Kleber de Paula
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Estes são os meus filmes e séries favoritos

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Últimas opiniões enviadas

Kleber de Paula
2 dias atrás

Quando assisti a Capitão América: O Primeiro Vingador, imaginei que a Marvel tentaria emplacar a Peggy Carter (Hayley Atwell). E, desde que conseguisse escrever uma trama concentrada, sem grandes eventos épicos, poderia dar certo.

Ambientada na década de 40, a produção de arte é a primeira digna de elogio. É muito boa: desde os figurinos até a fotografia captada pela direção. Haverá inúmeras cenas belíssimas, com ótimos enquadramentos que demonstram cuidado de quem fez.

A direção acerta na maior parte do tempo, digo na maior parte porque ainda erra, e esses erros são visíveis. É a coreografia de luta às vezes forçada, outras vezes escurecida, talvez justamente para não evidenciar a falta de orçamento. Umas voltas que não levam a lugar algum, que algumas vezes você sentirá quando assistir.

Por outro lado, o texto não é ruim e, casado com uma trilha sonora da época, funciona. Ora é bastante criativo na hora de desenvolver seus planos e seus personagens; ora parece preguiçoso, principalmente no episódio final.

Contudo, se tem um ponto alto nesta série que realmente se destaca, são as atuações de Hayley Atwell (Peggy) e James D’Arcy (Jarvis). A dupla dá certo durante a temporada toda: é divertida e contrastante por suas personalidades. Jarvis tão gentil, leve e elegante; Peggy tão brava, sisuda e mal-humorada. Gera ótima dinâmica e tende a tirar risos de você.

Entretanto, os antagonistas deixam um sabor agridoce. Dottie, uma Viúva Negra, consegue passar medo e perigo enquanto está em tela. Dr. Ivchenko também é persuasivo e cai mais para o vilão discreto que trabalha nas sombras.

O problema nisso tudo é que a série vende como vilão a grande organização Leviatã. E tudo o que vemos são esses dois com destaque. O início ainda coloca um outro assassino, mas no geral o grande Leviatã está vindo… e são só esses dois mesmo? Aparentemente sim.

O que fez toda a promessa do início da série ser até pequena demais. Eu não esperava algo gigante, mas precisava reduzir o Leviatã em tão pouco?

Enfim, a primeira temporada de Agente Carter é redonda, funciona. Possui falhas de grandeza que podem frustrar se você vier com a mente de algo minimamente grandioso. Porém, dentro do que executa, o faz bem e, principalmente, revela dois bons personagens para o futuro do MCU: Peggy e Jarvis. Enquanto estão em tela, fazem essa série valer a pena.

Kleber de Paula
4 dias atrás

Tim Burton traz de volta aquela atmosfera mórbida e gótica tão presente em seus trabalhos e que combina perfeitamente com a estética da Família Addams.

A sua direção é eficaz e, quando se trata de fotografia, temos boas capas de caderno nesta série. Em alguns momentos veremos excelentes planos de fundo e enquadramentos realmente surreais de tão belos. Ele sabe captar ótimos takes de dias nublados.

O ritmo dos episódios é muito bom de acompanhar. Dificilmente você sentirá cansaço pela trama. E se tem alguma coisa que está um pouco abaixo, fique por conta do CGI padrão de série, que em alguns momentos acaba se escondendo em telas escurecidas.

Mas nada disso funcionaria se não fosse por Jenna Ortega. Ela realmente encarna a Wandinha Addams. É um daqueles casos em que a atriz se casa com o papel.

Rouba cena em inúmeros episódios. Se você, assim como eu, acompanhou a clássica Família Addams, sentirá que o legado foi respeitado nesta primeira temporada.

Destacam-se também Emma Myers (Enid), Hunter Doohan (Tyler), Percy Hynes White (Xavier), Gwendoline Christie (Diretora Weems) e Jamie McShane (Xerife Donovan). Eles carregam boa parte dos episódios e formam a trupe de coadjuvantes da Wandinha.

Óbvio que preciso dar destaque para as participações especiais dos personagens clássicos, como Morticia (Catherine Zeta-Jones), Gomes (Luis Guzmán), o Tio Fester (Fred Armisen) e, claro, a Mãozinha (Victor Dorobantu). Quando aparecem, são ótimas cerejas de um bolo muito bem produzido.

O enredo funciona a maior parte do tempo e tem ótimas reviravoltas que vão te surpreender. Porém, chamo atenção para um ponto negativo: a conveniência de roteiro. O uso da clarividência por parte da Wandinha é puramente preguiça de roteiro e, infelizmente, será utilizado durante boa parte da primeira temporada.

Quando o roteiro engata e precisa de um movimento para avançar, usa clarividência. Quando não, faz personagens com mínimo de vínculos trazerem pistas para o progresso da personagem. Não é ruim o roteiro, muito pelo contrário, tem bom ritmo, mas apresenta esta falha de conveniência.

Wandinha, primeira temporada, é reviver a nostalgia da Família Addams e novamente se apaixonar pelo gótico em tela. Uma ótima aventura muito bem esculpida por Tim Burton e interpretada por Jenna Ortega.

Kleber de Paula
1 semana atrás

Até as pessoas erradas podem ter seu dia de herói!

O Esquadrão Suicida tenta rebootar ou sequenciar o filme anterior. Digo isso porque não parece ser um reboot puro, existem referências à versão de 2016, porém há claramente uma tentativa de fingir que aquilo não aconteceu, mesmo tendo acontecido.

E para isso aposta novamente em Margot Robbie (Arlequina) e Joel Kinnaman (Rick Flag) com sua nova trupe. E digamos que tem algo absolutamente bom aqui.

Idris Elba (Sanguinário), John Cena (Pacificador), Daniela Melchior (Caça-Ratos 2), David Dastmalchian (Bolinha) e Sylvester Stallone (a voz de Tubarão-Rei) funcionam muito melhor em tela do que a equipe do primeiro filme, uma vez que não ficam se repetindo tentando passar uma imagem de família sem parecer uma.

A direção de James Gunn também não fica atrás. Aliás, este tipo de filme é exatamente aquele em que o diretor se tornou um sucesso: um grupo de desajustados que, por circunstâncias, se juntam para salvar o mundo, neste caso, um país. Guardiões da Galáxia e Scooby-Doo são provas de que ele lida muito bem com essa dinâmica.

O filme diverte ao longo do caminho. Dificilmente te cansará: até as piadas que não funcionam passam rápido e logo engata outras.

Os personagens são bem carismáticos, para o bem e para o mal. É difícil não gostar da Caça-Ratos ou mesmo do jeito rabugento do Sanguinário.

Do mesmo modo, é difícil não odiar certos personagens que tomarão atitudes bem questionáveis e gerarão o plot do filme.

O Esquadrão Suicida trabalha muito bem a dinâmica de equipe. É engraçado, é épico nas cenas de ação e possui personagens extremamente carismáticos. Um grande acerto da DC.

  • Filmow 2 semanas atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow