esperar desenvolvimento de personagens com carga dramática suficiente para o estabelecimento da catarse. Em Os Selvagens, temos o cineasta M. J. Basset a nos guiar pela história desenvolvida por Dario Poloni, um texto com diálogos ruminados por figuras ficcionais planas, focadas na sobrevivência, sem muita elaboração de suas necessidades dramáticas, algo prejudicial ao filme, pois caso fossem mais interessantes, nos permitiriam maior associação com as suas desgraças. Ao longo de seus 93 minutos, acompanhamos um grupo de jovens levados para uma ilha como punição. Lá, eles serão expostos a situações desafiadoras para pagar ainda mais pelos crimes que demarcam as suas vidas prematuras, em especial, a morte de um deles, após um suicídio com fortes indícios de ter sido engatilhado por decorrência de bullying. Eles são rapazes encarcerados numa instituição para delinquentes. Quem lidera o grupo é Steve (Stephen Wight), um skinhead que tem apoio do pacato, mas sádico Lewis (Luke Neal), para causar transtornos aos demais jovens em processo de correção.

O foco deles, por sua vez, é Dave (John Travers), garoto que sofre horrores diante dos covardes valentões. Com a chegada de Callum (Toby Callum), algumas coisas mudam, mas antes, o suicídio ocasiona a ida dos rapazes para a tal ilha deserta, sob a supervisão de Jed (Sean Pertwee), um rigoroso carcereiro que os acompanha para emprego das missões corretivas. Quando chegam ao local, descobrem que não estão sozinhos como imaginaram. Lá eles encontram um grupo de garotas presidiárias, comandadas por Louise (Alex Reid). O choque de jovens criará alguns momentos de abuso psicológico, farra sexual e até mesmo discussões infrutíferas, pois mais adiante, sob a mira de uma misteriosa figura, eles se tornam vítimas de uma caçada implacável que mescla elementos dos filmes de animais assassinos com a tensão e violência de narrativas ao estilo Sexta-Feira 13 (qualquer parte). A ideia, então, é fugir dos monstros, o racional e os irracionais, sem muito tempo para buscar pistas sobre a identidade. O foco aqui, no auge da agitação, é garantir a sobrevivência, algo complexo diante da força e do domínio do caçador no ambiente em questão, supostamente deserto, mas não como o esperado.

Com ágil direção de fotografia de Peter Robertson, Os Selvagens conta com uma paleta nublada, esverdeada, conectada com o clima cinzento de uma ilha com árvores frondosas, céu parcialmente nublado com indícios de pancadas de chuva e presença constante do elemento água, em parte como traço mínimo de sobrevivência, mas também como obstáculo em alguns aspectos da rota de fuga do grupo que aos poucos, vai diminuindo e ficando cada vez mais tenso, estressante e complexo entre si. O design de som de Nick Adams cumpre o seu importante papel em causar incomodo, seja nos latidos que pairam pelo ar, associado ao trabalho básico, mas bem conduzido de Mark Thomas no desenvolvimento da trilha sonora. Ademais, como já mencionado, o filme peca no quesito catarse, pois nos entrega muitos personagens tão abomináveis que até mesmo eu e você, defensores dos Direitos Humanos, ficamos na torcida pela eliminação de criaturas humanas, mas tão vis e maldosas que sinceramente, pedem o fim sendo trucidado por cães furiosos e um caçador misterioso com arcos, armas brancas e outros elementos de eliminação. Visto como puro entretenimento, no entanto, é satisfatório.

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½
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