Um jovem amanhece morto numa instituição para menores delinqüentes. Como castigo e para aprenderem a ter respeito uns pelos outros, são forçados a acampar, por uma semana, numa ilha de florestas densas. Mas há mais alguém neste local que pretende dar uma lição nos garotos: um caçador acompanhado de cães selvagens.
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Esse slasher é uma ótima prova de que baixo orçamento não é desculpa para efeitos ruins. As mortes são ótimas e a maquiagem impressiona. O roteiro é direto, sem firulas, focando totalmente na caçada na ilha.
Toby Kebbell e Sean Pertwee seguram bem o clima de tensão neste terror britânico competente que cumpre seu papel de entreter com muito sangue.
Há algo curioso nos filmes britânicos de terror: os rostos. Eles não têm o brilho plastificado de Hollywood — parecem reais demais, humanos demais, às vezes até desajeitados. Em Wilderness (2006), os atores têm dentes tortos, cabeças grandes, olhares opacos — e talvez aí esteja o charme inicial. É um terror que, à primeira vista, promete algo cru, sujo, sem glamour.
A história começa com um grupo de jovens delinquentes enviados a uma ilha isolada após o suicídio de um garoto que sofria bullying no reformatório. A proposta é simples: punição e reabilitação. Mas, como todo castigo mal planejado, logo se transforma em outra coisa. Um a um, os garotos começam a morrer — e o que deveria ser um exercício de convivência vira uma caçada. Por um tempo, o filme vive da curiosidade. Afinal, que tipo de terror é esse? Uma fábula de vingança? Uma trama sobrenatural? Um conto de bruxaria? Ou apenas cães e armadilhas no mato? Esse suspense sobre o “que é” sustenta o interesse — e quando o próprio filme responde, tudo desaba.
Os personagens, aos poucos, se revelam menos pessoas e mais caricaturas ambulantes: o valentão, o covarde, o psicopata, o inocente. Callum, que deveria carregar o fio da história, é só o “delinquente bom de briga” — sem arco, sem dilema, sem nada que o faça importar. E o resto é uma coleção de figuras tão hostis entre si que, quando o terror chega, já não há nada a destruir — a podridão interna já fez o serviço. E é aí que Wilderness começa a irritar. Os garotos agem como se o suicídio do colega fosse um detalhe. Mesmo com um matador à solta, continuam brigando por ciúmes e egos feridos. Há um momento em que um deles decide matar o próprio amigo no meio de uma discussão — e não por sobrevivência, mas por orgulho. É o tipo de estupidez que não dá medo, dá raiva. E o filme, pior, parece acreditar que isso é realismo, quando é apenas falta um bom roteiro emocional.
As mortes, admito, têm um certo apelo. Há armadilhas, flechas, cães devoradores — tudo muito cru, meio Predador de baixo orçamento. Mas sem alma. É aquele tipo de gore que entretém o olhar e esvazia o resto. E, no fim das contas, Wilderness parece um filme feito por alguém que só entende a superfície do medo: o sangue, o grito. O que falta é o pulso — a tensão verdadeira, o desconforto que vem de se importar com quem morre. O resultado final é um terror que entretém pela superfície: pelas flechas, pelos gritos, pelo sangue no mato. Mas é um entretenimento de curto prazo, desses que você assiste numa madrugada de canal aberto e esquece pela manhã. E, por isso, ele termina como começou: interessante no papel, frustrante na prática. Começa provocando curiosidade e termina exausto, ilhado entre clichês e personagens tão desinteressantes que o próprio assassino parece estar fazendo um favor.
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"Filmaços" da infância igual cães assassinos, o filme cumpre muito bem o que promete pra um slasher, tem ótimas cenas de perseguição no qual não se mostra o assassino até a parte final, gostei do enredo e achei realista salvo uma burrice ou outra como
quando um delinquente tenta est* a garota do lado de fora da cabana quando estão totalmente encurralados
Fazia tempo que queria rever esse. Achava daora e bem brutal. Claro que revendo hoje não tem o mesmo impacto e percebi alguns defeitos.
É um filme de baixo orçamento e o roteiro é raso, mas é bem movimentado e tem boas mortes.
Peca um pouco nas atuações. A maioria aí do elenco é fraquinho, tanto que poucos rostos são conhecidos de outros trabalhos.
30-08-2024- Revisão