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Data de lançamento
10 Junho 2013Duração
Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?
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Temos o pontapé do Universo DC com Snyder!
O início deste filme é um problema, principalmente em relação à montagem. Nessa tentativa de ir e voltar do passado — talvez para não cansar o público com uma história mais linear — acaba falhando: cansa e ainda torna confusas as linhas do tempo.
Zack Snyder começou a carreira dirigindo videoclipes, e isso fica evidente aqui. Parece que cada cena precisa ser épica, o que faz o filme parecer caricato em muitos momentos, porém gera takes bonitos e ótimas fotografias dignas de capa de caderno.
A atuação de Henry Cavill (Superman), se não é boa, ao menos não estraga o filme. Amy Adams (Lois) também funciona. Contudo, quando estão juntos, revelam mais uma falha de roteiro: a construção do casal não convence. Já Zod (Michael Shannon) não compromete, mas também não gera empatia. A verdade é que tudo é muito mediano.
As grandes qualidades deste filme estão na trilha sonora — mais uma vez entregue a Hans Zimmer, que não decepciona — e em talvez a melhor cena ao longo das mais de duas horas: o primeiro voo do Superman. É realmente daquelas que te empolgam e te fazem lembrar que ainda é um filme de herói. E as cenas de luta? Aí sim temos algo impecável feito por Snyder: tudo tem muito impacto e é muito bem fotografado.
Se a luta em si é muito bem coreografada, também traz um problema moral sério ao personagem. Superman sempre foi conhecido por seu amor à vida e por proteger todos os seres vivos ao seu redor. Vê-lo lutando no meio da cidade sem parecer se importar com os humanos que ali estão denigrem fortemente sua obra original e caracteriza uma adaptação, no mínimo, controversa.
Para piorar, temos mais uma decisão narrativa polêmica no fim: Superman matando. É sem sentido. Até aquele momento, ele parecia não se importar com as vidas perdidas durante a luta e, de repente, alguém se lembrou: “ei, o Superman se preocupa com os seres humanos”. Além de uma mudança abrupta de personalidade, sendo o mais gentil possível na avaliação, é questionável colocar no primeiro filme da franquia uma decisão dessas.
O Homem de Aço, no fim, é um filme mediano em quase tudo o que se propõe. Empolga com as cenas de luta e com a trilha sonora, mas modifica todos os valores morais de suas histórias em quadrinhos. É bonito, é épico, é caricato e, às vezes, até vazio de Superman.
Não gosto do universo de “super-heróis”, salvo algumas exceções: Batman (Nolan), Coringa, Logan, Watchmen e O Justiceiro.
Porém, esse Superman me agradou, principalmente pela primeira hora de filme. Questões existenciais bem latentes e uma boa analogia com Jesus Cristo.
Agora, nem tudo são flores. A relação dele com a Lois Lane achei mal construída e, na segunda metade do filme, a transformaram quase numa super-heroína.
Aquela questão da “mente” do pai armazenada num chip facilitou demais a narrativa. Tanto para explicar todo o contexto do filme quanto para salvar a Lois.
Sem contar que achei os diálogos muito expositivos. Mas entendo que é para conversar com seu público, e não comigo.
Na primeira metade, pensei: esse filme vai entrar pra minha prateleira de exceções.
Uma pena que na segunda metade caiu muito.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2013:
Quando fui em 2006 ao cinema assistir SUPERMAN – O RETORNO, fui na esperança de sair de lá maravilhado. Também pudera, eu como um produto dos anos 80, cresci acreditando que o super-homem fosse o Christopher Reeve, e por conta disso gostei da cautela na escolha do Brandon Routh e da reutilização do tema original - como se tudo realmente fosse a continuação do legado. Inclusive esses detalhes seriam bons motivos para que “o retorno" então me cativasse - pena que faltou plausibilidade ao plano do Lex Luthor, o que tornou seu desfecho bastante anticlimático.
Além de tudo, o cinema norte americano tem um problema: ao mesmo tempo em que o seu abarcamento mundial funciona pela massificação cultural e o víeis financeiro, também cria uma rigidez dentro daquilo que ele mesmo usa para se alimentar. O Superman de 2006 foi idealizado com essa problematização, via o respeito de um diretor pelos filmes anteriores que, para não contrariar sua própria cultura, optou por fazer uma transição bem segura.
Como em 2006 não deu certo, em 2013 o diretor Zack Snyder formatou o seu com maior ousadia. Não quero dizer que esse novo HOMEM DE AÇO consegue se livrar totalmente do estigma mercantil cultural tão enraizado na consciência coletiva - Mas se for dado algum mérito ao diretor, seria por ao menos pensar nessa ruptura. Não só pelo estigma mitológico, ele sabe que o Superman em si é um personagem problemático para atualidade onde o mundo não compra mais aquela ideia de um herói limpinho, ainda mais enrolado na bandeira dos Estados Unidos. A opção, então, foi sujar o Superman só um pouquinho.
Esse novo Superman é assim, dentro de sua escala individual de preferências, por exemplo, dessa vez ele deixa que o genocídio aconteça. O roteiro e o diretor fazem o esforço para dar um tom mais realista, mas tem dificuldades porque o filme precisa ser espetaculoso para suprir a ansiedade de uma geração que gosta de ver muita destruição de CGI em massa. Isso está dentro desse novo modelo para filmes com super-herói, que pretende trocar a fantasia pelo realismo frente ao medo de que o produto se torne só infantil. No fim a nova Lois Lane da Amy Adams é uma fofa e Clark Kent do Henry Cavill um bobo sem o carisma angelical... portanto, para aquelas crianças (eu) que faziam capas com toalhas de mesa muda alguma coisa? Não! O Superman ainda é o Christopher Reeve.
Avaliação em nota: 5.7
25 Jul 2026
Coisa mais linda 🥰
28 Jun 2026
Melhor filme de super herói já feito