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Uma grande quantidade de artefatos africanos antigos e raros estão escondidos em sacos plásticos e caixas de madeira no porão do Museu Britânico. Ao longo de um dia, os objetos valiosos são revelados pela primeira vez, evidenciando a vasta extensão da arte africana roubada pelas forças coloniais.
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Mais de 50 anos antes de Mati Diop ganhar o seu Urso de Ouro no Festival de Berlim com o seu Dahomey, o diretor ganense Kwate Nee-Owoo já abordava neste curta metragem o mesmo assunto de uma maneira simples e direta. Tenho certeza que este curta foi uma forte influência para a diretora em seu filme de 2024. Uma crítica sempre necessária ao colonialismo europeu como um todo e todo o saque que perpretaram aos tesouros africanos, afetando a própria identidade de todo um povo. O diretor é cirurgico e vai direto ao ponto, mesmo porque não tem muito tempo para estender demais a discussão. Muito bom e mereçe a assistida.
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Escrito, produzido e dirigido por Nii Kwate Owoo, que conseguiu filmar clandestinamente nos depósitos secretos do British Museum. Este documentário mostra alguns dos muitos artefatos africanos roubados de seus países de origem no período da colonização e discute o fato de estarem escondidos nos porões do museu por tantos anos, sem que o público tenha acesso a eles. Situação encarada nos diversos museus europeus, onde é possível encontrar artefatos de vários países que foram colonizados e que os colonizadores não fazem menção em devolver.
Precede o recente Dahomey, que trata deste mesmo tema, mas mostrando a pequena devolução que a França fez ao Benin. Temos muito caminho pela frente para que haja reparação.
O curta doc foi banido por sentimentos antibritânicos até mesmo no recém-libertado Gana. Hm... Então quer dizer que os "British" não gostam que falem as verdades sobre o seu país?
Só não sei como deixaram filmar dentro do Museu Britânico KKK mas fora, segue o jogo. Baita crítica aos desmandos do colonialismo/imperialismo europeu.