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Últimas opiniões enviadas

Posto 24h
1 semana atrás

O filme é mais um exercício experimental conceitual do que uma narrativa linear, embora seja dotado de enredo. É uma representação das relações humanas, da caoticidade do meio urbano e do completo absurdismo tecnológico.
O experimentalismo aumenta conforme o filme progride.
Existe uma forte crítica à dominação antiética da tecnologia, à sobreposição do lucro ao orgânico e também à corrupção, além de valorização do intelecto acima de quaisquer outros preceitos mesmo em momentos de crise.
Muito metal, ruído, violência, sexo, tecnologia e colapso psicológico juntos.

A cena do supermercado é um clássico. A primeira manifestação de Pinocchio como ser humano.
A incessante repetição maternal dos comportamentos de Himiko para com Pinocchio é comicamente didática e a atuação beira o teatral. É muito bonita. A casa de Himiko assemelha-se a um palco onde vemos a dinâmica dos dois florescer.
A câmera em perspectiva faz o espectador sentir-se na própria Tóquio. Eu sempre acho o máximo filmagens no meio de transeuntes, ainda mais quando apresentado dessa forma visceral como no filme haha
Contribui pro aspecto teatral, agora de intervenção.
Mais apoio pela freneticidade visual e ângulos desfavoráveis nos rostos de atores, por favor!
A estética anos 90 com o "cyberpunk retail store" deixa tudo muito charmoso, da melhor forma possível.

A atriz que interpreta Himiko faz um overacting que ao mesmo tempo é muito convincente. Todos os personagens deste "teatro dos absurdos" são caricatos, porém de uma forma muito honesta para com o filme. O ator que interpreta o "Pinocchio" é absurdamente cru e visceral. Nem imagino o quão desgastante foram as filmagens.
O melhor exemplo dessa abordagem de atuação é a famosa cena de Himiko na estação de metrô.

O humor me lembrou o (bem mais recente) absurdismo de Shintaro Kago.
Tem uma influência violenta de Cronenberg também.
Quem é habituado ao nansensu japonês vai se deliciar. Tá todo mundo loco.
Façam um favor a si mesmos: vejam as cenas dos créditos, haha

Posto 24h
½
1 semana atrás

O filme é uma grande ode ao gênero italiano "giallo" e apresenta um sequenciamento de estudos estéticos a partir de diferentes abordagens e características que marcaram o movimento. Mais que uma narrativa linear, é um exercício de semiótica montado de forma fragmentada.

A passagem de Ana criança talvez seja para muitos o ápice do filme, embora eu prefira a segunda parte. Na anterior, testemunhamos Ana entrar em conflito com seres fantásticos, desenvolver traumas e processar o luto de seu avô. Cortes curtos, rápidos e multicromáticos acompanham a jovem lutando por sua integridade. Tudo muito barulhento, com ranger de portas e olhares atrás de fechaduras despertando a sensação de vigilância constante (que não inibem a jovem). Ana está sendo observada e simultaneamente aprendendo a observar.

A cena de Ana (agora adulta) caminhando com sua mãe é um show à parte. Ilustram as embaraçadas linhas afetuosas e os chamados individuais da carne. Tudo sendo filmado como um comercial de perfume da Ralph Lauren. O filme todo exala e emana "desejo".
Existe a total dominância do olhar sobre tudo, como se a visão fosse quase um estudo sociológico. Habilidade essa, que Anna adquiriu ainda na infância e é compartilhada pelas outras personagens.
Existe um certo primitivismo também que beira o frenético.
Ânsia do que?
Tudo é fisiológico. Tudo é tentação (e proteção e libertação).
Até um pente fino vira organismo vivo.
Há uma cena de percurso em um automóvel com as janelas abertas e Ana sentada em bancos de couro. Mais um comercial, dessa vez filmado por Kenneth Anger.

Os cortes presentes nas cenas com Ana refletem-se da infância para a vida adulta transmitindo uma constante lembrança. Lembrança da rigidez do solo, das roupas ao vento e a iluminação multi cromática.
Focos diretos e delimitados a fim de expressar tais estados de espírito.
Violência muito delicada.
Êxtase natural (e estético).

Posto 24h
½
2 semanas atrás

A premissa é ótima.
Um advogado de casos pequenos (Kevin, representado por Will Forte) recebe (involuntariamente) uma oportunidade única: promover justiça, no caso, contra BigTechs (representadas pela ACME). O julgamento e o senado caricatos têm uma forte conotação crítica também.
Conforme vamos investigando, a proporção do caso aumenta, como acontece em episódios de grande repercussão legal.
Coyote é a fonte de muitas risadas. Ele é mais complexo do que parece; passa (e promove) por um turbilhão de emoções junto de Kevin e a sobrinha estagiária dele. O trio forma um time perfeito.
John Cena apresenta uma grande atuação como um dos antagonistas. Figurão.
Achei a participação de outros membros da trupe do Looney Tunes totalmente dispensável. O secretário do John Cena não convence muito também. Piu-piu atua melhor que ele. Outros membros do escritório de Kevin também não causam uma grande impressão.
Explosões, perseguições, mais explosões e, obviamente, muitas marteladas animadas. Rendeu boas risadas. Coyote se comunicar por cartazes foi genial.
Animação muito bonita, mesmo que um pouco caótica! Coyote se movimenta anatomicamente como nos desenhos clássicos e a combinação entre real + ilustrado fluiu sem muitas distrações pra mim (totalmente leigo).
Um bom filme. Plot legal para um adulto se entreter e ao mesmo tempo fácil para a criançada se engajar também. Aberto para todos os públicos.

ps. O discurso final do Frangolino é de arrepiar.

  • Filmow 4 dias atrás

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