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Vamos lá: quando falamos de cinebiografias, hoje dá pra perceber dois caminhos bem claros. Um mais autoral, que busca linguagem própria, assume riscos e não evita os lados mais espinhosos do biografado — como em Elvis, Rocketman ou I'm Not There. E outro mais tradicional, mais “chapa branca”, que recorta momentos da vida sem entrar em grandes polêmicas, muitas vezes com participação direta de familiares ou do próprio espólio, como Bob Marley: One Love, Bohemian Rhapsody e Amy.
O filme sobre Michael Jackson claramente segue esse segundo caminho. E não é um filme ruim. Pelo contrário: é até uma missão difícil dar conta da grandiosidade da vida e da obra dele — e só o uso das músicas já cria momentos naturalmente empolgantes. Como homenagem, funciona. Quem é fã vai sair satisfeito com o que vê em tela.
Mas, para quem olha mais pelo lado do cinema, fica a sensação de que falta personalidade. Especialmente em se tratando de uma figura tão complexa e única como Michael Jackson, era de se esperar uma abordagem mais ousada, mais autoral. No fim, é um filme correto, funcional, mas que poderia ter sido muito mais marcante.
Não tinha muita expectativa para o filme, e ele acabou entregando exatamente isso: nem decepciona totalmente, mas também não surpreende. Dá pra perceber claramente as limitações de orçamento, e, nesse sentido, o diretor Ian até faz um certo “milagre” com o pouco que tem em mãos.
O problema maior está na conexão com a história. Os protagonistas não são muito cativantes, seja pelas atuações ou por um roteiro que não ajuda a desenvolver melhor os personagens. Além disso, o filme passa uma sensação de confusão, como se não soubesse exatamente qual caminho seguir.
Ainda assim, é válido reconhecer o esforço — principalmente sendo um projeto vindo de criadores independentes, com apoio de fãs. Tem mérito nisso. Mas, no resultado final, fica aquela sensação de que o filme quase chega lá… só que ainda falta um pouco para realmente ser bom.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
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Boa sorte! :)
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Eu acabo gostando mais desse do que do primeiro justamente pelo tom mais sombrio e assumidamente voltado ao terror. O filme abraça esse lado de forma bem eficiente, criando momentos realmente assustadores, e a direção acerta bastante na atmosfera e na construção dessas cenas.
O problema está no argumento. O roteiro é confuso, as decisões dos personagens muitas vezes não fazem sentido e os diálogos soam pouco naturais. Além disso, há personagens que surgem no final sem qualquer construção, o que enfraquece ainda mais a narrativa. O terceiro ato, em especial, é bem problemático e desorganizado.
No fim, vale pelas cenas de terror, que são bem filmadas e funcionam, mas a história ainda deixa muito a desejar.