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Data de lançamento
18 Junho 2025Duração
Já se passaram quase três décadas desde que o vírus da raiva escapou de um laboratório de armas biológicas e, neste momento, mesmo permanecendo em uma quarentena implacável, alguns encontraram maneiras de existir em meio aos infectados. Um desses grupos de sobreviventes vive em uma pequena ilha conectada ao continente por uma única passagem fortemente defendida. Quando um dos grupos deixa a ilha em uma missão no coração escuro do continente, ele descobre segredos, maravilhas e horrores que provocaram mutações não apenas nos infectados, mas também em outros sobreviventes.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Quando saiu a notícia de que Danny Boyle e Alex Garland voltariam para a franquia depois de tanto tempo, eu fiquei descrente. Nunca tinha gostado do segundo filme (até assistir a uma versão foda, com uma edição bem diferente da época). E, décadas depois, o que se pode esperar do gênero?
O título nacional "Extermínio: A Evolução" (28 Years Later) é um porre; deviam ter mantido a tradução fiel " 28 Anos Depois " que mostra a linha original do tempo. Na primeira assistida, eu achei horrível. Esperava algo na pegada urbana e crua do clássico de 2002 e dei de cara com um apocalipse inglês meio Mad Max, num mundo ilhado, em ruínas e quase medieval. Achei estranho. Mas, justiça seja feita: ao rever o filme com a cabeça fria, a obra se revelou um grande filme apocalíptico.
Passados 28 anos do surto inicial, o filme acompanha uma família numa ilha fortificada na Grã-Bretanha. A comunidade sobrevive em ciclos rígidos, aproveitando a maré baixa para cruzar para a terra firme. A virada acontece quando o garoto Spike (Alfie Williams) descobre que o pai (Aaron Taylor-Johnson), que ele tinha como herói, estava traindo sua mãe doente (Jodie Comer), que sofre com um tumor cerebral. Puto e decepcionado, o menino pega a mãe e foge em busca de uma cura, encontrando um mundo doente, mas com um curador no meio dele.
Ralph Fiennes surge como um primata em meio ao apocalipse. Ele vive um médico eremita sobrevivente, isolado num templo feito de ossos. O cara se cobre de mercúrio para afastar contaminações e estuda os zumbis com uma visão quase religiosa e bárbara de honrar os mortos enquanto os analisa. A relação que se cria ali traz um peso dramático e filosófico totalmente novo para a franquia. A humanidade do Dr. Kelson era um assombro luminoso esquecido em meio ao fim da sociedade. A forma como ele lida com o problema do jovem Spike supera qualquer ato de um homem em meio ao caos daquela ilha. Foi triste e, ao mesmo tempo, belo o que ele fez pela mãe do garoto.
O filme entrega sequências de tensão absurdas. A primeira saída do menino com o pai já mostra a correria desesperada contra os infectados, com a introdução do novo "Zumbi Alfa" que eleva o perigo no longa. A cena angustiante em que o garoto dorme de cansaço quando deveria vigiar e a mãe, mesmo debilitada, foi de tirar o meu sono. Também tem o triste fim do soldado esquecido, massacrado pelo Alfa, uma coisa quase trash. Mas o desfecho, unindo o sacrifício da mãe e o aprendizado do garoto com o personagem de Ralph Fiennes, deixa uma marca profunda e inesperada para a franquia, que parecia ser apenas mais uma correria louca de zumbi querendo cérebro.
"Extermínio: A Evolução" pode ter dividido opiniões no lançamento pela mudança drástica de tom, mas é um retorno de respeito de Danny Boyle ao gênero que ele próprio reinventou. O filme dá uma mordida na expectativa clichê do cinema de zumbi de hoje, entregando uma história com algo a mais que as outras estão longe de ter. Que venham mais 28 alguma coisa!
O cara esperou anos pra fazer um filme ruim desse, é tudo menos de zumbi!
O cara inventou zumbi que transa, que engravida, que lidera, que o corpo não se deteriora, e ainda por cima fica dando foco no pênis do zumbi o tempo todo, e diga-se de passagem é um zumbi bem dotado, pelo menos isso
Ou seja, ele destruiu o conceito de zumbi completamente, esse filme é tudo menos de zumbi.
E como se não bastasse, o moleque leva a mãe pra ser sacrificada e virar monumento de um médico mórbido, no fim encontra um outro grupo de adolescentes metidos a malandros!
Bem diferente dos dois primeiros.
Possui suas qualidades, mas a impressão que fiquei é de que o filme não se resolve em relação ao que quer contar. Começa uma trama, depois enverga para outra e, no fim, os personagens agem de forma diferente daquilo que foi estabelecido no começo.
É uma boa sequência do primeiro, de certa forma. Mas o malabarismo de narrativa feito, a tentativa desesperada de ressignificar a história que já estava sendo contada para colocar a visão própria do diretor ou roteirista do filme e a aura cansativa que se estabelece ao longo da história deixam ele distante daquilo que a franquia havia apresentado de melhor.
Filme com potencial imenso jogado no lixo. Não dão tempo para bons personagens serem explorados e outras tramas serem reveladas. Fica tudo muito corrido. No fim, sobra apenas a história de um menino que nasceu em um apocalipse zumbi e parece não ter noção alguma disso. Uma pena ser tão vago e mal desenvolvido.
24/06/26 (inglês)