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Sinopse
O pai de Peter Kastner o colocou para fora de casa. O jovem inexperiente e virgem, longe da mãe superprotetora, vai para Nova York, envolve-se com a atriz Barbara Darling e também com uma simpática dançarina de boate.
Assistir "Agora você é um homem" foi uma surpresa positiva já que os filmes de Coppola fora dos anos 70 não são tão conhecidos (e alguns por bons motivos já que são bem fracos mesmos). Os destaques para mim foram a trilha sonora e a edição criativa, e talvez o filme não tenha tanto sucesso por faltar performances de destaque dos protagonistas como as de Dustin Hoffman e Richard Dreyfus em "The Graduate" e "American Graffiti", 2 grandes sucessos e que tratam basicamente sobre amadurecimento nos anos 60 como "You're a Big Boy Now".
Um ano antes de "A Primeira Noite de um Homem", Francis Ford Coppola já apresentava piadas de cunho sexual em uma comédia adolescente em "Agora Você é um Homem", segundo longa-metragem de sua carreira. Um filme cujo senso de humor pastelão e estereotipado do adolescente como um ser completamente songamonga envelheceu de forma meio mal. Há algo de estapafúrdio em acompanharmos o personagem de Peter Kastner em suas estúpidas investidas amorosas, e o riso que deveria surgir fácil nunca vem. Dito isso, alguns experimentalismos de Coppola com a câmera, bem como a escolha predominante de filmar em locação nas ruas de uma Nova York suburbana já davam indícios do cineasta que iria surgir dali.
Comédia romântica indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, Geraldine Page (1924-1987); no Globo de Ouro, mais 3 nomeações: melhor filme de comédia ou musical, melhor atriz de comédia ou musical, Elizabeth Hartman (1943-1987), e melhor atriz coadjuvante, Geraldine Page; no BAFTA, foi indicado a melhor ator revelação em papel principal, Peter Kastner (1943-2008); no Festival de Cannes, foi nomeado a Palma de Ouro de melhor filme.
O romance original de 1963 de mesmo nome de David Benedictus narra os ritos de passagem de um jovem funcionário que trabalha numa sapataria de Londres. Francis Ford Coppola, que escreveu para as telas e dirigiu em apenas 29 dias, transpôs a estória para a cidade de Nova York, onde o jovem é um empregado de uma biblioteca. Embora ele tenha abandonado a escola de cinema alguns anos antes, este filme era aceitável por Coppola como sua tese na escola de cinema da U.C.L.A, em 1966, o que lhe rendeu um mestrado em Belas Artes. O marido e a esposa da vida real Rip Torn (1931-2019) e Geraldine Page interpretam o Sr. e a Sra. Chanticleer no filme.
Comédia semi-psicodélica sobre as dificuldades de crescer nos anos 60, bem arrumada e quase amadurecida. Nada de especial aqui, a não ser um jovem simpático, ingênuo e desajeitado, um enredo com um bom ritmo, bom elenco coadjuvante e com agradável trilha sonora da banda The Lovin' Spoonful. Um esforço desigual que tem seus momentos engraçados de altos e baixos, mas desde então permaneceu popular como favorito dos filmes cults com o passar do tempo. Coppola mostrava que tinha talento no início de carreira.
Tem uma cena ridícula que é difícil de engolir: O jovem Bernard Chanticleer deixa uma das lentes de contato cair no chão e pede ajuda aos amigos pra procurá-la. Quando a encontram, ele simplesmente coloca no olho do jeito que está. Em outra cena, ele sequer lava as mãos pra colocar suas lentes de contato.
23.07.1990
Assistir "Agora você é um homem" foi uma surpresa positiva já que os filmes de Coppola fora dos anos 70 não são tão conhecidos (e alguns por bons motivos já que são bem fracos mesmos). Os destaques para mim foram a trilha sonora e a edição criativa, e talvez o filme não tenha tanto sucesso por faltar performances de destaque dos protagonistas como as de Dustin Hoffman e Richard Dreyfus em "The Graduate" e "American Graffiti", 2 grandes sucessos e que tratam basicamente sobre amadurecimento nos anos 60 como "You're a Big Boy Now".
Um ano antes de "A Primeira Noite de um Homem", Francis Ford Coppola já apresentava piadas de cunho sexual em uma comédia adolescente em "Agora Você é um Homem", segundo longa-metragem de sua carreira. Um filme cujo senso de humor pastelão e estereotipado do adolescente como um ser completamente songamonga envelheceu de forma meio mal. Há algo de estapafúrdio em acompanharmos o personagem de Peter Kastner em suas estúpidas investidas amorosas, e o riso que deveria surgir fácil nunca vem. Dito isso, alguns experimentalismos de Coppola com a câmera, bem como a escolha predominante de filmar em locação nas ruas de uma Nova York suburbana já davam indícios do cineasta que iria surgir dali.
Comédia romântica indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, Geraldine Page (1924-1987); no Globo de Ouro, mais 3 nomeações: melhor filme de comédia ou musical, melhor atriz de comédia ou musical, Elizabeth Hartman (1943-1987), e melhor atriz coadjuvante, Geraldine Page; no BAFTA, foi indicado a melhor ator revelação em papel principal, Peter Kastner (1943-2008); no Festival de Cannes, foi nomeado a Palma de Ouro de melhor filme.
O romance original de 1963 de mesmo nome de David Benedictus narra os ritos de passagem de um jovem funcionário que trabalha numa sapataria de Londres. Francis Ford Coppola, que escreveu para as telas e dirigiu em apenas 29 dias, transpôs a estória para a cidade de Nova York, onde o jovem é um empregado de uma biblioteca. Embora ele tenha abandonado a escola de cinema alguns anos antes, este filme era aceitável por Coppola como sua tese na escola de cinema da U.C.L.A, em 1966, o que lhe rendeu um mestrado em Belas Artes. O marido e a esposa da vida real Rip Torn (1931-2019) e Geraldine Page interpretam o Sr. e a Sra. Chanticleer no filme.
Comédia semi-psicodélica sobre as dificuldades de crescer nos anos 60, bem arrumada e quase amadurecida. Nada de especial aqui, a não ser um jovem simpático, ingênuo e desajeitado, um enredo com um bom ritmo, bom elenco coadjuvante e com agradável trilha sonora da banda The Lovin' Spoonful. Um esforço desigual que tem seus momentos engraçados de altos e baixos, mas desde então permaneceu popular como favorito dos filmes cults com o passar do tempo. Coppola mostrava que tinha talento no início de carreira.
Tem uma cena ridícula que é difícil de engolir: O jovem Bernard Chanticleer deixa uma das lentes de contato cair no chão e pede ajuda aos amigos pra procurá-la. Quando a encontram, ele simplesmente coloca no olho do jeito que está. Em outra cena, ele sequer lava as mãos pra colocar suas lentes de contato.
Gostaria de trocar o nome do título para "o desabrochar do homem"