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Data de lançamento
29 Out. 2008Duração
James Bond está desiludido pela traição da única mulher que se permitiu amar. Mesmo diante da desfeita, Bond encontra forças para ir em busca da verdade e descobre que a organização que chantageou Vesper é muito mais complexa e perigosa do que pode imaginar. Durante as investigações, o serviço de inteligência descobre um traidor e coloca Bond e a linda e vingativa Camille lado a lado no caso. Camille apresenta-o a Dominic Greene, empresário que tem ligações com a misteriosa organização. Bond descobre que Greene planeja controlar os recursos naturais mais preciosos do planeta, utilizando aliados na tal organização e manipulando contatos dentro da CIA e do governo britânico. Isso se Bond não conseguir impedi-lo antes.
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15.11.2008
Depois do excepcional Casino Royale, Quantum of Solace é claramente uma decepção. As cenas de ação fantásticas estão lá, mas o roteiro não empolga em nenhum momento. Tenho uma teoria que os filmes do 007 funcionam quando tem grandes vilões. Nesse caso ela se prova, já que os antagonistas são totalmente medíocres.
Repetindo meu comentario de Casino Royale:
Fora as cenas de perseguição até que é bom. Mas isso é algo mt ruim pra se falar de um filme de ação.
Alias, Le Chiffre >> Dominic Greene
Vilão completamente esquecivel
🎬 **Crítica | 007 – Quantum of Solace**
**Ano de lançamento:** 2008
**Duração:** 106 minutos
**Gêneros:** Ação • Espionagem • Thriller
**Elenco principal:**
* **Daniel Craig** — *James Bond*
* **Olga Kurylenko** — *Camille Montes*
* **Mathieu Amalric** — *Dominic Greene*
* **Judi Dench** — *M*
* **Jeffrey Wright** — *Felix Leiter*
* **Giancarlo Giannini** — *René Mathis*
* **Gemma Arterton** — *Strawberry Fields*
* **David Harbour** — *Gregg Beam*
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🌑 **Enredo & Estória**
*Quantum of Solace* é, sem dúvida, o capítulo mais **frio e árido** da era Daniel Craig. Diferente dos Bonds clássicos, este filme não se sustenta sozinho: ele funciona como uma **continuação direta de *Casino Royale*** e como um elo narrativo essencial para a construção da organização que mais tarde culminaria na SPECTRE.
Aqui, Bond não está em missão — ele está em **luto, raiva e vingança**. A perda de Vesper molda suas ações, tornando-o mais agressivo, menos carismático e quase autodestrutivo. O problema é que o roteiro aposta tanto nesse estado emocional que acaba sacrificando o impacto dramático e a identidade própria do filme.
🧠 **Tecnologia & Conceito**
Curiosamente, este é o filme com o **maior nível tecnológico da franquia até então**, mesmo sem a presença clássica de Q. Monitoramento global, rastreamento digital, manipulação de recursos naturais e espionagem econômica colocam o vilão em um campo mais realista — e também menos ameaçador visualmente.
🎭 **Personagens & Atuação**
Daniel Craig mantém coerência com o Bond brutal apresentado anteriormente, mas aqui sua interpretação é quase monocromática: raiva do início ao fim. Falta contraste emocional.
Olga Kurylenko, como Camille, foge do arquétipo da Bond Girl clássica. Ela não é romance, é **espelho da dor de Bond**, movida por vingança contra um general boliviano. A personagem é funcional, mas subaproveitada, ainda que sua presença visual seja marcante.
Gemma Arterton tem uma participação breve e simbólica, reforçando o tom trágico do filme. Já o retorno de **Felix Leiter** e **René Mathis** traz continuidade emocional — especialmente com a despedida definitiva de Giannini, um dos aliados mais humanos de Bond.
Judi Dench ganha mais espaço como M, assumindo um papel mais ativo e moralmente complexo, talvez o maior acerto do filme fora da ação.
🦹 **Vilões**
Dominic Greene entra facilmente na lista dos **vilões mais fracos da franquia**. Seu plano é inteligente no papel (controle de água e poder político), mas sua presença em cena carece de carisma, ameaça e impacto. Os assassinos e antagonistas secundários também passam sem deixar marca.
🚗 **Os carros de Bond**
O filme entrega boas máquinas, com destaque para o **Aston Martin DBS**, usado em uma perseguição inicial intensa. Porém, fora esse momento, os carros não têm o protagonismo icônico que se espera da franquia — são funcionais, não memoráveis.
📸 **Fotografia & Produção**
A fotografia aposta em tons frios, desérticos e urbanos, refletindo o estado emocional de Bond. A produção é sólida, mas a **edição excessivamente rápida** compromete a clareza das cenas de ação, tornando algumas sequências confusas e pouco impactantes.
💥 **Efeitos Especiais**
Bem executados, realistas e discretos. O problema não está na qualidade técnica, mas na falta de uma cena verdadeiramente icônica que fique gravada na memória.
🔗 **Sequências & Filmes Semelhantes**
**Sequência direta:** *Casino Royale (2006)*
**Conexão futura:** *Skyfall* e *Spectre*
**Filmes semelhantes:** *Jason Bourne*, *O Espião que Sabia Demais*, *Syriana*, *Missão: Impossível III*
⚖️ **Avaliação Final — Vale a pena assistir?**
*Quantum of Solace* é um filme **necessário, mas pouco inspirador**. Ele constrói pontes narrativas importantes, aprofunda a psicologia de Bond e expande o universo da franquia, mas falha em entregar emoção, vilões marcantes e cenas memoráveis. É o típico filme que deixa mais sensação de transição do que de impacto.
⭐ **Nota final:** **5 / 10**
#QuantumOfSolace #JamesBond #007 #DanielCraig #Cinema #Filme #Espionagem #Ação #Thriller 🎥🍸🚗
Downgrade of Solace, o filler da franquia
Cassino Roylae serve muito bem em seu propósito de apresentar o novo James Bond (na época), e criando uma narrativa que servia para desenvolver o personagem, culminando numa cena final icônica, onde ele se apresenta para o inimigo responsável pela morte de sua amada.
Quantum of Solace começa imediatamente de onde o primeiro filme terminou, com Bond levando o mesmo cara do final do filme anterior para interrogatório.
A partir daí, acontecem umas mortes, umas traições, e de repente o filme está envolto a uma sidequest de jogo, e toda trama que Cassino Royale abriu fica esquecida.
Até tem uma trama interessante, onde mostra a interferência de várias nações no processo democrático de um país sul-americano, abrindo margem para uma discussão que é relevante até nos dias de hoje, porém isso acaba sendo desenvolvido de maneira bem rasa.
E por falar em "raso", isso é o que podemos dizer dos personagens, incluindo o protagonista.
O filme tenta dar a ideia de que Bond está mais perturbado e violento que no primeiro filme, mas ele está praticamente igual. Existem diálogos expositivos das lideranças falando dos problemas que Bond está criando, por matar alguns inimigos randômicos, sendo que no filme anterior ele fez muito mais ações questionáveis, como perder mais de $100 milhões.
Além disso, toda a trama de Vesper iniciada no filme anterior, teoricamente deveria ter um impacto no protagonista, mas o filme não mostra isso, sendo necessário a inserção de vários diálogos expositivos para dizer o que aconteceu e como Bond se sente.
Um exemplo patético disso, é uma das cenas finais, onde a Bond girl (que mal conhece o protagonista e acabou de passar por um momento traumático) coloca afetuosamente a mão no rosto dele e diz "Gostaria de libertar da sua prisão, que é aqui." (apontando na cabeça dele).
Os personagens secundários são todos rasos e muito mal aproveitados, como o caso de Felix Leiter e Gregg Beam, que são interpretados por bons atores, mas tem pouco tempo de tela e pouca influência na trama.
A M de Judi Dench é maravilhosa e tem cenas bacanas com Bond, porém, deveriam explorar mais a dinâmica desses personagens juntos. Em quase 2 horas de filme, se há 5 minutos gastos com os dois, é muito.
E queria destacar principalmente o que fizeram com a personagem de Gemma Arterton, que aparece no filme do nada, vira um interesse romântico, e 5 minutos depois é descartada como lixo.
Imagino que a ideia dos produtores era colocar uma atriz bonita e com visibilidade para atrair bilheteria. Narrativamente falando, poderia muito bem nem existir.
Já os vilões, não poderiam ser piores. Um cara rico e influente junto com o sargento Pincel da Bolívia. Nenhum deles conseguem ser intimidador ou representar algum perigo, tirando pelos mil capangas genéricos que nunca acertam tiros.
O Le Chiffre do primeiro filme não era tão marcante, mas tinha uma presença forte, e alguns embates mentais com Bond durante o filme, porém o Greene desse filme é total e absolutamente sem graça.
Para piorar, a ação do filme é bem fraca e pouco inspirada. Em alguns momentos tem tantos cortes de cena, que é difícil compreender com clareza o que está acontecendo, além de deixar confuso a localização dos personagens no cenário, como quando um personagem está subindo a escada e é atacado pelas costas por alguém que deveria estar no topo das escadas.
No fim, é um filme fraco, que pode ser vir como entretenimento pra uma pessoa que chegou cansada do trabalho, e não quer ficar prestando muita atenção na TV, até porque, não faz muita diferença prestar atenção nesse filme, pois não tem muita substância.