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Pinocchio 964, um escravo sexual ciborgue, é jogado fora por seu donos por não conseguir realizar os fins pelos quais eles o haviam comprado. Ele então torna-se amigo de uma garota sem-teto que tem pensamentos criminosos. Enquanto isso, a empresa que produziu o ciborgue planeja recuperá-lo e destruí-lo.
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O filme é mais um exercício experimental conceitual do que uma narrativa linear, embora seja dotado de enredo. É uma representação das relações humanas, da caoticidade do meio urbano e do completo absurdismo tecnológico.
O experimentalismo aumenta conforme o filme progride.
Existe uma forte crítica à dominação antiética da tecnologia, à sobreposição do lucro ao orgânico e também à corrupção, além de valorização do intelecto acima de quaisquer outros preceitos mesmo em momentos de crise.
Muito metal, ruído, violência, sexo, tecnologia e colapso psicológico juntos.
A cena do supermercado é um clássico. A primeira manifestação de Pinocchio como ser humano.
A incessante repetição maternal dos comportamentos de Himiko para com Pinocchio é comicamente didática e a atuação beira o teatral. É muito bonita. A casa de Himiko assemelha-se a um palco onde vemos a dinâmica dos dois florescer.
A câmera em perspectiva faz o espectador sentir-se na própria Tóquio. Eu sempre acho o máximo filmagens no meio de transeuntes, ainda mais quando apresentado dessa forma visceral como no filme haha
Contribui pro aspecto teatral, agora de intervenção.
Mais apoio pela freneticidade visual e ângulos desfavoráveis nos rostos de atores, por favor!
A estética anos 90 com o "cyberpunk retail store" deixa tudo muito charmoso, da melhor forma possível.
A atriz que interpreta Himiko faz um overacting que ao mesmo tempo é muito convincente. Todos os personagens deste "teatro dos absurdos" são caricatos, porém de uma forma muito honesta para com o filme. O ator que interpreta o "Pinocchio" é absurdamente cru e visceral. Nem imagino o quão desgastante foram as filmagens.
O melhor exemplo dessa abordagem de atuação é a famosa cena de Himiko na estação de metrô.
O humor me lembrou o (bem mais recente) absurdismo de Shintaro Kago.
Tem uma influência violenta de Cronenberg também.
Quem é habituado ao nansensu japonês vai se deliciar. Tá todo mundo loco.
Façam um favor a si mesmos: vejam as cenas dos créditos, haha
pensei em muitas coisas enquanto assistia, mas vou resumir com:
meudeus.
Frenético e esteticamente muito interessante. Tem uns takes completamente malucos, mas muito legais e inventivos. As cenas em locais públicos, com as reações reais das pessoas, são ótimas.
O problema é que a narrativa é tão doida e bizarra que passa do ponto e fica chata e bem cansativa.
25/03/2025
Loucura total
emocionante