Eu acabo gostando mais desse do que do primeiro justamente pelo tom mais sombrio e assumidamente voltado ao terror. O filme abraça esse lado de forma bem eficiente, criando momentos realmente assustadores, e a direção acerta bastante na atmosfera e na construção dessas cenas. O problema está no argumento. O roteiro é confuso, as decisões dos personagens muitas vezes não fazem sentido e os diálogos soam pouco naturais. Além disso, há personagens que surgem no final sem qualquer construção, o que enfraquece ainda mais a narrativa. O terceiro ato, em especial, é bem problemático e desorganizado. No fim, vale pelas cenas de terror, que são bem filmadas e funcionam, mas a história ainda deixa muito a desejar.
Vamos lá: quando falamos de cinebiografias, hoje dá pra perceber dois caminhos bem claros. Um mais autoral, que busca linguagem própria, assume riscos e não evita os lados mais espinhosos do biografado — como em Elvis, Rocketman ou I'm Not There. E outro mais tradicional, mais “chapa branca”, que recorta momentos da vida sem entrar em grandes polêmicas, muitas vezes com participação direta de familiares ou do próprio espólio, como Bob Marley: One Love, Bohemian Rhapsody e Amy. O filme sobre Michael Jackson claramente segue esse segundo caminho. E não é um filme ruim. Pelo contrário: é até uma missão difícil dar conta da grandiosidade da vida e da obra dele — e só o uso das músicas já cria momentos naturalmente empolgantes. Como homenagem, funciona. Quem é fã vai sair satisfeito com o que vê em tela. Mas, para quem olha mais pelo lado do cinema, fica a sensação de que falta personalidade. Especialmente em se tratando de uma figura tão complexa e única como Michael Jackson, era de se esperar uma abordagem mais ousada, mais autoral. No fim, é um filme correto, funcional, mas que poderia ter sido muito mais marcante.
Não tinha muita expectativa para o filme, e ele acabou entregando exatamente isso: nem decepciona totalmente, mas também não surpreende. Dá pra perceber claramente as limitações de orçamento, e, nesse sentido, o diretor Ian até faz um certo “milagre” com o pouco que tem em mãos. O problema maior está na conexão com a história. Os protagonistas não são muito cativantes, seja pelas atuações ou por um roteiro que não ajuda a desenvolver melhor os personagens. Além disso, o filme passa uma sensação de confusão, como se não soubesse exatamente qual caminho seguir. Ainda assim, é válido reconhecer o esforço — principalmente sendo um projeto vindo de criadores independentes, com apoio de fãs. Tem mérito nisso. Mas, no resultado final, fica aquela sensação de que o filme quase chega lá… só que ainda falta um pouco para realmente ser bom.
Eu já não tinha muita expectativa para esse filme, e no fim acabou confirmando essa sensação. Nunca vi muito sentido nessa continuação, porque a história já tinha sido muito bem encerrada no último episódio — especialmente no arco do Thomas Shelby. A justificativa para retomar a narrativa é fraca, e dá a impressão de que a história não se encaixa bem no formato de filme. Também não funciona como se fossem “três episódios condensados”. Parece, na verdade, uma trama que precisaria de uma temporada inteira para desenvolver melhor seus arcos e personagens. Como longa, tudo soa apressado e superficial, sem tempo para aprofundar conflitos ou criar envolvimento emocional. Fica difícil se apegar ao que está sendo contado. No fim, é um desfecho meio frustrante para o personagem — e talvez fosse melhor ter deixado a história exatamente como a série encerrou.
Quando a excentricidade passa do ponto, o resultado pode ser esse. Eu tinha uma expectativa alta para o filme, mas a decepção acabou sendo grande. Parece que a diretora se perdeu na própria proposta, apostando tanto no excesso que a narrativa acaba diluída. O filme tenta abordar muitas ideias ao mesmo tempo, mas não consegue desenvolver nenhuma com a devida profundidade, o que dá a sensação de que não diz muita coisa no fim das contas. Fica como uma colcha de retalhos: várias cenas visualmente impactantes e interessantes isoladamente, mas sem coesão, sem uma estrutura que organize tudo de forma satisfatória. É uma pena, porque havia muito potencial ali, mas a execução acaba comprometendo o resultado final.
O filme tem uma pegada bem clara dos policiais/crimes dos anos 90 e início dos 2000, o que já ganha muitos pontos pela atmosfera. Isso dá um charme especial e traz uma certa nostalgia que funciona bem. A execução é competente, com direção segura e ritmo bem conduzido. O roteiro não é nada extraordinário, segue um caminho mais básico, mas as atuações estão no tom certo e ajudam a sustentar a história. Para quem curte esse tipo de filme, é uma ótima pedida.
Não esperava nada desse filme e acabei me surpreendendo positivamente. Ele brinca com metalinguagem e ainda se arrisca a mudar o gênero dentro desse remake, o que já é um diferencial interessante. Apesar de ter aquela cara de comédia besteirol dos anos 2000, conseguiu me arrancar boas risadas. No fim, é um filme básico, sem grandes ambições, mas que cumpre muito bem o que se propõe. Fui sem expectativa nenhuma e saí gostando.
Um romance bem básico, que segue exatamente a linha das histórias da Colleen Hoover — que, pra mim, costumam ser sempre muito simples e previsíveis. O filme não foge disso: é correto, fácil de assistir, mas sem grandes destaques ou emoções mais marcantes. No fim, acaba sendo bem regular, nada demais.
O filme segue uma trama muito interessante e bem construída, com uma premissa que chama bastante atenção. Apesar disso, o mistério é relativamente fácil de desvendar, o que acaba diminuindo o impacto do plot twist quando ele finalmente acontece. Ainda assim, essa previsibilidade acaba dizendo muito mais sobre a própria sociedade e os temas que o filme propõe discutir. No fim, mesmo sem surpreender tanto quanto poderia, é uma obra que vale pela ideia e pelas reflexões que levanta.
Um terror bem competente, que consegue construir uma tensão constante ao longo da narrativa. As atuações são sólidas e ajudam a dar credibilidade à história, enquanto a trama te prende até o final, mantendo o interesse e o suspense. No fim, é um filme que entrega o que promete e vale a pena assistir.
Simples na medida certa, e ainda assim um filme espetacular. É muito emocionante, mas sem cair no piegas, conduzindo tudo com sensibilidade e equilíbrio. Ryan Gosling está bem demais, entregando uma atuação cheia de nuances, e a amizade dele com Rocky é, sem dúvida, a alma do filme. A forma como o longa mistura os flashbacks com a trama principal funciona muito bem, ajudando a construir o emocional da história sem quebrar o ritmo. Mesmo trazendo várias referências à ficção científica, o filme usa essas inspirações com inteligência, sem parecer apenas uma cópia, mas sim uma homenagem bem feita. Além disso, é um filme que conversa com muitos temas importantes: solidão, otimismo, ambientalismo, amizade e, principalmente, o que nos torna humanos. Tudo isso é tratado de forma leve, mas muito significativa. É um filme lindo, daqueles que ficam com você depois que acabam — com certeza, um dos meus favoritos do ano.
Que filme bom. Eu não gosto muito de comparar obras — cada filme tem sua proposta — mas, já que ele está disputando diretamente com Hamnet no Oscar, aqui a sensação é de que ele dá um verdadeiro baile quando o assunto é fazer a arte dialogar com os problemas da vida real. O filme explora muito bem como a arte pode servir como forma de compreender, enfrentar e até transformar essas questões. É impressionante como tudo funciona em alto nível: as atuações são extraordinárias, a direção é segura e sensível, e a fotografia é simplesmente impecável. É daqueles filmes que conversam profundamente com o nosso tempo, abordando temas atuais com muita inteligência e emoção. No conjunto, é uma obra poderosa
O filme me deixou com sensações bem mistas. Existem cenas realmente espetaculares, muito bem filmadas e coreografadas, que mostram o potencial que o filme poderia ter alcançado. Por outro lado, há momentos que parecem mal dirigidos, quebrando o ritmo e a consistência da narrativa. O roteiro também dá a impressão de estar um pouco perdido, tentando misturar várias ideias e caminhos diferentes sem conseguir amarrá-los de forma satisfatória. No fim, fica aquela sensação de que o filme tinha bons elementos nas mãos, mas poderia ter sido muito mais se essa mistura tivesse sido melhor trabalhada.
Um filme muito bom, divertido e com aquela clara vibe de sessão da tarde. A continuação opta por seguir a narrativa do longa anterior, mas com uma pegada mais familiar, ampliando um pouco o tom mais leve da história. Existem boas cenas de ação, bem executadas e que mantêm o ritmo do filme. Ainda assim, ele não consegue impressionar como o primeiro. Os clichês aparecem com mais frequência e acabam soando mais cansativos e exagerados, perdendo um pouco da graça e do frescor que o filme anterior tinha. Mesmo assim, funciona como um entretenimento despretensioso, daqueles perfeitos para assistir em uma tarde tranquila.
Eu ainda não tinha visto nenhum filme da franquia, então resolvi começar pelo primeiro — e que ótima decisão. Gostei muito do que vi. Agora entendo perfeitamente por que tanta gente gosta desse filme e a importância que ele teve para revitalizar os filmes de zumbi nos anos 2000. É muito bem filmado, cria uma atmosfera tensa e imersiva, e conta com atuações impactantes que ajudam a dar peso emocional à história. Não é só sobre sobrevivência, mas sobre desespero, colapso social e humanidade em crise. Já terminei com vontade de engatar imediatamente na continuação para ver como essa história evolui.
Vamos falar de Pânico 7… e, para mim, é disparado o filme mais fraco de toda a franquia. O primeiro era uma metalinguagem afiada sobre os slashers. O segundo discutia continuações. O terceiro falava sobre encerrar trilogias. O quarto refletia sobre remakes. O quinto misturava reboot, “requels”, nostalgia e a relação tóxica entre fãs e franquias. O sexto já mostrava certo desgaste, voltando demais ao tema da nostalgia, mas ao menos ainda tinha um mistério minimamente intrigante. Já o sétimo… não parece ter nada a dizer. E isso é o mais grave para uma franquia que sempre se destacou justamente pelo comentário metalinguístico. Temas não faltavam — IA, retcon, manipulação de narrativa, cultura digital — mas o filme simplesmente não desenvolve nenhum deles de forma relevante. É como se ele próprio admitisse que não tem um discurso claro. O mistério é fraco, a revelação dos assassinos é pouco impactante e as motivações não convencem. Além disso, o roteiro apresenta várias inconsistências que enfraquecem ainda mais a experiência. Falta tensão, falta comentário, falta identidade. Nos bastidores, a demissão de uma das atrizes por posicionamentos políticos já sinalizava um processo turbulento, e o resultado final parece refletir esse caos. O único ponto realmente positivo é Neve Campbell, que continua dominando a personagem com autoridade e presença. Ainda assim, nem sei se isso é totalmente positivo — eu já estava satisfeito com o encerramento anterior da personagem. Vê-la novamente presa ao mesmo ciclo de perseguição tira um pouco do peso das despedidas anteriores. No fim, é uma grande decepção. Um filme que carrega o nome de uma franquia tão inteligente e acaba entregando justamente o que ela sempre criticou: vazio.
Que filme espetacular. A adaptação do conto da Cinderela é extremamente criativa ao optar pela perspectiva da meia-irmã — uma sacada inteligente que renova completamente uma história tão conhecida. A mensagem é poderosa, especialmente ao abordar a pressão estética feminina e a imposição constante de moldar o próprio corpo e comportamento para agradar ao olhar masculino. A narrativa é crua, direta, e o tom mais gore nunca soa gratuito ou exagerado; pelo contrário, é impactante na medida certa, reforçando o desconforto que a temática propõe. É um filme corajoso, provocador e muito bem construído. Sem dúvida, um dos melhores de 2025.
A Única Saída é uma adaptação do livro The Ax (O Corte). Eu nunca li a obra original, mas na época da faculdade assisti à versão francesa baseada no mesmo material — e era um filme muito bom. Por isso, minha expectativa para essa nova adaptação já era alta, ainda mais com um diretor tão renomado quanto Park Chan-wook no comando. Felizmente, o filme entrega. É excelente. Encontra o tom certo, equilibra a comédia na medida exata e constrói um roteiro adaptado muito consistente. A progressão dos personagens é muito bem trabalhada, e tanto a fotografia quanto o design de produção colaboram fortemente para essa construção. As atuações são ótimas, cheias de nuances, e sustentam o peso da história com competência. No fim, foi um filme que não só atendeu, mas realmente preencheu minhas expectativas.
O filme é muito bem dirigido e conta com atuações excepcionais dos dois protagonistas, que sustentam a narrativa com muita entrega e sensibilidade. A forma como aborda o luto e a capacidade da arte de eternizar memórias é delicada e profunda. Tecnicamente, é um trabalho impecável — fotografia, trilha e montagem funcionam com muita precisão. Ainda assim, apesar de reconhecer todas essas qualidades, não consegui me conectar emocionalmente como imaginava. Eu gostei do filme, admiro o que ele propõe e como executa, mas ele não me tocou da forma intensa que eu esperava.
O filme tem uma belíssima fotografia — e é impossível não destacar o trabalho do fotógrafo brasileiro, que sem dúvida é o grande trunfo da obra. Cada enquadramento parece pensado como pintura, dando uma força visual impressionante à narrativa. Confesso que tenho certa dificuldade de me conectar com filmes mais contemplativos e de ritmo mais lento, mas ainda assim consigo reconhecer a beleza do que está sendo construído ali. O longa aborda temas como progresso, luto e masculinidade de maneira delicada e harmoniosa, sem pressa, permitindo que as emoções amadureçam em cena. É um filme muito bem dirigido, sensível e esteticamente marcante, mesmo que exija mais paciência do espectador.
Gostei muito do filme. Ele tem uma vibe clara dos filmes de ação dos anos 2000, com aquela energia mais direta, sem muita firula, focada em ritmo e tensão. As reviravoltas são interessantes e ajudam a manter a atenção ao longo da trama. A direção é competente, conduzindo a história com firmeza e sem grandes exageros. No fim, é aquele tipo de filme perfeito para dar play no fim de semana em casa e se divertir sem compromisso — e, dentro dessa proposta, funciona muito bem.
Que filmão do Spike Lee. Mesmo sem conhecer o filme original do Kurosawa, esse aqui já entra fácil como um dos meus favoritos de 2025. As atuações são impecáveis, a montagem é afiadíssima e a direção conduz tudo com muita segurança e personalidade. É daqueles filmes que te envolvem do começo ao fim. Uma pena não ter tido mais repercussão, porque merecia muito mais destaque e discussão.
O filme conta com ótimas atuações e um roteiro intrigante, que prende do início ao fim. A narrativa é conduzida de forma tão segura que o espectador se mantém constantemente surpreendido com os rumos da história. Um grande acerto é não apostar em um final aberto, entregando uma conclusão clara e satisfatória. Tudo isso é amarrado por uma excelente direção, que dá ritmo, tensão e personalidade ao filme.
Uma coisa precisa ser dita: esse filme é bem melhor do que Beau Tem Medo, último trabalho do Ari Aster. Aqui, a trama é mais cativante e muito mais fácil de acompanhar, com um roteiro que se mantém instigante e realmente prende o espectador. O grande acerto está na forma como o filme expõe que a polarização política não nasce da racionalidade, mas da passionalidade — são as emoções que servem para justificar ações travestidas de “razão”, em ambos os lados. O longa escancara a hipocrisia presente nas duas faces dessa disputa, o que rende momentos bastante interessantes. Confesso que esse tipo de abordagem às vezes me incomoda, especialmente quando tenta tratar discursos como equivalentes, mesmo quando um deles flerta claramente com o autoritarismo. Ainda assim, é provocador ver como certos personagens que se colocam como progressistas têm suas próprias incoerências expostas. O problema maior está no final. Ari Aster parece querer abraçar tantos temas ao mesmo tempo que acaba não conseguindo amarrá-los de forma satisfatória. O roteiro se dispersa, perde força e dá a sensação de que o cineasta sabe muito bem como apresentar suas ideias, mas não como concluí-las. É como se o filme fosse interrompido antes de encontrar um verdadeiro fechamento.
Five Nights at Freddy's 2
2.2 57 Assista AgoraEu acabo gostando mais desse do que do primeiro justamente pelo tom mais sombrio e assumidamente voltado ao terror. O filme abraça esse lado de forma bem eficiente, criando momentos realmente assustadores, e a direção acerta bastante na atmosfera e na construção dessas cenas.
O problema está no argumento. O roteiro é confuso, as decisões dos personagens muitas vezes não fazem sentido e os diálogos soam pouco naturais. Além disso, há personagens que surgem no final sem qualquer construção, o que enfraquece ainda mais a narrativa. O terceiro ato, em especial, é bem problemático e desorganizado.
No fim, vale pelas cenas de terror, que são bem filmadas e funcionam, mas a história ainda deixa muito a desejar.
Michael
3.8 358Vamos lá: quando falamos de cinebiografias, hoje dá pra perceber dois caminhos bem claros. Um mais autoral, que busca linguagem própria, assume riscos e não evita os lados mais espinhosos do biografado — como em Elvis, Rocketman ou I'm Not There. E outro mais tradicional, mais “chapa branca”, que recorta momentos da vida sem entrar em grandes polêmicas, muitas vezes com participação direta de familiares ou do próprio espólio, como Bob Marley: One Love, Bohemian Rhapsody e Amy.
O filme sobre Michael Jackson claramente segue esse segundo caminho. E não é um filme ruim. Pelo contrário: é até uma missão difícil dar conta da grandiosidade da vida e da obra dele — e só o uso das músicas já cria momentos naturalmente empolgantes. Como homenagem, funciona. Quem é fã vai sair satisfeito com o que vê em tela.
Mas, para quem olha mais pelo lado do cinema, fica a sensação de que falta personalidade. Especialmente em se tratando de uma figura tão complexa e única como Michael Jackson, era de se esperar uma abordagem mais ousada, mais autoral. No fim, é um filme correto, funcional, mas que poderia ter sido muito mais marcante.
A Própria Carne
3.0 51 Assista AgoraNão tinha muita expectativa para o filme, e ele acabou entregando exatamente isso: nem decepciona totalmente, mas também não surpreende. Dá pra perceber claramente as limitações de orçamento, e, nesse sentido, o diretor Ian até faz um certo “milagre” com o pouco que tem em mãos.
O problema maior está na conexão com a história. Os protagonistas não são muito cativantes, seja pelas atuações ou por um roteiro que não ajuda a desenvolver melhor os personagens. Além disso, o filme passa uma sensação de confusão, como se não soubesse exatamente qual caminho seguir.
Ainda assim, é válido reconhecer o esforço — principalmente sendo um projeto vindo de criadores independentes, com apoio de fãs. Tem mérito nisso. Mas, no resultado final, fica aquela sensação de que o filme quase chega lá… só que ainda falta um pouco para realmente ser bom.
Peaky Blinders: O Homem Imortal
3.2 122 Assista AgoraEu já não tinha muita expectativa para esse filme, e no fim acabou confirmando essa sensação. Nunca vi muito sentido nessa continuação, porque a história já tinha sido muito bem encerrada no último episódio — especialmente no arco do Thomas Shelby.
A justificativa para retomar a narrativa é fraca, e dá a impressão de que a história não se encaixa bem no formato de filme. Também não funciona como se fossem “três episódios condensados”. Parece, na verdade, uma trama que precisaria de uma temporada inteira para desenvolver melhor seus arcos e personagens.
Como longa, tudo soa apressado e superficial, sem tempo para aprofundar conflitos ou criar envolvimento emocional. Fica difícil se apegar ao que está sendo contado. No fim, é um desfecho meio frustrante para o personagem — e talvez fosse melhor ter deixado a história exatamente como a série encerrou.
A Noiva!
3.1 131Quando a excentricidade passa do ponto, o resultado pode ser esse. Eu tinha uma expectativa alta para o filme, mas a decepção acabou sendo grande. Parece que a diretora se perdeu na própria proposta, apostando tanto no excesso que a narrativa acaba diluída.
O filme tenta abordar muitas ideias ao mesmo tempo, mas não consegue desenvolver nenhuma com a devida profundidade, o que dá a sensação de que não diz muita coisa no fim das contas. Fica como uma colcha de retalhos: várias cenas visualmente impactantes e interessantes isoladamente, mas sem coesão, sem uma estrutura que organize tudo de forma satisfatória.
É uma pena, porque havia muito potencial ali, mas a execução acaba comprometendo o resultado final.
Caminhos do Crime
3.3 100 Assista AgoraO filme tem uma pegada bem clara dos policiais/crimes dos anos 90 e início dos 2000, o que já ganha muitos pontos pela atmosfera. Isso dá um charme especial e traz uma certa nostalgia que funciona bem. A execução é competente, com direção segura e ritmo bem conduzido.
O roteiro não é nada extraordinário, segue um caminho mais básico, mas as atuações estão no tom certo e ajudam a sustentar a história. Para quem curte esse tipo de filme, é uma ótima pedida.
Anaconda
2.5 263Não esperava nada desse filme e acabei me surpreendendo positivamente. Ele brinca com metalinguagem e ainda se arrisca a mudar o gênero dentro desse remake, o que já é um diferencial interessante. Apesar de ter aquela cara de comédia besteirol dos anos 2000, conseguiu me arrancar boas risadas.
No fim, é um filme básico, sem grandes ambições, mas que cumpre muito bem o que se propõe. Fui sem expectativa nenhuma e saí gostando.
Uma Segunda Chance
3.1 29 Assista AgoraUm romance bem básico, que segue exatamente a linha das histórias da Colleen Hoover — que, pra mim, costumam ser sempre muito simples e previsíveis. O filme não foge disso: é correto, fácil de assistir, mas sem grandes destaques ou emoções mais marcantes. No fim, acaba sendo bem regular, nada demais.
Não Se Preocupe, Querida
3.3 627 Assista AgoraO filme segue uma trama muito interessante e bem construída, com uma premissa que chama bastante atenção. Apesar disso, o mistério é relativamente fácil de desvendar, o que acaba diminuindo o impacto do plot twist quando ele finalmente acontece. Ainda assim, essa previsibilidade acaba dizendo muito mais sobre a própria sociedade e os temas que o filme propõe discutir. No fim, mesmo sem surpreender tanto quanto poderia, é uma obra que vale pela ideia e pelas reflexões que levanta.
Faça Ela Voltar
3.8 769 Assista AgoraUm terror bem competente, que consegue construir uma tensão constante ao longo da narrativa. As atuações são sólidas e ajudam a dar credibilidade à história, enquanto a trama te prende até o final, mantendo o interesse e o suspense. No fim, é um filme que entrega o que promete e vale a pena assistir.
Devoradores de Estrelas
4.1 503 Assista AgoraSimples na medida certa, e ainda assim um filme espetacular. É muito emocionante, mas sem cair no piegas, conduzindo tudo com sensibilidade e equilíbrio. Ryan Gosling está bem demais, entregando uma atuação cheia de nuances, e a amizade dele com Rocky é, sem dúvida, a alma do filme.
A forma como o longa mistura os flashbacks com a trama principal funciona muito bem, ajudando a construir o emocional da história sem quebrar o ritmo. Mesmo trazendo várias referências à ficção científica, o filme usa essas inspirações com inteligência, sem parecer apenas uma cópia, mas sim uma homenagem bem feita.
Além disso, é um filme que conversa com muitos temas importantes: solidão, otimismo, ambientalismo, amizade e, principalmente, o que nos torna humanos. Tudo isso é tratado de forma leve, mas muito significativa. É um filme lindo, daqueles que ficam com você depois que acabam — com certeza, um dos meus favoritos do ano.
Valor Sentimental
3.9 386 Assista AgoraQue filme bom. Eu não gosto muito de comparar obras — cada filme tem sua proposta — mas, já que ele está disputando diretamente com Hamnet no Oscar, aqui a sensação é de que ele dá um verdadeiro baile quando o assunto é fazer a arte dialogar com os problemas da vida real. O filme explora muito bem como a arte pode servir como forma de compreender, enfrentar e até transformar essas questões.
É impressionante como tudo funciona em alto nível: as atuações são extraordinárias, a direção é segura e sensível, e a fotografia é simplesmente impecável. É daqueles filmes que conversam profundamente com o nosso tempo, abordando temas atuais com muita inteligência e emoção. No conjunto, é uma obra poderosa
Drácula: Uma História de Amor Eterno
3.0 111 Assista AgoraO filme me deixou com sensações bem mistas. Existem cenas realmente espetaculares, muito bem filmadas e coreografadas, que mostram o potencial que o filme poderia ter alcançado. Por outro lado, há momentos que parecem mal dirigidos, quebrando o ritmo e a consistência da narrativa.
O roteiro também dá a impressão de estar um pouco perdido, tentando misturar várias ideias e caminhos diferentes sem conseguir amarrá-los de forma satisfatória. No fim, fica aquela sensação de que o filme tinha bons elementos nas mãos, mas poderia ter sido muito mais se essa mistura tivesse sido melhor trabalhada.
Anônimo 2
3.1 161 Assista AgoraUm filme muito bom, divertido e com aquela clara vibe de sessão da tarde. A continuação opta por seguir a narrativa do longa anterior, mas com uma pegada mais familiar, ampliando um pouco o tom mais leve da história. Existem boas cenas de ação, bem executadas e que mantêm o ritmo do filme.
Ainda assim, ele não consegue impressionar como o primeiro. Os clichês aparecem com mais frequência e acabam soando mais cansativos e exagerados, perdendo um pouco da graça e do frescor que o filme anterior tinha. Mesmo assim, funciona como um entretenimento despretensioso, daqueles perfeitos para assistir em uma tarde tranquila.
Extermínio
3.7 1,1K Assista AgoraEu ainda não tinha visto nenhum filme da franquia, então resolvi começar pelo primeiro — e que ótima decisão. Gostei muito do que vi. Agora entendo perfeitamente por que tanta gente gosta desse filme e a importância que ele teve para revitalizar os filmes de zumbi nos anos 2000.
É muito bem filmado, cria uma atmosfera tensa e imersiva, e conta com atuações impactantes que ajudam a dar peso emocional à história. Não é só sobre sobrevivência, mas sobre desespero, colapso social e humanidade em crise. Já terminei com vontade de engatar imediatamente na continuação para ver como essa história evolui.
Pânico 7
2.7 397 Assista AgoraVamos falar de Pânico 7… e, para mim, é disparado o filme mais fraco de toda a franquia.
O primeiro era uma metalinguagem afiada sobre os slashers. O segundo discutia continuações. O terceiro falava sobre encerrar trilogias. O quarto refletia sobre remakes. O quinto misturava reboot, “requels”, nostalgia e a relação tóxica entre fãs e franquias. O sexto já mostrava certo desgaste, voltando demais ao tema da nostalgia, mas ao menos ainda tinha um mistério minimamente intrigante.
Já o sétimo… não parece ter nada a dizer. E isso é o mais grave para uma franquia que sempre se destacou justamente pelo comentário metalinguístico. Temas não faltavam — IA, retcon, manipulação de narrativa, cultura digital — mas o filme simplesmente não desenvolve nenhum deles de forma relevante. É como se ele próprio admitisse que não tem um discurso claro.
O mistério é fraco, a revelação dos assassinos é pouco impactante e as motivações não convencem. Além disso, o roteiro apresenta várias inconsistências que enfraquecem ainda mais a experiência. Falta tensão, falta comentário, falta identidade.
Nos bastidores, a demissão de uma das atrizes por posicionamentos políticos já sinalizava um processo turbulento, e o resultado final parece refletir esse caos.
O único ponto realmente positivo é Neve Campbell, que continua dominando a personagem com autoridade e presença. Ainda assim, nem sei se isso é totalmente positivo — eu já estava satisfeito com o encerramento anterior da personagem. Vê-la novamente presa ao mesmo ciclo de perseguição tira um pouco do peso das despedidas anteriores.
No fim, é uma grande decepção. Um filme que carrega o nome de uma franquia tão inteligente e acaba entregando justamente o que ela sempre criticou: vazio.
A Meia-Irmã Feia
3.8 449 Assista AgoraQue filme espetacular. A adaptação do conto da Cinderela é extremamente criativa ao optar pela perspectiva da meia-irmã — uma sacada inteligente que renova completamente uma história tão conhecida. A mensagem é poderosa, especialmente ao abordar a pressão estética feminina e a imposição constante de moldar o próprio corpo e comportamento para agradar ao olhar masculino.
A narrativa é crua, direta, e o tom mais gore nunca soa gratuito ou exagerado; pelo contrário, é impactante na medida certa, reforçando o desconforto que a temática propõe. É um filme corajoso, provocador e muito bem construído. Sem dúvida, um dos melhores de 2025.
A Única Saída
3.7 150 Assista AgoraA Única Saída é uma adaptação do livro The Ax (O Corte). Eu nunca li a obra original, mas na época da faculdade assisti à versão francesa baseada no mesmo material — e era um filme muito bom. Por isso, minha expectativa para essa nova adaptação já era alta, ainda mais com um diretor tão renomado quanto Park Chan-wook no comando.
Felizmente, o filme entrega. É excelente. Encontra o tom certo, equilibra a comédia na medida exata e constrói um roteiro adaptado muito consistente. A progressão dos personagens é muito bem trabalhada, e tanto a fotografia quanto o design de produção colaboram fortemente para essa construção. As atuações são ótimas, cheias de nuances, e sustentam o peso da história com competência. No fim, foi um filme que não só atendeu, mas realmente preencheu minhas expectativas.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 433 Assista AgoraO filme é muito bem dirigido e conta com atuações excepcionais dos dois protagonistas, que sustentam a narrativa com muita entrega e sensibilidade. A forma como aborda o luto e a capacidade da arte de eternizar memórias é delicada e profunda. Tecnicamente, é um trabalho impecável — fotografia, trilha e montagem funcionam com muita precisão.
Ainda assim, apesar de reconhecer todas essas qualidades, não consegui me conectar emocionalmente como imaginava. Eu gostei do filme, admiro o que ele propõe e como executa, mas ele não me tocou da forma intensa que eu esperava.
Sonhos de Trem
3.7 351 Assista AgoraO filme tem uma belíssima fotografia — e é impossível não destacar o trabalho do fotógrafo brasileiro, que sem dúvida é o grande trunfo da obra. Cada enquadramento parece pensado como pintura, dando uma força visual impressionante à narrativa.
Confesso que tenho certa dificuldade de me conectar com filmes mais contemplativos e de ritmo mais lento, mas ainda assim consigo reconhecer a beleza do que está sendo construído ali. O longa aborda temas como progresso, luto e masculinidade de maneira delicada e harmoniosa, sem pressa, permitindo que as emoções amadureçam em cena. É um filme muito bem dirigido, sensível e esteticamente marcante, mesmo que exija mais paciência do espectador.
Dinheiro Suspeito
3.4 149 Assista AgoraGostei muito do filme. Ele tem uma vibe clara dos filmes de ação dos anos 2000, com aquela energia mais direta, sem muita firula, focada em ritmo e tensão. As reviravoltas são interessantes e ajudam a manter a atenção ao longo da trama. A direção é competente, conduzindo a história com firmeza e sem grandes exageros. No fim, é aquele tipo de filme perfeito para dar play no fim de semana em casa e se divertir sem compromisso — e, dentro dessa proposta, funciona muito bem.
Luta de Classes
2.8 72 Assista AgoraQue filmão do Spike Lee. Mesmo sem conhecer o filme original do Kurosawa, esse aqui já entra fácil como um dos meus favoritos de 2025. As atuações são impecáveis, a montagem é afiadíssima e a direção conduz tudo com muita segurança e personalidade. É daqueles filmes que te envolvem do começo ao fim. Uma pena não ter tido mais repercussão, porque merecia muito mais destaque e discussão.
Bugonia
3.6 474 Assista AgoraO filme conta com ótimas atuações e um roteiro intrigante, que prende do início ao fim. A narrativa é conduzida de forma tão segura que o espectador se mantém constantemente surpreendido com os rumos da história. Um grande acerto é não apostar em um final aberto, entregando uma conclusão clara e satisfatória. Tudo isso é amarrado por uma excelente direção, que dá ritmo, tensão e personalidade ao filme.
Eddington
3.1 113Uma coisa precisa ser dita: esse filme é bem melhor do que Beau Tem Medo, último trabalho do Ari Aster. Aqui, a trama é mais cativante e muito mais fácil de acompanhar, com um roteiro que se mantém instigante e realmente prende o espectador. O grande acerto está na forma como o filme expõe que a polarização política não nasce da racionalidade, mas da passionalidade — são as emoções que servem para justificar ações travestidas de “razão”, em ambos os lados.
O longa escancara a hipocrisia presente nas duas faces dessa disputa, o que rende momentos bastante interessantes. Confesso que esse tipo de abordagem às vezes me incomoda, especialmente quando tenta tratar discursos como equivalentes, mesmo quando um deles flerta claramente com o autoritarismo. Ainda assim, é provocador ver como certos personagens que se colocam como progressistas têm suas próprias incoerências expostas.
O problema maior está no final. Ari Aster parece querer abraçar tantos temas ao mesmo tempo que acaba não conseguindo amarrá-los de forma satisfatória. O roteiro se dispersa, perde força e dá a sensação de que o cineasta sabe muito bem como apresentar suas ideias, mas não como concluí-las. É como se o filme fosse interrompido antes de encontrar um verdadeiro fechamento.