Documenta a concepção e o nascimento do primeiro filho do diretor, mostrado em detalhes extremamente gráficos, tanto do ponto de vista técnico quanto emocional, utilizando para tal uma montagem paralela com a sala em que o artista interagia com sua esposa Jane.
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Eca
a câmera do brakhage capta muito mais do que a mera biologia situacional do nascimento, mas antes a religiosidade do parto, as aflições e ansiedades da mulher nesse estado de repouso agitado que antecipa esse quase ritual de passagem; o belíssimo corpo dela envolvido pela água e pelos fluídos corporais deixa a totalidade da cena ainda mais sublime e harmoniosa; por muitas vezes a lente se concentra em regiões específicas e as aproxima em close-ups e giros que chegamos ao inevitável pensamento de que o parto é um ato criativo, e de que desde a preparação até a concepção, trata-se de um exercício cerimonial de transcendência
a forma como tudo foi retratado é tão linda, me senti envolvida no momento tão ansiosa e feliz quanto os pais.
me impactou!
nunca pensei que um dia eu daria uma nota alta pra um curta sobre parto onde senti agonia o tempo todo