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Filmaço! Uma fábula moderna, crua, amarga e, ainda assim, extremamente saborosa. De uma energia caótica completamente fascinante e envolvente, o que já é bem característico nos projetos de Sean Baker. Recheada de humor ácido, muitas vezes beirando o constrangimento e desconforto, numa verdadeira montanha-russa de sensações. Madison está deslumbrante. Não sabia muito o que esperar - e o trailer esconde muita coisa - então fui positivamente surpreendido. Pra quem gosta de filmes nessa vibe amarga e caótica, é um prato cheio.
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Olá! Desculpe-me a demora pra responder, entro pouco aqui só pra atualizar a lista haha sou de Cuiabá/MT, e você?
hey! tenho sim: @daeflower
Queria ter gostado mais. Mas não posso dizer que não amei.
Wagner Moura está incrível, com uma atuação de grandeza merecida, exalando a naturalidade e a versatilidade que o tornam um dos maiores que temos.
O roteiro é um mergulho em camadas: um banquete de referências à cultura brasileira e recifense dos anos 70, cheio de homenagens ao cinema e à estética dos filmes de espionagem da época.
A direção de arte e a fotografia são um espetáculo à parte: cores, texturas e uma brasilidade quente, quase tátil, que faz a gente se sentir dentro dessa obra tarantinesco-tropicalista.
Mas o que mais me conquistou foram os personagens: todos muito bem formatados, quase caricatos, cheios de carisma e personalidade. Cada um traz um tempero diferente e nos mantém envolvidos e curiosos com a trama. Destaque absoluto pra Dona Sebastiana, com uma força magnética que rouba cada cena.
O final me soou anticlímax, não foi do meu agrado num primeiro momento, mas depois percebi o sentido: uma quebra proposital que reforça o tema central sobre memória, registro e o peso de não conhecer a própria história.
No fim, Agente Secreto é cinema de alto nível: divertido, provocante, esteticamente deslumbrante e intensamente brasileiro.