Não esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Se tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens. Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
Ethan Hawke vale cada segundo desse filme. O filme em si não se desenrolou de forma muito interessante, mas a atuação do Ethan é daquelas que hipnotiza do começo ao fim, ele domina a tela totalmente!
Gosto que seja a história de alguém que “fracassou”, não de um vencedor em um momento de fragilidade, que logo vai dar a volta por cima e criar a maior [qualquer coisa] de todos os tempos. E aqui uso a palavra "fracassou" nesse sentido americano, hollywoodiano, de um mundo dividido em vencedores e perdedores, para falar de um filme que justamente foge disso. Achei um filme triste, e ao mesmo tempo delicioso. O Lorenz Hart criado por Ethan Hawke é uma pessoa interessantíssima, muito engraçada, esperta, meio insuportável e cheia de camadas. A atuação dele está incrível, percorrendo vários tipos de emoções diferentes. Foi bom simplesmente me encostar no sofá e acompanhar as conversas e os sentimentos daquele homem. Acho que, no fim, gosto mais desse do que do Nouvelle Vague, embora logo que vi eu tenha sentido o contrário. O Nouvelle Vague me inspira mais, e gosto do modo como pensa a criação. Mas o Blue Moon, acho que gosto mais enquanto o filme, me toca mais, me faz sentir coisas distintas e intensas – e não cai no lugar-comum de ser a história de uma vitória artística. É agridoce. A glória não virá, não como ele espera, e o romance também não virá, mas existe a vida, a noite, o bar, aquelas companhias transitórias e persistentes, algum riso, uma música tocando. Existe também aquilo que foi feito e que o transcendeu de alguma forma, e vai seguir existindo. Existe o fascínio pela beleza, esteja ela onde estiver. E existe alguma esperança, mesmo do que não vai chegar a concretizar.
Não esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Se tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens.
Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
Ethan Hawke vale cada segundo desse filme. O filme em si não se desenrolou de forma muito interessante, mas a atuação do Ethan é daquelas que hipnotiza do começo ao fim, ele domina a tela totalmente!
Gosto que seja a história de alguém que “fracassou”, não de um vencedor em um momento de fragilidade, que logo vai dar a volta por cima e criar a maior [qualquer coisa] de todos os tempos. E aqui uso a palavra "fracassou" nesse sentido americano, hollywoodiano, de um mundo dividido em vencedores e perdedores, para falar de um filme que justamente foge disso. Achei um filme triste, e ao mesmo tempo delicioso.
O Lorenz Hart criado por Ethan Hawke é uma pessoa interessantíssima, muito engraçada, esperta, meio insuportável e cheia de camadas. A atuação dele está incrível, percorrendo vários tipos de emoções diferentes. Foi bom simplesmente me encostar no sofá e acompanhar as conversas e os sentimentos daquele homem.
Acho que, no fim, gosto mais desse do que do Nouvelle Vague, embora logo que vi eu tenha sentido o contrário. O Nouvelle Vague me inspira mais, e gosto do modo como pensa a criação. Mas o Blue Moon, acho que gosto mais enquanto o filme, me toca mais, me faz sentir coisas distintas e intensas – e não cai no lugar-comum de ser a história de uma vitória artística. É agridoce.
A glória não virá, não como ele espera, e o romance também não virá, mas existe a vida, a noite, o bar, aquelas companhias transitórias e persistentes, algum riso, uma música tocando. Existe também aquilo que foi feito e que o transcendeu de alguma forma, e vai seguir existindo. Existe o fascínio pela beleza, esteja ela onde estiver. E existe alguma esperança, mesmo do que não vai chegar a concretizar.
O filme se resume a grande atuação de Ethan Hawke, e isso não é pouca coisa...trata-se de uma atuação maiúscula e dominante.