O filme mostra os últimos anos da II Guerra Mundial na Estônia, na fronteira que separa a Europa da Rússia. Soldados estonianos estão divididos, alguns lutando para o Exército Vermelho e outros ainda leais à Waffen SS.
A situação da Estônia na Segunda Guerra Mundial foi uma das mais trágicas e contraditórias vividas por qualquer país europeu, porque o conflito colocou o próprio povo estoniano lutando em lados opostos, não por ideologia, mas por sobrevivência nacional. Após conquistar sua independência em 1918, a Estônia viveu pouco mais de duas décadas como Estado soberano. Essa independência terminou abruptamente em 1940, quando, em consequência do Pacto Molotov–Ribbentrop, o país foi ocupado e anexado pela União Soviética. A ocupação soviética foi marcada por prisões em massa, execuções e deportações para a Sibéria, atingindo especialmente oficiais, políticos, intelectuais e famílias inteiras. Para muitos estonianos, aquele período representou o fim brutal do Estado nacional recém-conquistado. Quando a Alemanha invadiu a União Soviética em 1941, grande parte da população estoniana inicialmente viu os alemães como libertadores, não por simpatia ao nazismo, mas porque eles expulsaram o regime soviético que havia destruído a independência do país. Nesse contexto, dezenas de milhares de estonianos acabaram lutando ao lado da Alemanha, principalmente em unidades formadas por estonianos, como a 20ª Divisão da Waffen-SS. Para esses homens, o uniforme alemão era visto como um meio desesperado de impedir o retorno soviético e, na esperança, ainda que ilusória, de restaurar a soberania nacional. Ao mesmo tempo, a Alemanha nunca reconheceu a independência da Estônia, tratando o território como área ocupada, o que rapidamente frustrou essas expectativas. Paralelamente, milhares de estonianos também serviram no Exército Vermelho. Alguns o fizeram por convicção ideológica, outros por lealdade à União Soviética, mas muitos foram simplesmente recrutados à força. Unidades estonianas integradas ao Exército Vermelho combateram os alemães e, inevitavelmente, outros estonianos. Assim, o conflito assumiu um caráter quase de guerra civil: homens da mesma aldeia, da mesma família ou da mesma geração se enfrentaram em campos de batalha distintos, sob bandeiras que não representavam verdadeiramente os interesses do povo estoniano. Em 1944, com o avanço soviético e a retirada alemã, a Estônia foi novamente ocupada pela URSS. Para os estonianos que haviam lutado ao lado da Alemanha, o fim da guerra não trouxe paz, mas repressão. Muitos foram executados, enviados a campos de trabalho forçado ou condenados ao silêncio e à marginalização. Durante todo o período soviético, apenas os veteranos que lutaram pelo Exército Vermelho foram oficialmente reconhecidos como heróis, enquanto os demais eram rotulados como traidores, independentemente de suas motivações reais. Com a restauração da independência em 1991, a Estônia passou a reavaliar essa história de forma mais ampla e dolorosa. Hoje, a narrativa predominante no país entende que os estonianos que lutaram em ambos os lados foram, em grande medida, vítimas de uma situação impossível, forçados a escolher entre dois regimes totalitários que negavam a existência de uma Estônia livre. A memória coletiva procura destacar o desejo comum de preservar a nação, evitando glorificar tanto o nazismo quanto o comunismo. Ainda assim, o tema continua sensível, gerando debates internos e tensões externas, especialmente com a Rússia, que acusa o país de reabilitar colaboradores nazistas. No fundo, a experiência estoniana na Segunda Guerra Mundial é lembrada como a história de um povo pequeno esmagado entre dois impérios, onde a tragédia maior não foi apenas a ocupação estrangeira, mas o fato de a guerra ter dividido os próprios estonianos, obrigando-os a lutar uns contra os outros por forças que jamais representaram plenamente sua pátria.
Dica de filme: "1944" (2015) retrata exatamente essa situação, metade do filme acompanhamos um grupo de estonianos que lutaram pela Alemanha e na outra parte um grupo que lutou pelo exército vermelho.
PS: PS: Curioso, não sabia que parte do sonho da liberdade estoniana incluía liquidar a população judaica local e colaborar até o osso com as atrocidades que os alemães cometeram
Só não falam nos colaborocionistas no holocausto... Pois é, praticamente a totalidade dos bálticos (não apenas estonianos, mas tbm lituanos e letões) q saudaram E se juntaram às forças alemãs foi por antisemitismo! Tanto, q no início da Operação Barbarossa a violência c/a qual essa galera brindou as populações judaicas locais foi tamanha q impressionou até os próprios alemães, incentivando-os.
"historia bem parecida com a Polônia, que sofreu calamidades dos dois lados!" Outro caso completamente diverso, q pese o forte antisemitismo polonês, poloneses eram tratados apenas um pouco melhor q os judeus, mas ainda sim considerados subhumanos pelos alemães, não havendo casos nem razão para se juntarem ao lado dos Nazis.
A situação da Estônia na Segunda Guerra Mundial foi uma das mais trágicas e contraditórias vividas por qualquer país europeu, porque o conflito colocou o próprio povo estoniano lutando em lados opostos, não por ideologia, mas por sobrevivência nacional. Após conquistar sua independência em 1918, a Estônia viveu pouco mais de duas décadas como Estado soberano. Essa independência terminou abruptamente em 1940, quando, em consequência do Pacto Molotov–Ribbentrop, o país foi ocupado e anexado pela União Soviética. A ocupação soviética foi marcada por prisões em massa, execuções e deportações para a Sibéria, atingindo especialmente oficiais, políticos, intelectuais e famílias inteiras. Para muitos estonianos, aquele período representou o fim brutal do Estado nacional recém-conquistado.
Quando a Alemanha invadiu a União Soviética em 1941, grande parte da população estoniana inicialmente viu os alemães como libertadores, não por simpatia ao nazismo, mas porque eles expulsaram o regime soviético que havia destruído a independência do país. Nesse contexto, dezenas de milhares de estonianos acabaram lutando ao lado da Alemanha, principalmente em unidades formadas por estonianos, como a 20ª Divisão da Waffen-SS. Para esses homens, o uniforme alemão era visto como um meio desesperado de impedir o retorno soviético e, na esperança, ainda que ilusória, de restaurar a soberania nacional. Ao mesmo tempo, a Alemanha nunca reconheceu a independência da Estônia, tratando o território como área ocupada, o que rapidamente frustrou essas expectativas.
Paralelamente, milhares de estonianos também serviram no Exército Vermelho. Alguns o fizeram por convicção ideológica, outros por lealdade à União Soviética, mas muitos foram simplesmente recrutados à força. Unidades estonianas integradas ao Exército Vermelho combateram os alemães e, inevitavelmente, outros estonianos. Assim, o conflito assumiu um caráter quase de guerra civil: homens da mesma aldeia, da mesma família ou da mesma geração se enfrentaram em campos de batalha distintos, sob bandeiras que não representavam verdadeiramente os interesses do povo estoniano.
Em 1944, com o avanço soviético e a retirada alemã, a Estônia foi novamente ocupada pela URSS. Para os estonianos que haviam lutado ao lado da Alemanha, o fim da guerra não trouxe paz, mas repressão. Muitos foram executados, enviados a campos de trabalho forçado ou condenados ao silêncio e à marginalização. Durante todo o período soviético, apenas os veteranos que lutaram pelo Exército Vermelho foram oficialmente reconhecidos como heróis, enquanto os demais eram rotulados como traidores, independentemente de suas motivações reais.
Com a restauração da independência em 1991, a Estônia passou a reavaliar essa história de forma mais ampla e dolorosa. Hoje, a narrativa predominante no país entende que os estonianos que lutaram em ambos os lados foram, em grande medida, vítimas de uma situação impossível, forçados a escolher entre dois regimes totalitários que negavam a existência de uma Estônia livre. A memória coletiva procura destacar o desejo comum de preservar a nação, evitando glorificar tanto o nazismo quanto o comunismo. Ainda assim, o tema continua sensível, gerando debates internos e tensões externas, especialmente com a Rússia, que acusa o país de reabilitar colaboradores nazistas.
No fundo, a experiência estoniana na Segunda Guerra Mundial é lembrada como a história de um povo pequeno esmagado entre dois impérios, onde a tragédia maior não foi apenas a ocupação estrangeira, mas o fato de a guerra ter dividido os próprios estonianos, obrigando-os a lutar uns contra os outros por forças que jamais representaram plenamente sua pátria.
Dica de filme: "1944" (2015) retrata exatamente essa situação, metade do filme acompanhamos um grupo de estonianos que lutaram pela Alemanha e na outra parte um grupo que lutou pelo exército vermelho.
PS: PS: Curioso, não sabia que parte do sonho da liberdade estoniana incluía liquidar a população judaica local e colaborar até o osso com as atrocidades que os alemães cometeram
Só não falam nos colaborocionistas no holocausto... Pois é, praticamente a totalidade dos bálticos (não apenas estonianos, mas tbm lituanos e letões) q saudaram E se juntaram às forças alemãs foi por antisemitismo!
Tanto, q no início da Operação Barbarossa a violência c/a qual essa galera brindou as populações judaicas locais foi tamanha q impressionou até os próprios alemães, incentivando-os.
"historia bem parecida com a Polônia, que sofreu calamidades dos dois lados!"
Outro caso completamente diverso, q pese o forte antisemitismo polonês, poloneses eram tratados apenas um pouco melhor q os judeus, mas ainda sim considerados subhumanos pelos alemães, não havendo casos nem razão para se juntarem ao lado dos Nazis.
Bom filme de guerra estoniano. Ótimas cenas de campo. Roteiro um pouco confuso.
Enfadonho
Muito arrojado,um dos desconhecidos filmes de guerra que me fizeram bem.As batalhas são constantes e a trajetória dos combatentes são extremos.
>Assistido em 22 de Fevereiro de 2022
-Dou nota 7/10
É um bom e incomum filme de guerra estoniano mas apesar disso não apresenta nada de novo ao gênero.