Quemuel Assis
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Estes são os meus filmes e séries favoritos

Nenhum filme favorito.

Últimas opiniões enviadas

Quemuel Assis
½
2 meses atrás

Honra adequadamente o espírito do Superman, ao contrário do Zack Snyder, embora bem inferior à fotografia megalomaníaca e escatológica de seu antecessor. Soa cartunesco, como um retorno à Era de Prata, mas isto parece um respiro tradicional para um herói clássico. A escolha estética parece homenagear séries animadas dos anos 90 e 2000, como também quadrinhos do início dos anos 2000. Referências a Grandes Astros ganham meu coração, além da boa influência do melhor de Smallville. Krypto é um ponto forte, gerando conexão e ressaltando ainda mais o aspecto cartunesco. Lex Luthor está ameaçador, ao contrário de suas representações cinematográficas anteriores, mesmo com atores maravilhosos como Hackman e Spacey. Porém, ainda soa inferior ao Rosenbaum, especialmente na construção (que naturalmente é melhor em uma série) e em dado nível de frieza que faltou ao Hoult. Mas o saldo é muito positivo, especialmente após o fiasco de Eisenberg. Os outros vilões são úteis à trama, mas esquecíveis. O "Ultraman", para não dar spoiler, pode vir a se tornar um vilão mais interessante no futuro. Lois Lane muito bem representada; Jimmy Olsen também - e como fez falta nos filmes anteriores. David Corenswet captou muito bem a essência do Super e do Clark em sua interpretação, com o adendo de um Superman inexperiente e excessivamente ingênuo. Não chega perto do Christopher Reeve, mas honra o legado. A decisão a respeito de Jor-El e Lara é polêmica, mas nada que se aproxime da péssima decisão a respeito de Johnatan Kent em Homem de Aço. Não interfere relevantemente na moral do herói, que foi construída pela sua criação humana. Moral esta que está representada magistralmente, até no cuidado com todo tipo de criatura. Sinto por Henry Cavill ter pegado roteiros que não repeitavam a essência do Superman, pois me agradava mais na estética. Mas David finalmente volta a trazer o Superman dos quadrinhos ao cinema, depois de décadas de filmes tentando responder à pergunta "Como adaptar o Superman para que ele não pareça tão Superman?". E certamente quem não gosta do Superman sendo Superman não gostará deste filme.

Quemuel Assis
2 meses atrás

Com a proposta de apresentar um contraponto moral em relação ao Superman de David Corenswet, Supergirl é um filme que empolga pouco, mas decepciona menos. Milly Alcock está bem no papel, sem muita exigência na atuação, mas consegue passar o espírito quebrado da heroína nesta versão. Curiosamente, está maravilhosa em algumas cenas e estranha em outras, o que pode ser uma questão de ângulo ou até uma decisão criativa no contexto psicológico que se reflete na aparência em certos momentos. A fotografia é superior à de Superman, com cenas da Supergirl nos ares que soam como pôsteres animados. Mas o pouco uso do traje acaba sendo um ponto negativo. Krypto rouba bem menos a cena do que em Superman, até pela premissa do filme, que parece justificável pela explicação do apego emocional ao cachorro em flashbacks. Estes que são uns dos pontos mais altos do filme, sendo bem-sucedidos em estabelecer a origem e o background da heroína. O discurso de Zor-El não repete o erro do Jor-El de James Gunn. Poderia explorar melhor sua influência de "Os Últimos Dias de Krypton", ao menos com uma mínima citação de Zod e suas tentativas de invasão que poderiam ser exploradas no futuro. Mas permanece como ponto positivo, pela fidelidade à história de Argo City, a introdução da kryptonita e o espaço futuro à introdução do Brainiac, com a integração de Argo à cidade encolhida de Kandor e o arco da Nova Krypton, num futuro mais distante. Lobo é um ponto alto com forte apelo visual e Momoa realmente parece ter nascido para o papel, porém a participação soou mais como um fanservice do que como um ponto relevante para a história. História que pareceria facilmente resolvida se Krypto fosse levado próximo a um sol amarelo e tomasse leite, pela premissa do filme. O vilão é a parte mais descartável do filme, mas ao menos tem algum nível de personalidade, ao contrário de outros filmes de heróis que costumam apresentar brutamontes resumidos a frases de efeito e massaveismo. O visual soa meio roubado de Guardiões da Galáxia, como outros aspectos do filme. Alguns aliens, porém, soam mau feitos. Os alívios cômicos são bem sucedidos. O ponto mais baixo do filme é a escolha moral final da personagem, depois de toda uma construção de discurso contra a vingança, o que facilmente tira uma estrela do filme. Neste sentido, aproxima a Supergirl mais do Superman de Henry Cavill do que de Corenswet, que segue maravilhoso neste filme, cumprindo bem sua posição de primo mais velho responsável e cringe. A personagem que busca a vingança por sua família serve apenas como uma âncora moral para Kara, mas é tão esquecível que não lembro seu nome, embora repetido várias vezes num discurso decorado. Por fim, o filme é bom, mas nada muito memorável. Empolga mais pela abertura de coisas a se explorar no futuro, o que exige algum nível de noção dos quadrinhos e pode não alcançar o público geral, justificando o fiasco na bilheteria. Pela qualidade, porém, não merecia uma bilheteria tão baixa.

Quemuel Assis
½
2 meses atrás

Os filmes que vieram depois podem contaminar um pouco a lembrança deste, mas eu me lembro de assistir por 3 vezes seguidas quando lançou, além de algumas outras desde então. É certo que, até hoje, este é o filme que melhor captou a força e presença do Superman, mesmo falhando deliberadamente em captar sua essência. As cenas de luta são empolgantes e às vezes até cansativas, mas sempre acompanhadas por uma fotografia megalomaníaca e escatológica que reflete um cenário verossímil na luta entre quase-deuses. Verossimilidade que nasceu da influência de Nolan, em quem Snyder se inspira, mesmo tentando trazer um blockbuster de explosões e lutas fantásticas nos ares. Dá para se sentir em um (ótimo) videogame. O problema é que os aspectos mais distintos do Superman ficam em segundo plano, como a preocupação com os civis no meio da luta com prédios caindo a todo momento, ou a decisão moral do final que se propõe como impossível, mas parecia muito evitável. Talvez aí por influência também da decisão moral do Johnatan Kent no flashback, que também se propõe como uma dicotomia impossível que soa extremamente evitável, não tendo nem de perto a profundidade da lição que os quadrinhos ou a adaptação em Smallville, por exemplo, passam. Apesar disso, Lois Lane é um ponto muito positivo. Amy Adams está maravilhosa, mesmo que seu convencimento e paixão soem um pouco forçados. Krypton e Jor-El estão muito bem representados, apesar da fixação por objetos fálicos; e Zod e Faora estão ameaçadores e bem construídos. A cena de introdução dos vilões beira o terror psicológico, os visuais bem trabalhados e a atuações impecáveis. Em atuação, o ponto mais baixo é o próprio Henry Cavill, que ganha pontos estéticos, mas resume a atuação a franzir a testa, gritar ou sorrir. Porém, não prejudicou em nada, a não ser, talvez, por seu Clark Kent. Outros personagens soam genéricos, mas é interessante ver a dinâmica do Exército trabalhando com o Superman, e sua declaração de não submissão a eles. O filme é empolgante e visualmente maravilhoso, mas seria certamente ainda melhor se não tivesse vergonha de ser um filme do Superman.

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