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Duração
Cientistas de um avançado centro de pesquisas subterrâneo são caçados implacavelmente por uma terrível criatura alienígena comedora de gente vinda acidentalmente de outra dimensão.
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O primeiro filme é até charmoso, já esse segundo é podre, a trama é mais arrastada e é um plágio safado/piorado de “Aliens, O Resgate”.
O orçamento da fita é tão baixo que a criatura vive no escuro!
Creio que isso aqui seja o verdadeiro conceito de escapismo. Ao mesmo tempo que queria me ver livre dessa tortura física e psicológica, eu queria poder ver esse filme pelo resto da minha vida, ou que pelo menos isso durasse mais uma quatro ou cinco horas.
É absurdamente fascinante a forma como um absurdo sucede outro absurdo e lutamos com esse sentimento de ficar / ir embora durante o filme todo. É uma benção e uma maldição, é um tédio mortal e o alívio do massacre cotidiano da vida real que levamos por aí, trabalhando, estudando ou fazendo qualquer outra coisa que demande nossa atenção.
Aqui é assim: sentamos e apreciamos o desenrolar dos fatos. Não há o que pensar, não há o que ser dito, apenas acompanhamos a criatura, os cientistas em busca de uma solução, os conflitos internos, as bizarrices comportamentais e os estereótipos clássicos de filmes de ficção científica.
Seria Xtro 2, The Second Encounter, a verdadeira cura para a insônia? Há muito que não via filmes dessa categoria, que ao mesmo tempo que te torturam até quase a morte, te salvam da vida medíocre que está lá fora quando todas as luzes se acendem e precisamos ser nós mesmos. Aqui estamos dentro desse laboratório, acompanhando o projeto Nexus e nada é mais importante que isso. Nada é mais importante que acompanhar uma criatura devorando seres humanos em algum lugar dos EUA.
E ainda me falta o 3. Que homem abençoado eu sou!
O diretor Harry Bromley Davenport revelou que só fez esse filme porque precisava de dinheiro e tinha os direitos do título Xtro (mas não da história). Fez então essa continuação medonha que nada tem a ver com o original (E é díficil acreditar que foram necessários quatro roteiristas para escrever essa aberração). O próprio diretor admitiu que a odeia. Pra começar a trilha sonora é um plagio mal feito da música criada por Alan Silvestri para O Predador (1987). Outro filme descaradamente plagiado é Aliens - O Resgate (1986): repare como a arma conectada ao corpo dos personagens é idêntica à usada no excelente filme de James Cameron. A montagem é uma das mais caóticas que já vi, com cortes abruptos e absurdos. Da mesma forma o diretor parece ter esquecido tudo sobre cinema: se no primeiro filme sua direção era contida e minimamente disciplinada, aqui ele parece sequer saber conduzir a narrativa, ou localizar espacialmente seus personagens nos cenários. Some-se a isso tudo o elenco pavoroso e temos uma verdadeira aula de como não fazer um filme.
Foi sofrido encontrar para fazer download tanto do filme quanto da legenda, a história é uma cópia mal feito do filme: Aliens - O Resgate (1986) e não tem relação alguma com o primeiro filme, com exceção de ter Harry Bromley Davenport como diretor, do elenco o mais conhecido é Nicholas Lea (Tom Foss de Kyle XY) que rouba todas as cenas do filme, a protagonista é Tara Buckman que é mais lembrada pela pequena participação do filme: Natal Sangrento (1984), o roteiro é ruim, tem vários furos e o visual da criatura é tosco. Continuação ruim do Canadá/Reino Unido.
Ranking:
6.1/100=(Xtro 1) Estranhas Metamorfoses (1982)
4.0/100=(Xtro 2) Xtro 2 - O Reencontro (1991)
3.0/100=(Xtro 3) Xtro 3 - O Massacre (1995)
Xtro 2 não tem nada a ver com o primeiro Xtro, que é um filme que começava com uma abdução alienígena e ia ficando cada vez mais doido. Esse aqui é uma cópia barata de Alien filmada em corredores escuros para disfarçar a pobreza da criatura. Tem algumas cenas violentas, mas tudo é tão escuro e a qualidade da imagem estava tão ruim que mal deu pra ver sangue.
Os primeiros 30 minutos são bem tediosos. O filme só melhora depois que
o alien sai de dentro de Marshall.