Dirigido por
Data de lançamento
20 Maio 1998Duração
Dirigido por Lars von Trier, seu primeiro filme feito de acordo com os princípios do Manifesto Dogma 95. Também conhecido por Dogma 2, o filme é a segunda parte da trilogia de Trier Golden Heart, que inclui Ondas do Destino (1996) e Dancer in the Dark (2000). O filme é sobre um grupo antiburguês que propõe a procura do seu "idiota interior" como uma forma de se libertar de inibições. Assim, esses jovens intelectualizados decidem se comportar em público como se tivessem problemas mentais para desestabilizar a ordem dos lugares pelos quais passavam. Os membros do grupo referiam-se a esse comportamento como "paranoia" (spaz, em dinamarquês), uma tentativa de fugir do tratamento dado pela sociedade em geral à sua inteligência, considerado pouco criativo e desafiador. A introvertida Karen conhece o grupo por acaso, mas gosta da ideia de não precisar ser "normal", de não seguir convenções e expectativas, e passa a acompanhar o grupo nos estranhos programas que fazem. Mas será que eles mesmos aceitam as idéias que defendem?
Filme insuportável, como tudo o que esse diretor faz. A única coisa que ele sabe fazer são cenas de sexo (possivelmente para suprir uma tara própria) e posar de diferentão. Não há enredo, apenas desconforto pelo desconforto.
Apesar da ideia brilhante e original, a execução aqui deixou a desejar, deixando o filme por vários momentos muito idiota ( no mal sentido), apesar da parte crítica ser de extrema importância. Nota 6,0.
Só sei que me apaixonei pela Susanne.
Sou grande fã do diretor, e Os Idiotas foi talvez o filme mais dificil dele de assistir, por mais que eu reconheça que exista na base do texto um teor psicológico, eu não acho que a execução seja completamente bem sucedida, até porque aparentemente, o diretor estava muito mais interessado no humor involuntário, no humor pelo constrangimento do que causar grandes questionamentos filosóficos. Tenho para mim que muito do que foi encenado é improvisação dos atores pq é um roteiro quase inexistente. No geral achei um filme entediante. Os 11 minutos finais são Lars Von Trier em essência... É brutal e bonito ao mesmo tempo. Nós conseguimos rapidamente se conectar, humanizar e justificar as motivações dessa personagem em específico, o que infelizmente não ocorre com os outros. Não acho que seja um filme ruim, só por ser extremamente desconfortável, ele já é interessante, mas eu jamais o veria novamente.
Esse filme foi feito pra ser incômodo, para ter momentos desagradáveis e acho que nisso ele acertou, pois provoca a gente como espectador, faz a gente sair do lugar passivo voyerista e nos coloca no meio do furacão. Ele procura mostrar as questões de um grupo inteligente porém com tempo suficiente para se sentirem livre para performar a "idiotez" deles, inclusive, me incomoda o termo idiota ser relacionado aos deficientes mentais, mas entendo que o filme é dos anos 90 e talvez até isso seja uma provocação. O mesmo estranhamento e questionamento da Karen, a única do mundo "real" ali, é a que provavelmente fazemos ao longo do filme.
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Achei ótima a linguagem e forma como foi feita para gerar essa estranheza e esse hiperrealismo proposto pelo Dogma 95. Fazia tempo que não via um filme que me tirasse tanto da minha zona de conforto e fizesse refletir sobre os temas apresentados.