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Data de lançamento
22 Nov. 2023Duração
Em dezembro de 1979, Seul enfrentava um inverno rigoroso antes da primavera que se aproximava. Após o assassinato do Presidente Park, a lei marcial foi declarada. Um golpe de Estado irrompe pelo Comandante de Segurança da Defesa Chun Doo Kwang e um grupo privado de oficiais que o segue. O comandante da Defesa da Capital, Lee Tae Shin, um soldado obstinado que acredita que os militares não deveriam tomar medidas políticas, luta contra Chun Doo Kwang para detê-lo. O conflito entre os dois cresce enquanto os líderes militares mantêm a sua decisão e o Ministro da Defesa se vai. Em meio ao caos, a primavera de Seul que todos ansiavam segue em direção inesperada.
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Gostei. Elenco maravilhoso com muitos atores famosos e premiados. Atuações impecáveis , boa fotografia e bastante tensão , pois conta parte da história da Coreia. 27.07.25.
Adiado três vezes desde janeiro de 2025, quando era para ter estreado nos cinemas brasileiros, o angustiante thriller político sul-coreano acaba de entrar em algumas salas, com distribuição pela Sato Company. Também visto como um docudrama, misturando forte comentário social, parte de uma história verídica, ocorrida em 1979, na capital Seul, logo após o assassinato do presidente do país Park Chung-hee, um general autoritário que ficou no poder por 18 anos. A Lei Marcial é decretada, e entra em curso um Golpe de Estado. Até o golpe ser dado pelos militares em 1980, dois grupos políticos entram em desavença, culminando com uma noite violenta, que marcou a História de Seul. Com imagens da época, cenografia realista que constituiu bunker e salas de generais, fotografia sombria, elenco caprichado e diálogos intensos, é um filme tenso, sobre os rumos de um país dividido, marcado por crises e violência institucional e disputado por facções políticas contrárias. O filme, que é de 2023, tornou-se muito atual e tem paralelo a Coreia do Sul de hoje – o país, desde dezembro de 2024, está sob uma nova Lei Marcial, decretada pelo presidente direitista e recém-impichado Yoon Suk Yeol; as ruas da capital e de outras cidades grandes estão tomadas por manifestações, algumas pacíficas, outras violentas que necessitaram de contenção policial, enquanto as eleições se aproximam, em junho. E tudo indica que o barril de pólvora continua aceso num dos países mais importantes da Ásia. Fez boa bilheteria nos cinemas da Coreia do Sul e agora está em circuito nos cinemas brasileiros. Representante da Coreia do Sul no Oscar 2025, ficou de fora do shortlist de melhor filme estrangeiro. É assinado pelos produtores dos filmes de ação sul-coreanos de sucesso ‘Infiltrados’ (2015) e ‘O homem ao lado’ (2020 – que trata do Presidente Park assassinado em 1979), escrito e dirigido pelo diretor de ‘A gripe’ (2013), Sung Soo Kim – segundo ele, presenciou boa parte dos fatos narrados no longa, quando tinha 19 anos.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
É um filmaço sim na medida em ser aquilo que propõe: um thriller
A longa duração, o tom espetaculoso e repleto de clichês do gênero 'thriller', o esvaziamento político (reduzido a mero maniqueísmo heroicizante), são diversos os aspectos que tornam este filme problemático, afora a dificuldade elementar de acompanhamento tramático, para quem não conhece as especificidades históricas da Coréia do Sul ou o jargão militar. Mas, afora isso, até que o filme é bem conduzido, em suas telas divididas para realçar tensão, em seus diálogos em telefones, em sua oposição ostensiva entre os dois personagens principais, dois generais em lados opostos do anseio pelo poder. O elenco é eficiente (ainda que possamos reclamar da participação servil da esposa do general Lee) e a montagem consegue manter o interesse naquilo que é proposto: a torcida para que o "bem" vença. Na vida real, entretanto, as reviravoltas e (des)esperanças são bem mais complicadas. Ao menos, o filme nos incita a querer saber mais sobre o golpe de estado em pauta, sobretudo porque ele quase se repetiu no final de 2024. Enquanto filme, um reflexo oriental do que Hollywood faz há muito tempo... (WPC>)
Talvez um pouco difícil de acompanhar devido à vasta quantidade de personagens e a complexidade de suas ligações militares, agravadas também pelo meu pouco conhecimento da história coreana, mas mesmo assim, um filmaço! Certamente vai me motivar a me aprofundar mais e entender melhor a sua retomada à democracia.