Filme baseado nos anos 70, e com elementos extraídos da própria experiência pessoal de Zhang Yimou. O enredo é sobre um condenado que foge da prisão para ver um filme. É um filme sobre filme.
- as cenas que todo o povo da cidade se junta para consertar o filme para que possam assistir é bem linda - assim como o do pai revendo a parte que a filha aparece repetidas vezes - temas bem fortes que o diretor sabe trabalhar bem quando esta inspirado
É bem bonita a forma como Yimou estabelece a paixão pelo cinema em seu filme ao mesmo tempo em que trabalha, de forma intrínseca, o apego sentimental do ser humano à própria arte. Com sutileza, ele insere em sua trama aquele aconchego emocional, algo basicamente nostálgico, do que é experienciar um filme. Na verdade, é sobre como a experiência em assistir um filme em tempos de extrema turbulência acaba tendo um valor quase que imensurável para a vida das pessoas. E nesse sentido, o longa acaba funcionando muito se olharmos pelo fator mais dramático, focada em sua trama; o desenvolvimento das relações, o surgimento das dificuldades daquele período para o povo chinês, os pequenos momentos de felicidade proporcionados desde um simples prato de comida até um assento (ou qualquer espaço) dentro da sala de um cinema, os relacionamentos desenvolvidos a partir daquele convívio, entre outras coisas.
O problema é quando o analisamos como um retrato de conjuntura. Na minha visão, falta força e direcionamento ao filme. Se por um lado Yimou consegue ser competente ao dirigir um melodrama e seus desdobramentos narrativos, ele falha quando insere o conteúdo para que o filme não seja apenas um relato de gênero, mas que abarque consigo um peso contextual e histórico. E infelizmente, o conjunto não conversa tão bem, deixando o longa convincente na estrutura e superficial no teor político.
Apesar de não ser eficiente na harmonia de seus aspectos e não conseguir atribuir o conteúdo político à trama em si, “One Second” se destaca, de certa forma, quando prioriza o olhar mais íntimo e humano sobre os pequenos prazeres da vida. Algo que, em situações de dificuldade e pouca perspectiva, acaba se tornando um motivo a mais para viver.
Cinema é vida!
- as cenas que todo o povo da cidade se junta para consertar o filme para que possam assistir é bem linda
- assim como o do pai revendo a parte que a filha aparece repetidas vezes
- temas bem fortes que o diretor sabe trabalhar bem quando esta inspirado
Outro belíssimo filme esteticamente falando da carreira de Yimou.Fotografia e ambientação formidável.É o "Cinema Paradiso" chinês.
>Assistido em 25 de Setembro de 2023
Bem interessante. É uma pena que seja praticamente desconhecido.
É bem bonita a forma como Yimou estabelece a paixão pelo cinema em seu filme ao mesmo tempo em que trabalha, de forma intrínseca, o apego sentimental do ser humano à própria arte. Com sutileza, ele insere em sua trama aquele aconchego emocional, algo basicamente nostálgico, do que é experienciar um filme. Na verdade, é sobre como a experiência em assistir um filme em tempos de extrema turbulência acaba tendo um valor quase que imensurável para a vida das pessoas. E nesse sentido, o longa acaba funcionando muito se olharmos pelo fator mais dramático, focada em sua trama; o desenvolvimento das relações, o surgimento das dificuldades daquele período para o povo chinês, os pequenos momentos de felicidade proporcionados desde um simples prato de comida até um assento (ou qualquer espaço) dentro da sala de um cinema, os relacionamentos desenvolvidos a partir daquele convívio, entre outras coisas.
O problema é quando o analisamos como um retrato de conjuntura. Na minha visão, falta força e direcionamento ao filme. Se por um lado Yimou consegue ser competente ao dirigir um melodrama e seus desdobramentos narrativos, ele falha quando insere o conteúdo para que o filme não seja apenas um relato de gênero, mas que abarque consigo um peso contextual e histórico. E infelizmente, o conjunto não conversa tão bem, deixando o longa convincente na estrutura e superficial no teor político.
Apesar de não ser eficiente na harmonia de seus aspectos e não conseguir atribuir o conteúdo político à trama em si, “One Second” se destaca, de certa forma, quando prioriza o olhar mais íntimo e humano sobre os pequenos prazeres da vida. Algo que, em situações de dificuldade e pouca perspectiva, acaba se tornando um motivo a mais para viver.