Uma comédia romântica muito gostosa de assistir. A química entre os protagonistas funciona muito bem, e a construção do romance é bem desenvolvida, fazendo com que a relação entre os dois pareça natural ao longo do filme.
O plot também é bastante curioso e consegue trazer um pouco de novidade para uma fórmula que já conhecemos. Minha única ressalva fica para algumas decisões tomadas no final, que não me agradaram tanto e poderiam ter sido conduzidas de outra maneira.
Ainda assim, é uma boa surpresa. É um filme leve, divertido e agradável de assistir — e, considerando como estamos carentes de boas comédias românticas atualmente, qualquer uma que consiga entregar uma experiência gostosa já merece espaço.
Essa nova animação da Disney é muito bonita. A parte visual é, sem dúvida, um dos grandes destaques, principalmente em alguns takes que lembram bastante a linguagem dos animes na forma como são construídos e movimentados.
A história é boa e o filme funciona bem dentro da proposta. É uma animação gostosa de assistir, com bons momentos e uma experiência bastante agradável.
O problema é justamente carregar o nome Disney. Quando penso nos grandes filmes do estúdio, espero aquele "tchan" a mais, aquela magia e personalidade que fazem a produção ficar na memória. Aqui senti um pouco de falta disso.
No fim, é um filme bem ok, bonito e divertido, que vale a pena assistir, mas que acaba decepcionando um pouco justamente por vir de um estúdio com uma tradição tão grande em animações.
Adorei esse filme. Não dava absolutamente nada por ele, mas acabou sendo uma ótima surpresa. Como um filme biográfico musical, ele funciona muito bem e entrega exatamente aquilo que se propõe.
A condução da direção é muito boa e sabe entender o que cada momento da história pede. Quando precisa emocionar, emociona; quando precisa trazer drama, funciona; quando chega o momento da superação, o filme entrega a sensação de conquista.
É verdade que praticamente todos os clichês do gênero estão aqui, mas a diferença é que eles são muito bem executados. A direção, a fotografia e as atuações conseguem transformar uma história que poderia ser bastante previsível em algo envolvente.
Minha única ressalva é o final. Não gostei muito da maneira como a história foi encerrada e acho que tentaria seguir por outro caminho. Ainda assim, isso não tira o mérito do restante da produção.
No fim, foi uma grata surpresa e um filme biográfico musical muito bom.
Iria assistir esse filme no cinema, mas as críticas do público e da imprensa acabaram me desmotivando. Ainda assim, eu já tinha uma certa desconfiança desse hate todo, principalmente porque percebo que, quando uma mulher protagoniza um filme de super-herói, muitas vezes a produção recebe uma rejeição desproporcional, como aconteceu com The Marvels. Depois de assistir, continuo com essa sensação. Não estou dizendo que o filme é uma obra-prima ou que não tenha problemas, porque tem vários. Mas existe uma diferença enorme entre um filme ser apenas mediano, ok ou bom e ser simplesmente horrível. E, para mim, ele está muito longe de ser um desastre. O filme tem um bom argumento e uma premissa interessante, mas parece ter duas direções diferentes: em alguns momentos, tudo funciona muito bem; em outros, parece que todas as decisões possíveis foram as erradas. O design é bonito em várias cenas e existem sequências de ação muito bem dirigidas, mas, em outros momentos, o roteiro fica bastante fraco, com acontecimentos surgindo do nada e personagens tomando decisões simplesmente porque o roteiro precisa que aquilo aconteça. O vilão e o Lobo são exemplos disso. Faltou desenvolvimento para que suas atitudes fizessem sentido dentro da história. O próprio design, que em alguns momentos é muito bonito, em outros acaba ficando artificial em outras cenas, principalmente quando a ação depende demais de tela azul e CGI mal integrado. Algumas sequências ficam extremamente plásticas. A atriz que interpreta a protagonista está muito bem e consegue carregar o filme. Já a trilha sonora me incomodou bastante. Em vez de contribuir para as cenas, muitas vezes parece atrapalhar o ritmo. E isso me surpreendeu ainda mais porque o diretor demonstrou em Cruella que sabe trabalhar muito bem a música dentro da narrativa. No fim, sinto que esse é um filme que vive no "acerta e erra". Quando acerta, acerta muito bem; quando erra, também erra feio. Ainda assim, considero um filme bom, com várias qualidades e alguns problemas evidentes. Está ali na média, assim como tantos outros filmes medianos que não recebem nem de longe o mesmo nível de rejeição. Para mim, passa muito longe de ser um filme horrível ou ruim. É simplesmente um filme mediano, com potencial para ter sido muito melhor
Adorei essa comédia. O grande acerto do filme é justamente a mistura entre o humor e um clima mais tenso, quase dramático, criando uma ótima dramédia. O filme consegue transitar entre esses tons com muita naturalidade, sem que um deles prejudique o outro. Os atores estão incríveis, e a química entre eles é um dos grandes destaques da produção. A direção também é excelente, sabendo conduzir tanto os momentos cômicos quanto os mais dramáticos com bastante segurança. É um filme muito bem equilibrado, divertido e ao mesmo tempo com bastante personalidade. Com certeza, um dos melhores filmes que vi este ano.
Se tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens. Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
Quando vi tantas críticas negativas sobre esse filme, confesso que fiquei desanimado. Mesmo assim, preferi assistir e tirar minhas próprias conclusões. E, no final, não consegui entender o motivo de tanta gente ter sido tão dura com ele. O filme tem excelentes atuações, uma boa construção de tensão e uma direção muito competente. Além disso, apresenta subtextos interessantes ao dialogar com questões como a experiência da pandemia, a crise ambiental, o individualismo e até a importância da mídia física.
Uma coisa que achei interessante é que o filme praticamente se divide em duas partes. A primeira é mais focada nos primeiros meses, trabalhando principalmente os diálogos e a dinâmica dos personagens presos dentro de casa. Já a segunda metade assume uma pegada mais de ficção científica e sobrevivência, colocando os personagens diante de uma ameaça maior.
O principal problema, para mim, é que o filme explica demais aquilo que já conseguimos entender. A narração mastiga algumas informações e acaba tirando parte da força das situações. Além disso, a resolução poderia ter sido muito mais elaborada. Senti que faltou um pouco mais de trabalho no terceiro ato para que o encerramento tivesse o mesmo impacto do restante da história.
Ainda assim, gostei bastante do filme. Talvez eu esteja achando a crítica e o público azedos demais com uma produção que, apesar dos problemas, tem boas ideias, boas atuações e bastante coisa interessante para discutir.
No começo do filme, confesso que não estava gostando. Já estava julgando o tom da produção e questionando o quanto ela seria fiel à história dos jogos. Apesar de a cena inicial ser muito foda, demorou um pouco para o filme engrenar. Mas, conforme a história avança, ele vai crescendo cada vez mais, e meu veredito é que o filme acerta justamente no tom. Ele não é uma galhofa e se leva a sério, mas também não exagera na seriedade — afinal, estamos falando de Mortal Kombat. Existe humor, mas ele aparece na medida certa.
E quando o assunto são as lutas, o filme realmente entrega. As cenas são extremamente bem coreografadas e visualmente muito estilosas, honrando os jogos nos golpes, nas jogadas de câmera e na própria construção dos combates. É um verdadeiro espetáculo para quem conhece a franquia.
Demorei um pouco para comprar a história justamente por ela não ser tão fiel aos jogos, mas, depois que aceitei a proposta, percebi que ela não decepciona. Na verdade, é até uma boa história.
O grande problema é que o argumento poderia ter sido muito mais trabalhado. Talvez esse seja o único ponto realmente fraco do filme: a história não é ruim, mas muitas vezes parece existir apenas como uma forma de conectar uma cena de luta à outra. Se o roteiro tivesse recebido o mesmo cuidado que as lutas, poderíamos ter tido um filme realmente espetacular.
No fim, é uma ótima adaptação de Mortal Kombat, principalmente quando abraça aquilo que os jogos têm de melhor.
Que documentário espetacular! Adorei conhecer a história desse cara, que é realmente uma pessoa extraordinária e merece todo o reconhecimento que o documentário busca proporcionar. O filme é muito bem dirigido e consegue construir a narrativa de maneira envolvente. Os encontros e as falas dos entrevistados são muito bem selecionados e posicionados na montagem, contribuindo para contar a história e mostrar a dimensão da trajetória do personagem.
Em alguns momentos, acho que o documentário exagera um pouco na dramaticidade, principalmente em determinados takes, que acabam parecendo mais carregados do que precisavam. Ainda assim, isso não compromete o resultado.
É um excelente documentário e, principalmente, uma história que vale muito a pena conhecer.
Não esperava absolutamente nada desse filme e, no fim, até que gostei. As atuações são boas, principalmente a do ator que interpreta o antagonista, que está fantástico e consegue dar bastante força ao personagem.
As cenas são bastante angustiantes e conseguem criar uma tensão que prende o espectador, fazendo você ficar apreensivo com o que vai acontecer. Claro que o filme esbarra em vários clichês do gênero e não traz grandes novidades, mas consegue executar bem a proposta.
No fim, é um bom filme para assistir em um sábado à noite, naquele estilo clássico de Supercine: despretensioso, tenso e divertido na medida certa.
O filme não é ruim, mas também não é nada além do clichê. Tudo o que ele apresenta já foi visto várias e várias vezes em outros filmes. A sensação é de que foi dirigido no automático e escrito por uma IA, seguindo uma fórmula pronta sem trazer muita personalidade ou criatividade.Como entretenimento, funciona e cumpre o que promete, mas não consegue surpreender ou deixar uma marca. É aquele tipo de filme que você assiste, e pouco tempo depois, já esqueceu.Como eu disse, não é ruim, mas é bem medíocre.
Que filme ruim, um verdadeiro desperdício de tempo. As atuações dos dois protagonistas até tentam dar algum molho à produção, e a premissa é interessante o suficiente para render algo muito melhor. O grande problema está na execução. O diretor parece tomar as piores decisões possíveis em praticamente todos os momentos, prejudicando uma ideia que tinha potencial. O roteiro não consegue desenvolver bem a proposta, e aquilo que poderia ser interessante acaba se tornando frustrante. No fim, fica a sensação de uma boa premissa desperdiçada por escolhas de direção muito ruins. As atuações até tentam salvar, mas não são suficientes para sustentar o filme.
Quando vi o trailer de O Primata, pensei: "nem a pau vou assistir isso". Mas o filme acabou chegando ao streaming e resolvi dar uma chance. No fim das contas, até que me surpreendeu. Não estou dizendo que seja um filme impressionante ou que traga algo realmente novo para o gênero. Pelo contrário, ele segue uma fórmula bastante conhecida e raramente foge do esperado. Ainda assim, a execução é competente o suficiente para manter o interesse. No fim, é um filme regular, que cumpre o que promete e entrega um entretenimento satisfatório. Se você gosta do gênero, vale a pena conferir, mas sem criar grandes expectativas.
Achei um filme com pouca criatividade e, principalmente, sem alma. Falta uma identidade própria e uma visão mais clara sobre a história que quer contar. Em vez de construir uma narrativa envolvente, o filme parece se limitar a ilustrar acontecimentos, como se estivesse apenas transformando uma sequência de fatos em imagens. Essa abordagem acaba deixando tudo muito protocolar, sem emoção ou personalidade. No fim, fica a sensação de que havia potencial para muito mais, mas faltou um olhar criativo que desse significado e vida ao que está sendo mostrado.
Acabei de sair do cinema e que filme! Eu realmente não esperava encontrar uma história com um peso dramático tão grande e um tratamento emocional tão cuidadoso. É, sem dúvida, o filme mais maduro da trilogia do Tom Holland. Um dos maiores acertos é a forma como o MCU é utilizado. As participações especiais estão exatamente no tom certo: em nenhum momento parece que o Homem-Aranha depende do universo compartilhado para existir. Pelo contrário, a sensação é de que o MCU precisa do Homem-Aranha, e não o contrário. O Justiceiro e o Hulk são excelentes adições à trama e contribuem de forma orgânica. Minha única ressalva é a Viúva, que achei cômica demais. Gostaria de vê-la com uma abordagem mais séria, principalmente considerando o peso dramático da história. Também fui esperando cenas de ação mais físicas, já que o diretor costuma valorizar efeitos práticos. Ainda existe muito CGI, e isso faz algumas sequências parecerem excessivamente plásticas. As coreografias são ótimas, mas ainda sinto falta daquele impacto que efeitos práticos costumam transmitir. O grande triunfo do filme está no roteiro. A narrativa sobre luto, superação, isolamento e pertencimento é muito bem construída e dá um peso emocional raro para o gênero. Os antagonistas funcionam muito bem, o novo uniforme do Homem-Aranha ficou impecável, e toda a dinâmica dele com a polícia rende alguns dos melhores momentos do filme. A única ausência que realmente senti foi ver mais da vida cotidiana de Peter Parker. Gostaria que o filme mostrasse suas dificuldades para pagar as contas, trabalhar e sobreviver sozinho. Mesmo sem Tony Stark e sem os Vingadores por perto, ele continua tendo acesso a uma oficina sofisticada, impressoras 3D e tecnologia de ponta. Seria interessante entender melhor como ele chegou a esse nível. A inteligência artificial, por outro lado, me incomodou bastante. Em vários momentos ela apenas verbaliza aquilo que o espectador já está vendo, explicando excessivamente a ação e tirando um pouco da força da narrativa. Ainda assim, o saldo é extremamente positivo. Talvez seja o filme mais bem escrito e dirigido da fase do Tom Holland, ao lado de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. E ele ganha uma camada extra justamente porque acompanhamos esse Peter Parker há quase dez anos. Existe um investimento emocional construído ao longo de toda essa jornada, e isso faz com que cada conquista e cada perda tenham muito mais impacto. Saí do cinema muito satisfeito. Para mim, o filme não decepciona.
Confesso que, na minha infância, Todo Mundo em Pânico era uma das minhas franquias favoritas. Eu achava aquele humor escrachado e completamente sem noção hilário. Mas o tempo passa, a gente amadurece, e inevitavelmente o olhar sobre esse tipo de comédia muda. Dito isso, Chegou o Remake e não dá para esperar muito mais do que o filme se propõe a ser: um grande besteirol. E, dentro dessa proposta, ele funciona. Nem todas as piadas acertam, algumas simplesmente não têm graça. Por outro lado, há momentos que ainda arrancam boas risadas e gargalhadas, tem uma sacadas até muito sagaz. O filme praticamente funciona como uma coleção de esquetes costuradas por uma trama bem simples, e isso nunca foi um problema para a franquia. O objetivo sempre foi satirizar a cultura pop da época, exagerando tudo ao máximo. No fim, gostei do Reboot. Não tenho mais o mesmo encantamento de quando era criança, mas ainda consegui me divertir. Está longe de ser uma grande comédia, mas também passa longe de ser um filme ruim. É um humor despretensioso que, quando acerta, continua funcionando muito bem.
Nunca tinha assistido a esse filme, e foi uma grata surpresa. É um suspense muito bem conduzido, daqueles que conseguem prender a atenção do início ao fim. A direção sabe dosar a tensão, mantendo o espectador constantemente envolvido com a história. As atuações são muito boas e contribuem para a atmosfera de inquietação que o filme constrói. A cada nova cena, a sensação de suspense aumenta, fazendo com que você permaneça apreensivo até os minutos finais. No fim, é um filme eficiente, envolvente e que entrega exatamente o que promete. Uma ótima surpresa e uma excelente pedida para quem gosta de um bom suspense.
O que esperar de uma adaptação de um desenho criado, em grande parte, para vender bonecos? He-Man marcou profundamente a infância de quem cresceu nos anos 80, 90 e até dos anos 2000. Eu mesmo tive contato com o desenho quando era criança. Era uma animação simples, às vezes até ingênua, mas que compensava isso com muito carisma e personagens marcantes. Infelizmente, essa adaptação não me convenceu. O maior problema é que o filme nunca decide qual tom quer seguir. Em um momento tenta ser uma aventura mais séria, no outro aposta em um humor escrachado, depois faz comentários metalinguísticos e, logo em seguida, tenta emular a fórmula da Marvel. Nada disso se integra de forma orgânica. As piadas são um bom exemplo desse desequilíbrio. Algumas até funcionam, mas a maioria força uma galhofa que acaba passando do ponto e enfraquecendo a narrativa. Falta personalidade. O filme parece incapaz de assumir uma identidade própria, e isso fica evidente também na construção dos personagens — alguns, especialmente o alívio cômico, acabam sendo mais irritantes do que engraçados. Outro aspecto que me incomodou é o roteiro. Ele levanta temas interessantes, mas nunca os desenvolve com consistência. As ideias são apresentadas e abandonadas na cena seguinte, sem consequência ou aprofundamento. A sensação é de que o filme tenta ser muitas coisas ao mesmo tempo e, justamente por isso, não consegue se destacar em nenhuma delas. É claro que muita gente vai se divertir movida pela nostalgia, principalmente quem cresceu com o desenho. Mas, para quem busca um filme que dialogue também com novas gerações ou que ofereça uma visão realmente interessante desse universo, a adaptação acaba ficando aquém do seu potencial. Material para um grande filme existia; o que faltou foi uma direção mais segura e uma visão criativa capaz de dar personalidade a esse mundo.
É curioso ver como uma das lendas mais famosas da internet acabou ganhando uma adaptação para o cinema. Confesso que minhas expectativas eram praticamente nulas, mas, conforme fui conhecendo melhor a história por trás da lenda e assistindo aos curtas que surgiram no YouTube, minha curiosidade aumentou bastante. Felizmente, o filme correspondeu. O resultado é um ótimo terror psicológico, que consegue construir tensão sem depender apenas de sustos fáceis. O roteiro aborda temas ligados à mente humana e aos nossos medos de forma inteligente, sem perder o foco na narrativa de horror. Tenho pensado cada vez mais que o terror tem sido um dos gêneros mais criativos do cinema atual. Enquanto muitos grandes estúdios apostam em fórmulas repetidas, é justamente nesse gênero que têm surgido filmes originais, autorais e dispostos a discutir temas profundos sem abrir mão do entretenimento. Outro aspecto que impressiona é saber que tudo isso foi dirigido por um cineasta de apenas 20 anos. É uma estreia que demonstra muita personalidade e talento. No fim, é mais uma grata surpresa e, sem dúvida, um dos bons filmes de terror deste ano.
Fui muito surpreendido por esse filme. Não esperava que ele abraçasse um tom tão escrachado e estilizado, mas a proposta funciona muito bem dentro do que se propõe. As cenas de ação são divertidas, o humor exagerado rende bons momentos e a direção aposta em um visual cheio de personalidade. A trama é bastante convencional e não traz grandes novidades, mas isso nunca chega a atrapalhar a experiência, porque o filme sabe exatamente qual é o seu objetivo. No fim, é uma ótima diversão descompromissada. Não reinventa o gênero, mas entrega entretenimento de qualidade e me surpreendeu muito mais do que eu imaginava. Vale um Super Cine.
Um filme belíssimo, com uma direção extremamente segura e uma fotografia impressionante, daquelas que realmente merecem ser vistas na maior tela possível. Cada cena transmite uma grandiosidade que reforça a experiência cinematográfica. Confesso que nem sempre sou fã da abordagem de Christopher Nolan, que costuma buscar um tom mais sóbrio e realista, reduzindo um pouco o aspecto fantástico da obra original. Ainda assim, ele consegue adaptar esse universo à sua própria linguagem de forma muito competente, imprimindo sua identidade sem perder a essência da história. É um filme visualmente deslumbrante, muito bem dirigido e que vale a pena ser visto no cinema. Algumas experiências realmente pedem a telona, e essa é uma delas.
É aquele típico exemplar da comédia brasileira dos últimos anos: um filme que não faz questão de se levar a sério. Abraça o exagero, a caricatura e os clichês de forma consciente, sem buscar qualquer sensação de realismo. A direção e os personagens assumem esse tom desde o início, e o filme brinca o tempo todo com essa proposta. Nem todas as piadas funcionam, mas algumas arrancam boas risadas e mantêm o ritmo leve da narrativa. No fim, é um filme despretensioso, feito para divertir por algumas horas. Não vai muito além disso, mas também não parece ter essa ambição. É uma sessão agradável, com alguns bons momentos de humor, ainda que dificilmente fique marcada na memória.
Achei um documentário bem fraco. A sensação que tive é de estar assistindo a algo extremamente burocrático, sem uma identidade própria e muito aquém da grandiosidade da trajetória da seleção tetracampeã. Faltou emoção, personalidade e uma narrativa que realmente fizesse jus à importância daquele momento histórico. A montagem também não ajuda. Em vez de envolver o espectador, tudo parece montado de forma muito protocolar, sem criar impacto ou conexão emocional. No fim, passa a impressão de uma produção feita com pouco esmero, que apenas organiza fatos, mas nunca consegue transformá-los em uma experiência memorável. É uma oportunidade desperdiçada de contar uma história que merecia muito mais cuidado
Todos sabem que, para mim, a franquia poderia ter sido encerrada no terceiro filme. Ainda assim, veio o quarto, que, apesar de não alcançar o mesmo nível épico da trilogia original, entregou uma continuação digna. Agora, no quinto filme, a sensação é parecida. O longa não decepciona: tem uma boa história, encontra uma justificativa coerente para existir e consegue dialogar com uma nova geração sem desrespeitar o legado da franquia. Além disso, trabalha temas bastante atuais e relevantes, o que dá um frescor à narrativa. O problema é que o impacto já não é o mesmo. Falta aquele senso de novidade e grandiosidade que marcou os três primeiros filmes. No fim, continua sendo uma boa continuação, bem construída e competente, mas que dificilmente desperta o mesmo encantamento que a franquia já foi capaz de provocar.
Só Por Uma Noite
3.1 19Uma comédia romântica muito gostosa de assistir. A química entre os protagonistas funciona muito bem, e a construção do romance é bem desenvolvida, fazendo com que a relação entre os dois pareça natural ao longo do filme.
O plot também é bastante curioso e consegue trazer um pouco de novidade para uma fórmula que já conhecemos. Minha única ressalva fica para algumas decisões tomadas no final, que não me agradaram tanto e poderiam ter sido conduzidas de outra maneira.
Ainda assim, é uma boa surpresa. É um filme leve, divertido e agradável de assistir — e, considerando como estamos carentes de boas comédias românticas atualmente, qualquer uma que consiga entregar uma experiência gostosa já merece espaço.
Cara de Um, Focinho de Outro
3.7 120 Assista AgoraEssa nova animação da Disney é muito bonita. A parte visual é, sem dúvida, um dos grandes destaques, principalmente em alguns takes que lembram bastante a linguagem dos animes na forma como são construídos e movimentados.
A história é boa e o filme funciona bem dentro da proposta. É uma animação gostosa de assistir, com bons momentos e uma experiência bastante agradável.
O problema é justamente carregar o nome Disney. Quando penso nos grandes filmes do estúdio, espero aquele "tchan" a mais, aquela magia e personalidade que fazem a produção ficar na memória. Aqui senti um pouco de falta disso.
No fim, é um filme bem ok, bonito e divertido, que vale a pena assistir, mas que acaba decepcionando um pouco justamente por vir de um estúdio com uma tradição tão grande em animações.
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
3.3 84 Assista AgoraAdorei esse filme. Não dava absolutamente nada por ele, mas acabou sendo uma ótima surpresa. Como um filme biográfico musical, ele funciona muito bem e entrega exatamente aquilo que se propõe.
A condução da direção é muito boa e sabe entender o que cada momento da história pede. Quando precisa emocionar, emociona; quando precisa trazer drama, funciona; quando chega o momento da superação, o filme entrega a sensação de conquista.
É verdade que praticamente todos os clichês do gênero estão aqui, mas a diferença é que eles são muito bem executados. A direção, a fotografia e as atuações conseguem transformar uma história que poderia ser bastante previsível em algo envolvente.
Minha única ressalva é o final. Não gostei muito da maneira como a história foi encerrada e acho que tentaria seguir por outro caminho. Ainda assim, isso não tira o mérito do restante da produção.
No fim, foi uma grata surpresa e um filme biográfico musical muito bom.
Supergirl
2.8 257 Assista AgoraIria assistir esse filme no cinema, mas as críticas do público e da imprensa acabaram me desmotivando. Ainda assim, eu já tinha uma certa desconfiança desse hate todo, principalmente porque percebo que, quando uma mulher protagoniza um filme de super-herói, muitas vezes a produção recebe uma rejeição desproporcional, como aconteceu com The Marvels. Depois de assistir, continuo com essa sensação.
Não estou dizendo que o filme é uma obra-prima ou que não tenha problemas, porque tem vários. Mas existe uma diferença enorme entre um filme ser apenas mediano, ok ou bom e ser simplesmente horrível. E, para mim, ele está muito longe de ser um desastre.
O filme tem um bom argumento e uma premissa interessante, mas parece ter duas direções diferentes: em alguns momentos, tudo funciona muito bem; em outros, parece que todas as decisões possíveis foram as erradas. O design é bonito em várias cenas e existem sequências de ação muito bem dirigidas, mas, em outros momentos, o roteiro fica bastante fraco, com acontecimentos surgindo do nada e personagens tomando decisões simplesmente porque o roteiro precisa que aquilo aconteça.
O vilão e o Lobo são exemplos disso. Faltou desenvolvimento para que suas atitudes fizessem sentido dentro da história. O próprio design, que em alguns momentos é muito bonito, em outros acaba ficando artificial em outras cenas, principalmente quando a ação depende demais de tela azul e CGI mal integrado. Algumas sequências ficam extremamente plásticas.
A atriz que interpreta a protagonista está muito bem e consegue carregar o filme. Já a trilha sonora me incomodou bastante. Em vez de contribuir para as cenas, muitas vezes parece atrapalhar o ritmo. E isso me surpreendeu ainda mais porque o diretor demonstrou em Cruella que sabe trabalhar muito bem a música dentro da narrativa.
No fim, sinto que esse é um filme que vive no "acerta e erra". Quando acerta, acerta muito bem; quando erra, também erra feio. Ainda assim, considero um filme bom, com várias qualidades e alguns problemas evidentes. Está ali na média, assim como tantos outros filmes medianos que não recebem nem de longe o mesmo nível de rejeição.
Para mim, passa muito longe de ser um filme horrível ou ruim. É simplesmente um filme mediano, com potencial para ter sido muito melhor
O Convite
3.9 323 Assista AgoraAdorei essa comédia. O grande acerto do filme é justamente a mistura entre o humor e um clima mais tenso, quase dramático, criando uma ótima dramédia. O filme consegue transitar entre esses tons com muita naturalidade, sem que um deles prejudique o outro.
Os atores estão incríveis, e a química entre eles é um dos grandes destaques da produção. A direção também é excelente, sabendo conduzir tanto os momentos cômicos quanto os mais dramáticos com bastante segurança.
É um filme muito bem equilibrado, divertido e ao mesmo tempo com bastante personalidade. Com certeza, um dos melhores filmes que vi este ano.
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 92 Assista AgoraSe tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens.
Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
A Última Casa
2.6 382 Assista AgoraQuando vi tantas críticas negativas sobre esse filme, confesso que fiquei desanimado. Mesmo assim, preferi assistir e tirar minhas próprias conclusões. E, no final, não consegui entender o motivo de tanta gente ter sido tão dura com ele.
O filme tem excelentes atuações, uma boa construção de tensão e uma direção muito competente. Além disso, apresenta subtextos interessantes ao dialogar com questões como a experiência da pandemia, a crise ambiental, o individualismo e até a importância da mídia física.
Uma coisa que achei interessante é que o filme praticamente se divide em duas partes. A primeira é mais focada nos primeiros meses, trabalhando principalmente os diálogos e a dinâmica dos personagens presos dentro de casa. Já a segunda metade assume uma pegada mais de ficção científica e sobrevivência, colocando os personagens diante de uma ameaça maior.
O principal problema, para mim, é que o filme explica demais aquilo que já conseguimos entender. A narração mastiga algumas informações e acaba tirando parte da força das situações. Além disso, a resolução poderia ter sido muito mais elaborada. Senti que faltou um pouco mais de trabalho no terceiro ato para que o encerramento tivesse o mesmo impacto do restante da história.
Ainda assim, gostei bastante do filme. Talvez eu esteja achando a crítica e o público azedos demais com uma produção que, apesar dos problemas, tem boas ideias, boas atuações e bastante coisa interessante para discutir.
Mortal Kombat 2
3.2 343 Assista AgoraNo começo do filme, confesso que não estava gostando. Já estava julgando o tom da produção e questionando o quanto ela seria fiel à história dos jogos. Apesar de a cena inicial ser muito foda, demorou um pouco para o filme engrenar.
Mas, conforme a história avança, ele vai crescendo cada vez mais, e meu veredito é que o filme acerta justamente no tom. Ele não é uma galhofa e se leva a sério, mas também não exagera na seriedade — afinal, estamos falando de Mortal Kombat. Existe humor, mas ele aparece na medida certa.
E quando o assunto são as lutas, o filme realmente entrega. As cenas são extremamente bem coreografadas e visualmente muito estilosas, honrando os jogos nos golpes, nas jogadas de câmera e na própria construção dos combates. É um verdadeiro espetáculo para quem conhece a franquia.
Demorei um pouco para comprar a história justamente por ela não ser tão fiel aos jogos, mas, depois que aceitei a proposta, percebi que ela não decepciona. Na verdade, é até uma boa história.
O grande problema é que o argumento poderia ter sido muito mais trabalhado. Talvez esse seja o único ponto realmente fraco do filme: a história não é ruim, mas muitas vezes parece existir apenas como uma forma de conectar uma cena de luta à outra. Se o roteiro tivesse recebido o mesmo cuidado que as lutas, poderíamos ter tido um filme realmente espetacular.
No fim, é uma ótima adaptação de Mortal Kombat, principalmente quando abraça aquilo que os jogos têm de melhor.
The Groove Under The Groove: Os Sons de Paulinho da …
4.3 11 Assista AgoraQue documentário espetacular! Adorei conhecer a história desse cara, que é realmente uma pessoa extraordinária e merece todo o reconhecimento que o documentário busca proporcionar.
O filme é muito bem dirigido e consegue construir a narrativa de maneira envolvente. Os encontros e as falas dos entrevistados são muito bem selecionados e posicionados na montagem, contribuindo para contar a história e mostrar a dimensão da trajetória do personagem.
Em alguns momentos, acho que o documentário exagera um pouco na dramaticidade, principalmente em determinados takes, que acabam parecendo mais carregados do que precisavam. Ainda assim, isso não compromete o resultado.
É um excelente documentário e, principalmente, uma história que vale muito a pena conhecer.
Animais Perigosos
3.0 168 Assista AgoraNão esperava absolutamente nada desse filme e, no fim, até que gostei. As atuações são boas, principalmente a do ator que interpreta o antagonista, que está fantástico e consegue dar bastante força ao personagem.
As cenas são bastante angustiantes e conseguem criar uma tensão que prende o espectador, fazendo você ficar apreensivo com o que vai acontecer. Claro que o filme esbarra em vários clichês do gênero e não traz grandes novidades, mas consegue executar bem a proposta.
No fim, é um bom filme para assistir em um sábado à noite, naquele estilo clássico de Supercine: despretensioso, tenso e divertido na medida certa.
Destruição Final 2
2.4 120 Assista AgoraO filme não é ruim, mas também não é nada além do clichê. Tudo o que ele apresenta já foi visto várias e várias vezes em outros filmes. A sensação é de que foi dirigido no automático e escrito por uma IA, seguindo uma fórmula pronta sem trazer muita personalidade ou criatividade.Como entretenimento, funciona e cumpre o que promete, mas não consegue surpreender ou deixar uma marca. É aquele tipo de filme que você assiste, e pouco tempo depois, já esqueceu.Como eu disse, não é ruim, mas é bem medíocre.
Borderline - Relação Obsessiva
2.1 10 Assista AgoraQue filme ruim, um verdadeiro desperdício de tempo. As atuações dos dois protagonistas até tentam dar algum molho à produção, e a premissa é interessante o suficiente para render algo muito melhor.
O grande problema está na execução. O diretor parece tomar as piores decisões possíveis em praticamente todos os momentos, prejudicando uma ideia que tinha potencial. O roteiro não consegue desenvolver bem a proposta, e aquilo que poderia ser interessante acaba se tornando frustrante.
No fim, fica a sensação de uma boa premissa desperdiçada por escolhas de direção muito ruins. As atuações até tentam salvar, mas não são suficientes para sustentar o filme.
O Primata
2.7 185 Assista AgoraQuando vi o trailer de O Primata, pensei: "nem a pau vou assistir isso". Mas o filme acabou chegando ao streaming e resolvi dar uma chance. No fim das contas, até que me surpreendeu.
Não estou dizendo que seja um filme impressionante ou que traga algo realmente novo para o gênero. Pelo contrário, ele segue uma fórmula bastante conhecida e raramente foge do esperado. Ainda assim, a execução é competente o suficiente para manter o interesse.
No fim, é um filme regular, que cumpre o que promete e entrega um entretenimento satisfatório. Se você gosta do gênero, vale a pena conferir, mas sem criar grandes expectativas.
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 166 Assista AgoraAchei um filme com pouca criatividade e, principalmente, sem alma. Falta uma identidade própria e uma visão mais clara sobre a história que quer contar. Em vez de construir uma narrativa envolvente, o filme parece se limitar a ilustrar acontecimentos, como se estivesse apenas transformando uma sequência de fatos em imagens.
Essa abordagem acaba deixando tudo muito protocolar, sem emoção ou personalidade. No fim, fica a sensação de que havia potencial para muito mais, mas faltou um olhar criativo que desse significado e vida ao que está sendo mostrado.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 389Acabei de sair do cinema e que filme! Eu realmente não esperava encontrar uma história com um peso dramático tão grande e um tratamento emocional tão cuidadoso. É, sem dúvida, o filme mais maduro da trilogia do Tom Holland.
Um dos maiores acertos é a forma como o MCU é utilizado. As participações especiais estão exatamente no tom certo: em nenhum momento parece que o Homem-Aranha depende do universo compartilhado para existir. Pelo contrário, a sensação é de que o MCU precisa do Homem-Aranha, e não o contrário. O Justiceiro e o Hulk são excelentes adições à trama e contribuem de forma orgânica. Minha única ressalva é a Viúva, que achei cômica demais. Gostaria de vê-la com uma abordagem mais séria, principalmente considerando o peso dramático da história.
Também fui esperando cenas de ação mais físicas, já que o diretor costuma valorizar efeitos práticos. Ainda existe muito CGI, e isso faz algumas sequências parecerem excessivamente plásticas. As coreografias são ótimas, mas ainda sinto falta daquele impacto que efeitos práticos costumam transmitir.
O grande triunfo do filme está no roteiro. A narrativa sobre luto, superação, isolamento e pertencimento é muito bem construída e dá um peso emocional raro para o gênero. Os antagonistas funcionam muito bem, o novo uniforme do Homem-Aranha ficou impecável, e toda a dinâmica dele com a polícia rende alguns dos melhores momentos do filme.
A única ausência que realmente senti foi ver mais da vida cotidiana de Peter Parker. Gostaria que o filme mostrasse suas dificuldades para pagar as contas, trabalhar e sobreviver sozinho. Mesmo sem Tony Stark e sem os Vingadores por perto, ele continua tendo acesso a uma oficina sofisticada, impressoras 3D e tecnologia de ponta. Seria interessante entender melhor como ele chegou a esse nível. A inteligência artificial, por outro lado, me incomodou bastante. Em vários momentos ela apenas verbaliza aquilo que o espectador já está vendo, explicando excessivamente a ação e tirando um pouco da força da narrativa.
Ainda assim, o saldo é extremamente positivo. Talvez seja o filme mais bem escrito e dirigido da fase do Tom Holland, ao lado de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. E ele ganha uma camada extra justamente porque acompanhamos esse Peter Parker há quase dez anos. Existe um investimento emocional construído ao longo de toda essa jornada, e isso faz com que cada conquista e cada perda tenham muito mais impacto. Saí do cinema muito satisfeito. Para mim, o filme não decepciona.
Todo Mundo em Pânico
2.6 354 Assista AgoraConfesso que, na minha infância, Todo Mundo em Pânico era uma das minhas franquias favoritas. Eu achava aquele humor escrachado e completamente sem noção hilário. Mas o tempo passa, a gente amadurece, e inevitavelmente o olhar sobre esse tipo de comédia muda.
Dito isso, Chegou o Remake e não dá para esperar muito mais do que o filme se propõe a ser: um grande besteirol. E, dentro dessa proposta, ele funciona. Nem todas as piadas acertam, algumas simplesmente não têm graça. Por outro lado, há momentos que ainda arrancam boas risadas e gargalhadas, tem uma sacadas até muito sagaz.
O filme praticamente funciona como uma coleção de esquetes costuradas por uma trama bem simples, e isso nunca foi um problema para a franquia. O objetivo sempre foi satirizar a cultura pop da época, exagerando tudo ao máximo.
No fim, gostei do Reboot. Não tenho mais o mesmo encantamento de quando era criança, mas ainda consegui me divertir. Está longe de ser uma grande comédia, mas também passa longe de ser um filme ruim. É um humor despretensioso que, quando acerta, continua funcionando muito bem.
Antes de Dormir
3.4 783 Assista AgoraNunca tinha assistido a esse filme, e foi uma grata surpresa. É um suspense muito bem conduzido, daqueles que conseguem prender a atenção do início ao fim. A direção sabe dosar a tensão, mantendo o espectador constantemente envolvido com a história.
As atuações são muito boas e contribuem para a atmosfera de inquietação que o filme constrói. A cada nova cena, a sensação de suspense aumenta, fazendo com que você permaneça apreensivo até os minutos finais.
No fim, é um filme eficiente, envolvente e que entrega exatamente o que promete. Uma ótima surpresa e uma excelente pedida para quem gosta de um bom suspense.
Mestres do Universo
3.2 457 Assista AgoraO que esperar de uma adaptação de um desenho criado, em grande parte, para vender bonecos? He-Man marcou profundamente a infância de quem cresceu nos anos 80, 90 e até dos anos 2000. Eu mesmo tive contato com o desenho quando era criança. Era uma animação simples, às vezes até ingênua, mas que compensava isso com muito carisma e personagens marcantes.
Infelizmente, essa adaptação não me convenceu. O maior problema é que o filme nunca decide qual tom quer seguir. Em um momento tenta ser uma aventura mais séria, no outro aposta em um humor escrachado, depois faz comentários metalinguísticos e, logo em seguida, tenta emular a fórmula da Marvel. Nada disso se integra de forma orgânica.
As piadas são um bom exemplo desse desequilíbrio. Algumas até funcionam, mas a maioria força uma galhofa que acaba passando do ponto e enfraquecendo a narrativa. Falta personalidade. O filme parece incapaz de assumir uma identidade própria, e isso fica evidente também na construção dos personagens — alguns, especialmente o alívio cômico, acabam sendo mais irritantes do que engraçados.
Outro aspecto que me incomodou é o roteiro. Ele levanta temas interessantes, mas nunca os desenvolve com consistência. As ideias são apresentadas e abandonadas na cena seguinte, sem consequência ou aprofundamento. A sensação é de que o filme tenta ser muitas coisas ao mesmo tempo e, justamente por isso, não consegue se destacar em nenhuma delas.
É claro que muita gente vai se divertir movida pela nostalgia, principalmente quem cresceu com o desenho. Mas, para quem busca um filme que dialogue também com novas gerações ou que ofereça uma visão realmente interessante desse universo, a adaptação acaba ficando aquém do seu potencial. Material para um grande filme existia; o que faltou foi uma direção mais segura e uma visão criativa capaz de dar personalidade a esse mundo.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 455 Assista AgoraÉ curioso ver como uma das lendas mais famosas da internet acabou ganhando uma adaptação para o cinema. Confesso que minhas expectativas eram praticamente nulas, mas, conforme fui conhecendo melhor a história por trás da lenda e assistindo aos curtas que surgiram no YouTube, minha curiosidade aumentou bastante. Felizmente, o filme correspondeu.
O resultado é um ótimo terror psicológico, que consegue construir tensão sem depender apenas de sustos fáceis. O roteiro aborda temas ligados à mente humana e aos nossos medos de forma inteligente, sem perder o foco na narrativa de horror.
Tenho pensado cada vez mais que o terror tem sido um dos gêneros mais criativos do cinema atual. Enquanto muitos grandes estúdios apostam em fórmulas repetidas, é justamente nesse gênero que têm surgido filmes originais, autorais e dispostos a discutir temas profundos sem abrir mão do entretenimento.
Outro aspecto que impressiona é saber que tudo isso foi dirigido por um cineasta de apenas 20 anos. É uma estreia que demonstra muita personalidade e talento. No fim, é mais uma grata surpresa e, sem dúvida, um dos bons filmes de terror deste ano.
Eles Vão Te Matar
3.1 273 Assista AgoraFui muito surpreendido por esse filme. Não esperava que ele abraçasse um tom tão escrachado e estilizado, mas a proposta funciona muito bem dentro do que se propõe.
As cenas de ação são divertidas, o humor exagerado rende bons momentos e a direção aposta em um visual cheio de personalidade. A trama é bastante convencional e não traz grandes novidades, mas isso nunca chega a atrapalhar a experiência, porque o filme sabe exatamente qual é o seu objetivo.
No fim, é uma ótima diversão descompromissada. Não reinventa o gênero, mas entrega entretenimento de qualidade e me surpreendeu muito mais do que eu imaginava. Vale um Super Cine.
A Odisseia
4.2 582Um filme belíssimo, com uma direção extremamente segura e uma fotografia impressionante, daquelas que realmente merecem ser vistas na maior tela possível. Cada cena transmite uma grandiosidade que reforça a experiência cinematográfica.
Confesso que nem sempre sou fã da abordagem de Christopher Nolan, que costuma buscar um tom mais sóbrio e realista, reduzindo um pouco o aspecto fantástico da obra original. Ainda assim, ele consegue adaptar esse universo à sua própria linguagem de forma muito competente, imprimindo sua identidade sem perder a essência da história.
É um filme visualmente deslumbrante, muito bem dirigido e que vale a pena ser visto no cinema. Algumas experiências realmente pedem a telona, e essa é uma delas.
Velhos Bandidos
3.0 88 Assista AgoraÉ aquele típico exemplar da comédia brasileira dos últimos anos: um filme que não faz questão de se levar a sério. Abraça o exagero, a caricatura e os clichês de forma consciente, sem buscar qualquer sensação de realismo. A direção e os personagens assumem esse tom desde o início, e o filme brinca o tempo todo com essa proposta.
Nem todas as piadas funcionam, mas algumas arrancam boas risadas e mantêm o ritmo leve da narrativa. No fim, é um filme despretensioso, feito para divertir por algumas horas. Não vai muito além disso, mas também não parece ter essa ambição. É uma sessão agradável, com alguns bons momentos de humor, ainda que dificilmente fique marcada na memória.
Tetra: Acreditar de Novo
3.8 32 Assista AgoraAchei um documentário bem fraco. A sensação que tive é de estar assistindo a algo extremamente burocrático, sem uma identidade própria e muito aquém da grandiosidade da trajetória da seleção tetracampeã. Faltou emoção, personalidade e uma narrativa que realmente fizesse jus à importância daquele momento histórico.
A montagem também não ajuda. Em vez de envolver o espectador, tudo parece montado de forma muito protocolar, sem criar impacto ou conexão emocional. No fim, passa a impressão de uma produção feita com pouco esmero, que apenas organiza fatos, mas nunca consegue transformá-los em uma experiência memorável. É uma oportunidade desperdiçada de contar uma história que merecia muito mais cuidado
Toy Story 5
3.9 185Todos sabem que, para mim, a franquia poderia ter sido encerrada no terceiro filme. Ainda assim, veio o quarto, que, apesar de não alcançar o mesmo nível épico da trilogia original, entregou uma continuação digna.
Agora, no quinto filme, a sensação é parecida. O longa não decepciona: tem uma boa história, encontra uma justificativa coerente para existir e consegue dialogar com uma nova geração sem desrespeitar o legado da franquia. Além disso, trabalha temas bastante atuais e relevantes, o que dá um frescor à narrativa.
O problema é que o impacto já não é o mesmo. Falta aquele senso de novidade e grandiosidade que marcou os três primeiros filmes. No fim, continua sendo uma boa continuação, bem construída e competente, mas que dificilmente desperta o mesmo encantamento que a franquia já foi capaz de provocar.