Confesso que não esperava nada desse filme. Pelo contrário, achei o trailer bem zoado e não estava com muita vontade de assistir. Mas, para minha surpresa, gostei bastante! O filme tem aquela pegada de Sessão da Tarde que é uma delícia de assistir, uma aventura leve, divertida e que consegue nos envolver sem precisar inventar muita coisa.
Em alguns momentos, ele até me lembrou Jurassic Park, do Spielberg. Claro que não chega nem perto da qualidade e da grandiosidade da obra do diretor, mas existe aqui algo daquela aventura descomplicada que é muito gostosa de acompanhar.
É um filme genérico no sentido de ser bastante básico e seguir uma fórmula conhecida, mas não digo isso como algo necessariamente ruim. Nem todo filme precisa reinventar o gênero ou ser uma obra-prima. Às vezes, tudo o que a gente quer é uma aventura divertida, bem conduzida e que cumpra aquilo a que se propõe.
No fim, gostei bastante! Foi uma surpresa positiva e aquele tipo de filme que você coloca para assistir sem grandes expectativas e acaba se divertindo muito mais do que imaginava.
Eu gostei muito desse filme. Apesar de lembrar bastante A Substância, ele apresenta um argumento muito bom e consegue desenvolver sua proposta de maneira interessante. O filme tem um ritmo muito bom, é bem editado e consegue construir uma tensão que nos mantém envolvidos durante toda a experiência.
O que mais gostei foi a maneira como o filme conduz sua história. Mesmo com algumas semelhanças com outras obras do gênero, ele consegue sustentar sua própria discussão e nos deixar cada vez mais tensos à medida que a narrativa avança.
Outro ponto que merece destaque é a coragem do final. É uma escolha que reforça a crítica que o filme pretende fazer e demonstra que ele não tem medo de levar sua proposta até as últimas consequências. Acho que é justamente isso que torna a experiência tão interessante: não é apenas um filme que apresenta uma boa ideia, mas que também tem coragem de desenvolvê-la e concluir sua história de maneira marcante.
No fim, gostei muito do filme. É uma crítica social muito bem construída, que utiliza o gênero para provocar reflexão sem abrir mão do ritmo e da tensão. Uma ótima surpresa!
*Digger* é um filme muito bom e, sinceramente, me surpreendeu bastante. Para mim, é o melhor filme do Irrarito até agora. Eu já imaginava qual era o ponto que o filme queria abordar, então não foi exatamente a mensagem que me surpreendeu, mas a maneira como ele constrói essa discussão.
O filme consegue retratar muito bem esse mundo da pós-verdade, principalmente através desses personagens caricatos, exagerados e completamente sem escrúpulos. É justamente nesse exagero que acho que ona.
No fim, *Digger* foi uma ótima surpresa para mim. Eu já sabia onde o filme queria chegar, mas não esperava que ele encontrasse uma maneira tão interessante de chegar lá. É um filme muito bem construído e, até agora, o que mais gostei do Irrarito. filme encontra sua força, porque ele consegue transformar situações que poderiam parecer absurdas em algo que, ao mesmo tempo, soa assustadoramente familiar.
A abordagem funciona muito bem porque o filme não precisa ficar explicando o tempo inteiro aquilo que quer dizer. Ele coloca esses personagens dentro desse universo e deixa que suas atitudes mostrem como essa realidade funciona.A caricatura não diminui a crítica; pelo contrário, ajuda a deixar ainda mais evidente o absurdo desse mundo em que a verdade parece ter cada vez menos importância.
No fim, Digger foi uma ótima surpresa para mim. Eu já sabia onde o filme queria chegar, mas não esperava que ele encontrasse uma maneira tão interessante de chegar lá. É um filme muito bem construído e, até agora, o que mais gostei do Irrarito.
Enola Holmes 3 talvez seja o filme mais fraco da franquia. O primeiro tinha uma proposta interessante e bastante potencial. Era um filme que, mesmo com seus problemas, tinha uma identidade própria e conseguia apresentar a Enola de uma maneira divertida.
O problema é que, a partir do segundo filme, a franquia começou a ficar cada vez mais genérica. O que inicialmente parecia ter personalidade foi sendo substituído por uma fórmula mais convencional, e o terceiro filme acaba levando isso ainda mais longe.
Não acho que seja necessariamente um filme ruim, mas falta alma. É uma aventura que cumpre aquilo que se espera dela, mas sem a mesma criatividade e o mesmo charme que fizeram o primeiro filme funcionar. No fim, Enola Holmes começou com bastante potencial, mas acabou se tornando uma franquia genérica demais.
Que filme agoniante. E o mais interessante é que ele é agoniante de propósito. O que torna tudo ainda mais assustador é perceber que esse possível mundo fascista não parece tão distante da nossa realidade. Pelo contrário, em alguns aspectos, ele parece muito próximo de nós, e é justamente essa proximidade que faz o filme funcionar tão bem como alerta.O filme tem um roteiro interessante e instigante, que consegue criar uma sensação constante de desconforto. A gente acompanha aquele mundo principalmente através da família, e acho que essa escolha funciona, porque nos coloca dentro da experiência deles e faz com que descubramos as coisas junto com os personagens.Ao mesmo tempo, senti falta de conhecer um pouco mais o panorama geral daquele universo. Como tudo acontece tão rápido e nós temos acesso àquele mundo quase exclusivamente através da família, fiquei querendo entender melhor como aquela sociedade chegou até ali, como o sistema funciona e de que maneira ele afeta outras pessoas além dos protagonistas.Por outro lado, entendo completamente a escolha do filme. Talvez mostrar tudo de forma mais ampla tirasse justamente parte da angústia. Ainda assim, em alguns momentos, senti que saber um pouco mais sobre o contexto daquele mundo ajudaria a entender melhor o impacto que ele tem sobre a família.No fim, é um ótimo filme e, principalmente, um importante alerta. Mais assustador do que a possibilidade de um mundo como aquele existir é perceber que ele não parece tão impossível ou tão distante assim.
Eu não conhecia a história da Christy e fiquei realmente horrorizado com tudo o que aconteceu. É impossível não sentir raiva do marido dela e, ao mesmo tempo, ficar indignado com o fato de ela ter permanecido por tanto tempo naquela relação. A história por si só já é muito forte e, justamente por isso, consegue sustentar boa parte do filme.
Como cinebiografia, o filme segue bastante o padrão do gênero. Não tenta reinventar a fórmula e conta a trajetória de maneira relativamente convencional. Ainda assim, é um filme muito bem feito e consegue fazer justiça à história da Christy.
Algumas coisas me incomodaram, principalmente a maquiagem e o envelhecimento dos personagens, que em alguns momentos não convencem. Também senti alguns cortes na edição que deixam determinadas passagens um pouco bruscas. São problemas que acabam tirando um pouco do impacto em alguns momentos.
Apesar disso, é uma boa cinebiografia e, acima de tudo, uma história que merece ser conhecida. Christy merecia que sua trajetória fosse contada, e o filme consegue cumprir esse papel de maneira competente.
O filme é muito bom. O mistério consegue prender a atenção do começo ao fim, e, apesar de as atuações serem mais contidas, elas estão na medida certa para a proposta. O filme também é muito bem filmado e possui uma estrutura narrativa bem construída.
Não apresenta exatamente nenhuma novidade dentro do gênero, mas executa muito bem aquilo que se propõe a fazer. Para quem gosta desse tipo de filme, é uma boa pedida. Aquele típico filme para assistir em um sábado à noite, no melhor estilo Supercine.
O filme é muito bom. A edição combina perfeitamente com a temática e é, sem dúvida, um dos grandes destaques da produção. É muito, muito bem feita e ajuda a construir a identidade do filme.
A direção também é excelente, e os atores estão muito bem. O que mais gostei foi a maneira como o filme conta sua história dialogando diretamente com a linguagem da internet atual, incorporando esse ritmo e essa estética sem parecer apenas uma cópia das redes sociais.
Com certeza, é um ótimo filme nacional e uma produção que entende muito bem a internet e a forma como consumimos conteúdo hoje. O Rei da Internet é uma grata surpresa.
Uma comédia romântica muito gostosa de assistir. A química entre os protagonistas funciona muito bem, e a construção do romance é bem desenvolvida, fazendo com que a relação entre os dois pareça natural ao longo do filme.
O plot também é bastante curioso e consegue trazer um pouco de novidade para uma fórmula que já conhecemos. Minha única ressalva fica para algumas decisões tomadas no final, que não me agradaram tanto e poderiam ter sido conduzidas de outra maneira.
Ainda assim, é uma boa surpresa. É um filme leve, divertido e agradável de assistir — e, considerando como estamos carentes de boas comédias românticas atualmente, qualquer uma que consiga entregar uma experiência gostosa já merece espaço.
Essa nova animação da Disney é muito bonita. A parte visual é, sem dúvida, um dos grandes destaques, principalmente em alguns takes que lembram bastante a linguagem dos animes na forma como são construídos e movimentados.
A história é boa e o filme funciona bem dentro da proposta. É uma animação gostosa de assistir, com bons momentos e uma experiência bastante agradável.
O problema é justamente carregar o nome Disney. Quando penso nos grandes filmes do estúdio, espero aquele "tchan" a mais, aquela magia e personalidade que fazem a produção ficar na memória. Aqui senti um pouco de falta disso.
No fim, é um filme bem ok, bonito e divertido, que vale a pena assistir, mas que acaba decepcionando um pouco justamente por vir de um estúdio com uma tradição tão grande em animações.
Adorei esse filme. Não dava absolutamente nada por ele, mas acabou sendo uma ótima surpresa. Como um filme biográfico musical, ele funciona muito bem e entrega exatamente aquilo que se propõe.
A condução da direção é muito boa e sabe entender o que cada momento da história pede. Quando precisa emocionar, emociona; quando precisa trazer drama, funciona; quando chega o momento da superação, o filme entrega a sensação de conquista.
É verdade que praticamente todos os clichês do gênero estão aqui, mas a diferença é que eles são muito bem executados. A direção, a fotografia e as atuações conseguem transformar uma história que poderia ser bastante previsível em algo envolvente.
Minha única ressalva é o final. Não gostei muito da maneira como a história foi encerrada e acho que tentaria seguir por outro caminho. Ainda assim, isso não tira o mérito do restante da produção.
No fim, foi uma grata surpresa e um filme biográfico musical muito bom.
Iria assistir esse filme no cinema, mas as críticas do público e da imprensa acabaram me desmotivando. Ainda assim, eu já tinha uma certa desconfiança desse hate todo, principalmente porque percebo que, quando uma mulher protagoniza um filme de super-herói, muitas vezes a produção recebe uma rejeição desproporcional, como aconteceu com The Marvels. Depois de assistir, continuo com essa sensação. Não estou dizendo que o filme é uma obra-prima ou que não tenha problemas, porque tem vários. Mas existe uma diferença enorme entre um filme ser apenas mediano, ok ou bom e ser simplesmente horrível. E, para mim, ele está muito longe de ser um desastre. O filme tem um bom argumento e uma premissa interessante, mas parece ter duas direções diferentes: em alguns momentos, tudo funciona muito bem; em outros, parece que todas as decisões possíveis foram as erradas. O design é bonito em várias cenas e existem sequências de ação muito bem dirigidas, mas, em outros momentos, o roteiro fica bastante fraco, com acontecimentos surgindo do nada e personagens tomando decisões simplesmente porque o roteiro precisa que aquilo aconteça. O vilão e o Lobo são exemplos disso. Faltou desenvolvimento para que suas atitudes fizessem sentido dentro da história. O próprio design, que em alguns momentos é muito bonito, em outros acaba ficando artificial em outras cenas, principalmente quando a ação depende demais de tela azul e CGI mal integrado. Algumas sequências ficam extremamente plásticas. A atriz que interpreta a protagonista está muito bem e consegue carregar o filme. Já a trilha sonora me incomodou bastante. Em vez de contribuir para as cenas, muitas vezes parece atrapalhar o ritmo. E isso me surpreendeu ainda mais porque o diretor demonstrou em Cruella que sabe trabalhar muito bem a música dentro da narrativa. No fim, sinto que esse é um filme que vive no "acerta e erra". Quando acerta, acerta muito bem; quando erra, também erra feio. Ainda assim, considero um filme bom, com várias qualidades e alguns problemas evidentes. Está ali na média, assim como tantos outros filmes medianos que não recebem nem de longe o mesmo nível de rejeição. Para mim, passa muito longe de ser um filme horrível ou ruim. É simplesmente um filme mediano, com potencial para ter sido muito melhor
Adorei essa comédia. O grande acerto do filme é justamente a mistura entre o humor e um clima mais tenso, quase dramático, criando uma ótima dramédia. O filme consegue transitar entre esses tons com muita naturalidade, sem que um deles prejudique o outro. Os atores estão incríveis, e a química entre eles é um dos grandes destaques da produção. A direção também é excelente, sabendo conduzir tanto os momentos cômicos quanto os mais dramáticos com bastante segurança. É um filme muito bem equilibrado, divertido e ao mesmo tempo com bastante personalidade. Com certeza, um dos melhores filmes que vi este ano.
Se tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens. Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
Quando vi tantas críticas negativas sobre esse filme, confesso que fiquei desanimado. Mesmo assim, preferi assistir e tirar minhas próprias conclusões. E, no final, não consegui entender o motivo de tanta gente ter sido tão dura com ele. O filme tem excelentes atuações, uma boa construção de tensão e uma direção muito competente. Além disso, apresenta subtextos interessantes ao dialogar com questões como a experiência da pandemia, a crise ambiental, o individualismo e até a importância da mídia física.
Uma coisa que achei interessante é que o filme praticamente se divide em duas partes. A primeira é mais focada nos primeiros meses, trabalhando principalmente os diálogos e a dinâmica dos personagens presos dentro de casa. Já a segunda metade assume uma pegada mais de ficção científica e sobrevivência, colocando os personagens diante de uma ameaça maior.
O principal problema, para mim, é que o filme explica demais aquilo que já conseguimos entender. A narração mastiga algumas informações e acaba tirando parte da força das situações. Além disso, a resolução poderia ter sido muito mais elaborada. Senti que faltou um pouco mais de trabalho no terceiro ato para que o encerramento tivesse o mesmo impacto do restante da história.
Ainda assim, gostei bastante do filme. Talvez eu esteja achando a crítica e o público azedos demais com uma produção que, apesar dos problemas, tem boas ideias, boas atuações e bastante coisa interessante para discutir.
No começo do filme, confesso que não estava gostando. Já estava julgando o tom da produção e questionando o quanto ela seria fiel à história dos jogos. Apesar de a cena inicial ser muito foda, demorou um pouco para o filme engrenar. Mas, conforme a história avança, ele vai crescendo cada vez mais, e meu veredito é que o filme acerta justamente no tom. Ele não é uma galhofa e se leva a sério, mas também não exagera na seriedade — afinal, estamos falando de Mortal Kombat. Existe humor, mas ele aparece na medida certa.
E quando o assunto são as lutas, o filme realmente entrega. As cenas são extremamente bem coreografadas e visualmente muito estilosas, honrando os jogos nos golpes, nas jogadas de câmera e na própria construção dos combates. É um verdadeiro espetáculo para quem conhece a franquia.
Demorei um pouco para comprar a história justamente por ela não ser tão fiel aos jogos, mas, depois que aceitei a proposta, percebi que ela não decepciona. Na verdade, é até uma boa história.
O grande problema é que o argumento poderia ter sido muito mais trabalhado. Talvez esse seja o único ponto realmente fraco do filme: a história não é ruim, mas muitas vezes parece existir apenas como uma forma de conectar uma cena de luta à outra. Se o roteiro tivesse recebido o mesmo cuidado que as lutas, poderíamos ter tido um filme realmente espetacular.
No fim, é uma ótima adaptação de Mortal Kombat, principalmente quando abraça aquilo que os jogos têm de melhor.
Que documentário espetacular! Adorei conhecer a história desse cara, que é realmente uma pessoa extraordinária e merece todo o reconhecimento que o documentário busca proporcionar. O filme é muito bem dirigido e consegue construir a narrativa de maneira envolvente. Os encontros e as falas dos entrevistados são muito bem selecionados e posicionados na montagem, contribuindo para contar a história e mostrar a dimensão da trajetória do personagem.
Em alguns momentos, acho que o documentário exagera um pouco na dramaticidade, principalmente em determinados takes, que acabam parecendo mais carregados do que precisavam. Ainda assim, isso não compromete o resultado.
É um excelente documentário e, principalmente, uma história que vale muito a pena conhecer.
Não esperava absolutamente nada desse filme e, no fim, até que gostei. As atuações são boas, principalmente a do ator que interpreta o antagonista, que está fantástico e consegue dar bastante força ao personagem.
As cenas são bastante angustiantes e conseguem criar uma tensão que prende o espectador, fazendo você ficar apreensivo com o que vai acontecer. Claro que o filme esbarra em vários clichês do gênero e não traz grandes novidades, mas consegue executar bem a proposta.
No fim, é um bom filme para assistir em um sábado à noite, naquele estilo clássico de Supercine: despretensioso, tenso e divertido na medida certa.
O filme não é ruim, mas também não é nada além do clichê. Tudo o que ele apresenta já foi visto várias e várias vezes em outros filmes. A sensação é de que foi dirigido no automático e escrito por uma IA, seguindo uma fórmula pronta sem trazer muita personalidade ou criatividade.Como entretenimento, funciona e cumpre o que promete, mas não consegue surpreender ou deixar uma marca. É aquele tipo de filme que você assiste, e pouco tempo depois, já esqueceu.Como eu disse, não é ruim, mas é bem medíocre.
Que filme ruim, um verdadeiro desperdício de tempo. As atuações dos dois protagonistas até tentam dar algum molho à produção, e a premissa é interessante o suficiente para render algo muito melhor. O grande problema está na execução. O diretor parece tomar as piores decisões possíveis em praticamente todos os momentos, prejudicando uma ideia que tinha potencial. O roteiro não consegue desenvolver bem a proposta, e aquilo que poderia ser interessante acaba se tornando frustrante. No fim, fica a sensação de uma boa premissa desperdiçada por escolhas de direção muito ruins. As atuações até tentam salvar, mas não são suficientes para sustentar o filme.
Quando vi o trailer de O Primata, pensei: "nem a pau vou assistir isso". Mas o filme acabou chegando ao streaming e resolvi dar uma chance. No fim das contas, até que me surpreendeu. Não estou dizendo que seja um filme impressionante ou que traga algo realmente novo para o gênero. Pelo contrário, ele segue uma fórmula bastante conhecida e raramente foge do esperado. Ainda assim, a execução é competente o suficiente para manter o interesse. No fim, é um filme regular, que cumpre o que promete e entrega um entretenimento satisfatório. Se você gosta do gênero, vale a pena conferir, mas sem criar grandes expectativas.
Achei um filme com pouca criatividade e, principalmente, sem alma. Falta uma identidade própria e uma visão mais clara sobre a história que quer contar. Em vez de construir uma narrativa envolvente, o filme parece se limitar a ilustrar acontecimentos, como se estivesse apenas transformando uma sequência de fatos em imagens. Essa abordagem acaba deixando tudo muito protocolar, sem emoção ou personalidade. No fim, fica a sensação de que havia potencial para muito mais, mas faltou um olhar criativo que desse significado e vida ao que está sendo mostrado.
Acabei de sair do cinema e que filme! Eu realmente não esperava encontrar uma história com um peso dramático tão grande e um tratamento emocional tão cuidadoso. É, sem dúvida, o filme mais maduro da trilogia do Tom Holland. Um dos maiores acertos é a forma como o MCU é utilizado. As participações especiais estão exatamente no tom certo: em nenhum momento parece que o Homem-Aranha depende do universo compartilhado para existir. Pelo contrário, a sensação é de que o MCU precisa do Homem-Aranha, e não o contrário. O Justiceiro e o Hulk são excelentes adições à trama e contribuem de forma orgânica. Minha única ressalva é a Viúva, que achei cômica demais. Gostaria de vê-la com uma abordagem mais séria, principalmente considerando o peso dramático da história. Também fui esperando cenas de ação mais físicas, já que o diretor costuma valorizar efeitos práticos. Ainda existe muito CGI, e isso faz algumas sequências parecerem excessivamente plásticas. As coreografias são ótimas, mas ainda sinto falta daquele impacto que efeitos práticos costumam transmitir. O grande triunfo do filme está no roteiro. A narrativa sobre luto, superação, isolamento e pertencimento é muito bem construída e dá um peso emocional raro para o gênero. Os antagonistas funcionam muito bem, o novo uniforme do Homem-Aranha ficou impecável, e toda a dinâmica dele com a polícia rende alguns dos melhores momentos do filme. A única ausência que realmente senti foi ver mais da vida cotidiana de Peter Parker. Gostaria que o filme mostrasse suas dificuldades para pagar as contas, trabalhar e sobreviver sozinho. Mesmo sem Tony Stark e sem os Vingadores por perto, ele continua tendo acesso a uma oficina sofisticada, impressoras 3D e tecnologia de ponta. Seria interessante entender melhor como ele chegou a esse nível. A inteligência artificial, por outro lado, me incomodou bastante. Em vários momentos ela apenas verbaliza aquilo que o espectador já está vendo, explicando excessivamente a ação e tirando um pouco da força da narrativa. Ainda assim, o saldo é extremamente positivo. Talvez seja o filme mais bem escrito e dirigido da fase do Tom Holland, ao lado de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. E ele ganha uma camada extra justamente porque acompanhamos esse Peter Parker há quase dez anos. Existe um investimento emocional construído ao longo de toda essa jornada, e isso faz com que cada conquista e cada perda tenham muito mais impacto. Saí do cinema muito satisfeito. Para mim, o filme não decepciona.
Confesso que, na minha infância, Todo Mundo em Pânico era uma das minhas franquias favoritas. Eu achava aquele humor escrachado e completamente sem noção hilário. Mas o tempo passa, a gente amadurece, e inevitavelmente o olhar sobre esse tipo de comédia muda. Dito isso, Chegou o Remake e não dá para esperar muito mais do que o filme se propõe a ser: um grande besteirol. E, dentro dessa proposta, ele funciona. Nem todas as piadas acertam, algumas simplesmente não têm graça. Por outro lado, há momentos que ainda arrancam boas risadas e gargalhadas, tem uma sacadas até muito sagaz. O filme praticamente funciona como uma coleção de esquetes costuradas por uma trama bem simples, e isso nunca foi um problema para a franquia. O objetivo sempre foi satirizar a cultura pop da época, exagerando tudo ao máximo. No fim, gostei do Reboot. Não tenho mais o mesmo encantamento de quando era criança, mas ainda consegui me divertir. Está longe de ser uma grande comédia, mas também passa longe de ser um filme ruim. É um humor despretensioso que, quando acerta, continua funcionando muito bem.
O Fim da Rua
3.0 297 Assista AgoraConfesso que não esperava nada desse filme. Pelo contrário, achei o trailer bem zoado e não estava com muita vontade de assistir. Mas, para minha surpresa, gostei bastante! O filme tem aquela pegada de Sessão da Tarde que é uma delícia de assistir, uma aventura leve, divertida e que consegue nos envolver sem precisar inventar muita coisa.
Em alguns momentos, ele até me lembrou Jurassic Park, do Spielberg. Claro que não chega nem perto da qualidade e da grandiosidade da obra do diretor, mas existe aqui algo daquela aventura descomplicada que é muito gostosa de acompanhar.
É um filme genérico no sentido de ser bastante básico e seguir uma fórmula conhecida, mas não digo isso como algo necessariamente ruim. Nem todo filme precisa reinventar o gênero ou ser uma obra-prima. Às vezes, tudo o que a gente quer é uma aventura divertida, bem conduzida e que cumpra aquilo a que se propõe.
No fim, gostei bastante! Foi uma surpresa positiva e aquele tipo de filme que você coloca para assistir sem grandes expectativas e acaba se divertindo muito mais do que imaginava.
Insaciável
3.0 85 Assista AgoraEu gostei muito desse filme. Apesar de lembrar bastante A Substância, ele apresenta um argumento muito bom e consegue desenvolver sua proposta de maneira interessante. O filme tem um ritmo muito bom, é bem editado e consegue construir uma tensão que nos mantém envolvidos durante toda a experiência.
O que mais gostei foi a maneira como o filme conduz sua história. Mesmo com algumas semelhanças com outras obras do gênero, ele consegue sustentar sua própria discussão e nos deixar cada vez mais tensos à medida que a narrativa avança.
Outro ponto que merece destaque é a coragem do final. É uma escolha que reforça a crítica que o filme pretende fazer e demonstra que ele não tem medo de levar sua proposta até as últimas consequências. Acho que é justamente isso que torna a experiência tão interessante: não é apenas um filme que apresenta uma boa ideia, mas que também tem coragem de desenvolvê-la e concluir sua história de maneira marcante.
No fim, gostei muito do filme. É uma crítica social muito bem construída, que utiliza o gênero para provocar reflexão sem abrir mão do ritmo e da tensão. Uma ótima surpresa!
Digger
3.6 31*Digger* é um filme muito bom e, sinceramente, me surpreendeu bastante. Para mim, é o melhor filme do Irrarito até agora. Eu já imaginava qual era o ponto que o filme queria abordar, então não foi exatamente a mensagem que me surpreendeu, mas a maneira como ele constrói essa discussão.
O filme consegue retratar muito bem esse mundo da pós-verdade, principalmente através desses personagens caricatos, exagerados e completamente sem escrúpulos. É justamente nesse exagero que acho que ona.
No fim, *Digger* foi uma ótima surpresa para mim. Eu já sabia onde o filme queria chegar, mas não esperava que ele encontrasse uma maneira tão interessante de chegar lá. É um filme muito bem construído e, até agora, o que mais gostei do Irrarito. filme encontra sua força, porque ele consegue transformar situações que poderiam parecer absurdas em algo que, ao mesmo tempo, soa assustadoramente familiar.
A abordagem funciona muito bem porque o filme não precisa ficar explicando o tempo inteiro aquilo que quer dizer. Ele coloca esses personagens dentro desse universo e deixa que suas atitudes mostrem como essa realidade funciona.A caricatura não diminui a crítica; pelo contrário, ajuda a deixar ainda mais evidente o absurdo desse mundo em que a verdade parece ter cada vez menos importância.
No fim, Digger foi uma ótima surpresa para mim. Eu já sabia onde o filme queria chegar, mas não esperava que ele encontrasse uma maneira tão interessante de chegar lá. É um filme muito bem construído e, até agora, o que mais gostei do Irrarito.
Enola Holmes 3
3.0 50 Assista AgoraEnola Holmes 3 talvez seja o filme mais fraco da franquia. O primeiro tinha uma proposta interessante e bastante potencial. Era um filme que, mesmo com seus problemas, tinha uma identidade própria e conseguia apresentar a Enola de uma maneira divertida.
O problema é que, a partir do segundo filme, a franquia começou a ficar cada vez mais genérica. O que inicialmente parecia ter personalidade foi sendo substituído por uma fórmula mais convencional, e o terceiro filme acaba levando isso ainda mais longe.
Não acho que seja necessariamente um filme ruim, mas falta alma. É uma aventura que cumpre aquilo que se espera dela, mas sem a mesma criatividade e o mesmo charme que fizeram o primeiro filme funcionar. No fim, Enola Holmes começou com bastante potencial, mas acabou se tornando uma franquia genérica demais.
O Aniversário
3.6 168 Assista AgoraQue filme agoniante. E o mais interessante é que ele é agoniante de propósito. O que torna tudo ainda mais assustador é perceber que esse possível mundo fascista não parece tão distante da nossa realidade. Pelo contrário, em alguns aspectos, ele parece muito próximo de nós, e é justamente essa proximidade que faz o filme funcionar tão bem como alerta.O filme tem um roteiro interessante e instigante, que consegue criar uma sensação constante de desconforto. A gente acompanha aquele mundo principalmente através da família, e acho que essa escolha funciona, porque nos coloca dentro da experiência deles e faz com que descubramos as coisas junto com os personagens.Ao mesmo tempo, senti falta de conhecer um pouco mais o panorama geral daquele universo. Como tudo acontece tão rápido e nós temos acesso àquele mundo quase exclusivamente através da família, fiquei querendo entender melhor como aquela sociedade chegou até ali, como o sistema funciona e de que maneira ele afeta outras pessoas além dos protagonistas.Por outro lado, entendo completamente a escolha do filme. Talvez mostrar tudo de forma mais ampla tirasse justamente parte da angústia. Ainda assim, em alguns momentos, senti que saber um pouco mais sobre o contexto daquele mundo ajudaria a entender melhor o impacto que ele tem sobre a família.No fim, é um ótimo filme e, principalmente, um importante alerta. Mais assustador do que a possibilidade de um mundo como aquele existir é perceber que ele não parece tão impossível ou tão distante assim.
Christy: Um Novo Round
3.3 51 Assista AgoraEu não conhecia a história da Christy e fiquei realmente horrorizado com tudo o que aconteceu. É impossível não sentir raiva do marido dela e, ao mesmo tempo, ficar indignado com o fato de ela ter permanecido por tanto tempo naquela relação. A história por si só já é muito forte e, justamente por isso, consegue sustentar boa parte do filme.
Como cinebiografia, o filme segue bastante o padrão do gênero. Não tenta reinventar a fórmula e conta a trajetória de maneira relativamente convencional. Ainda assim, é um filme muito bem feito e consegue fazer justiça à história da Christy.
Algumas coisas me incomodaram, principalmente a maquiagem e o envelhecimento dos personagens, que em alguns momentos não convencem. Também senti alguns cortes na edição que deixam determinadas passagens um pouco bruscas. São problemas que acabam tirando um pouco do impacto em alguns momentos.
Apesar disso, é uma boa cinebiografia e, acima de tudo, uma história que merece ser conhecida. Christy merecia que sua trajetória fosse contada, e o filme consegue cumprir esse papel de maneira competente.
O Homem que Sussurra
3.0 179 Assista AgoraO filme é muito bom. O mistério consegue prender a atenção do começo ao fim, e, apesar de as atuações serem mais contidas, elas estão na medida certa para a proposta. O filme também é muito bem filmado e possui uma estrutura narrativa bem construída.
Não apresenta exatamente nenhuma novidade dentro do gênero, mas executa muito bem aquilo que se propõe a fazer. Para quem gosta desse tipo de filme, é uma boa pedida. Aquele típico filme para assistir em um sábado à noite, no melhor estilo Supercine.
O Rei da Internet
3.4 35 Assista AgoraO filme é muito bom. A edição combina perfeitamente com a temática e é, sem dúvida, um dos grandes destaques da produção. É muito, muito bem feita e ajuda a construir a identidade do filme.
A direção também é excelente, e os atores estão muito bem. O que mais gostei foi a maneira como o filme conta sua história dialogando diretamente com a linguagem da internet atual, incorporando esse ritmo e essa estética sem parecer apenas uma cópia das redes sociais.
Com certeza, é um ótimo filme nacional e uma produção que entende muito bem a internet e a forma como consumimos conteúdo hoje. O Rei da Internet é uma grata surpresa.
Só Por Uma Noite
3.1 35 Assista AgoraUma comédia romântica muito gostosa de assistir. A química entre os protagonistas funciona muito bem, e a construção do romance é bem desenvolvida, fazendo com que a relação entre os dois pareça natural ao longo do filme.
O plot também é bastante curioso e consegue trazer um pouco de novidade para uma fórmula que já conhecemos. Minha única ressalva fica para algumas decisões tomadas no final, que não me agradaram tanto e poderiam ter sido conduzidas de outra maneira.
Ainda assim, é uma boa surpresa. É um filme leve, divertido e agradável de assistir — e, considerando como estamos carentes de boas comédias românticas atualmente, qualquer uma que consiga entregar uma experiência gostosa já merece espaço.
Cara de Um, Focinho de Outro
3.7 125 Assista AgoraEssa nova animação da Disney é muito bonita. A parte visual é, sem dúvida, um dos grandes destaques, principalmente em alguns takes que lembram bastante a linguagem dos animes na forma como são construídos e movimentados.
A história é boa e o filme funciona bem dentro da proposta. É uma animação gostosa de assistir, com bons momentos e uma experiência bastante agradável.
O problema é justamente carregar o nome Disney. Quando penso nos grandes filmes do estúdio, espero aquele "tchan" a mais, aquela magia e personalidade que fazem a produção ficar na memória. Aqui senti um pouco de falta disso.
No fim, é um filme bem ok, bonito e divertido, que vale a pena assistir, mas que acaba decepcionando um pouco justamente por vir de um estúdio com uma tradição tão grande em animações.
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
3.3 84 Assista AgoraAdorei esse filme. Não dava absolutamente nada por ele, mas acabou sendo uma ótima surpresa. Como um filme biográfico musical, ele funciona muito bem e entrega exatamente aquilo que se propõe.
A condução da direção é muito boa e sabe entender o que cada momento da história pede. Quando precisa emocionar, emociona; quando precisa trazer drama, funciona; quando chega o momento da superação, o filme entrega a sensação de conquista.
É verdade que praticamente todos os clichês do gênero estão aqui, mas a diferença é que eles são muito bem executados. A direção, a fotografia e as atuações conseguem transformar uma história que poderia ser bastante previsível em algo envolvente.
Minha única ressalva é o final. Não gostei muito da maneira como a história foi encerrada e acho que tentaria seguir por outro caminho. Ainda assim, isso não tira o mérito do restante da produção.
No fim, foi uma grata surpresa e um filme biográfico musical muito bom.
Supergirl
2.8 282 Assista AgoraIria assistir esse filme no cinema, mas as críticas do público e da imprensa acabaram me desmotivando. Ainda assim, eu já tinha uma certa desconfiança desse hate todo, principalmente porque percebo que, quando uma mulher protagoniza um filme de super-herói, muitas vezes a produção recebe uma rejeição desproporcional, como aconteceu com The Marvels. Depois de assistir, continuo com essa sensação.
Não estou dizendo que o filme é uma obra-prima ou que não tenha problemas, porque tem vários. Mas existe uma diferença enorme entre um filme ser apenas mediano, ok ou bom e ser simplesmente horrível. E, para mim, ele está muito longe de ser um desastre.
O filme tem um bom argumento e uma premissa interessante, mas parece ter duas direções diferentes: em alguns momentos, tudo funciona muito bem; em outros, parece que todas as decisões possíveis foram as erradas. O design é bonito em várias cenas e existem sequências de ação muito bem dirigidas, mas, em outros momentos, o roteiro fica bastante fraco, com acontecimentos surgindo do nada e personagens tomando decisões simplesmente porque o roteiro precisa que aquilo aconteça.
O vilão e o Lobo são exemplos disso. Faltou desenvolvimento para que suas atitudes fizessem sentido dentro da história. O próprio design, que em alguns momentos é muito bonito, em outros acaba ficando artificial em outras cenas, principalmente quando a ação depende demais de tela azul e CGI mal integrado. Algumas sequências ficam extremamente plásticas.
A atriz que interpreta a protagonista está muito bem e consegue carregar o filme. Já a trilha sonora me incomodou bastante. Em vez de contribuir para as cenas, muitas vezes parece atrapalhar o ritmo. E isso me surpreendeu ainda mais porque o diretor demonstrou em Cruella que sabe trabalhar muito bem a música dentro da narrativa.
No fim, sinto que esse é um filme que vive no "acerta e erra". Quando acerta, acerta muito bem; quando erra, também erra feio. Ainda assim, considero um filme bom, com várias qualidades e alguns problemas evidentes. Está ali na média, assim como tantos outros filmes medianos que não recebem nem de longe o mesmo nível de rejeição.
Para mim, passa muito longe de ser um filme horrível ou ruim. É simplesmente um filme mediano, com potencial para ter sido muito melhor
O Convite
3.9 354 Assista AgoraAdorei essa comédia. O grande acerto do filme é justamente a mistura entre o humor e um clima mais tenso, quase dramático, criando uma ótima dramédia. O filme consegue transitar entre esses tons com muita naturalidade, sem que um deles prejudique o outro.
Os atores estão incríveis, e a química entre eles é um dos grandes destaques da produção. A direção também é excelente, sabendo conduzir tanto os momentos cômicos quanto os mais dramáticos com bastante segurança.
É um filme muito bem equilibrado, divertido e ao mesmo tempo com bastante personalidade. Com certeza, um dos melhores filmes que vi este ano.
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 93 Assista AgoraSe tem uma coisa que o Richard Linklater sabe fazer é escrever diálogos e fazer o espectador ficar preso a eles, e aqui ele acerta em cheio. O filme consegue construir uma narrativa muito envolvente justamente através das conversas entre os personagens.
Acompanhamos a trajetória de um personagem principal e sua própria derrocada, e esse processo é construído de uma maneira muito interessante. O argumento é muito bom e os diálogos são, sem dúvida, um dos grandes destaques do filme.
A direção também é muito competente, e as atuações são impecáveis, dando ainda mais força aos momentos dramáticos da história.
No fim, é um filme muito bom, sustentado por um roteiro inteligente, diálogos excelentes e personagens muito bem interpretados.
A Última Casa
2.6 397 Assista AgoraQuando vi tantas críticas negativas sobre esse filme, confesso que fiquei desanimado. Mesmo assim, preferi assistir e tirar minhas próprias conclusões. E, no final, não consegui entender o motivo de tanta gente ter sido tão dura com ele.
O filme tem excelentes atuações, uma boa construção de tensão e uma direção muito competente. Além disso, apresenta subtextos interessantes ao dialogar com questões como a experiência da pandemia, a crise ambiental, o individualismo e até a importância da mídia física.
Uma coisa que achei interessante é que o filme praticamente se divide em duas partes. A primeira é mais focada nos primeiros meses, trabalhando principalmente os diálogos e a dinâmica dos personagens presos dentro de casa. Já a segunda metade assume uma pegada mais de ficção científica e sobrevivência, colocando os personagens diante de uma ameaça maior.
O principal problema, para mim, é que o filme explica demais aquilo que já conseguimos entender. A narração mastiga algumas informações e acaba tirando parte da força das situações. Além disso, a resolução poderia ter sido muito mais elaborada. Senti que faltou um pouco mais de trabalho no terceiro ato para que o encerramento tivesse o mesmo impacto do restante da história.
Ainda assim, gostei bastante do filme. Talvez eu esteja achando a crítica e o público azedos demais com uma produção que, apesar dos problemas, tem boas ideias, boas atuações e bastante coisa interessante para discutir.
Mortal Kombat 2
3.2 348 Assista AgoraNo começo do filme, confesso que não estava gostando. Já estava julgando o tom da produção e questionando o quanto ela seria fiel à história dos jogos. Apesar de a cena inicial ser muito foda, demorou um pouco para o filme engrenar.
Mas, conforme a história avança, ele vai crescendo cada vez mais, e meu veredito é que o filme acerta justamente no tom. Ele não é uma galhofa e se leva a sério, mas também não exagera na seriedade — afinal, estamos falando de Mortal Kombat. Existe humor, mas ele aparece na medida certa.
E quando o assunto são as lutas, o filme realmente entrega. As cenas são extremamente bem coreografadas e visualmente muito estilosas, honrando os jogos nos golpes, nas jogadas de câmera e na própria construção dos combates. É um verdadeiro espetáculo para quem conhece a franquia.
Demorei um pouco para comprar a história justamente por ela não ser tão fiel aos jogos, mas, depois que aceitei a proposta, percebi que ela não decepciona. Na verdade, é até uma boa história.
O grande problema é que o argumento poderia ter sido muito mais trabalhado. Talvez esse seja o único ponto realmente fraco do filme: a história não é ruim, mas muitas vezes parece existir apenas como uma forma de conectar uma cena de luta à outra. Se o roteiro tivesse recebido o mesmo cuidado que as lutas, poderíamos ter tido um filme realmente espetacular.
No fim, é uma ótima adaptação de Mortal Kombat, principalmente quando abraça aquilo que os jogos têm de melhor.
The Groove Under The Groove: Os Sons de Paulinho da …
4.3 11 Assista AgoraQue documentário espetacular! Adorei conhecer a história desse cara, que é realmente uma pessoa extraordinária e merece todo o reconhecimento que o documentário busca proporcionar.
O filme é muito bem dirigido e consegue construir a narrativa de maneira envolvente. Os encontros e as falas dos entrevistados são muito bem selecionados e posicionados na montagem, contribuindo para contar a história e mostrar a dimensão da trajetória do personagem.
Em alguns momentos, acho que o documentário exagera um pouco na dramaticidade, principalmente em determinados takes, que acabam parecendo mais carregados do que precisavam. Ainda assim, isso não compromete o resultado.
É um excelente documentário e, principalmente, uma história que vale muito a pena conhecer.
Animais Perigosos
3.0 169 Assista AgoraNão esperava absolutamente nada desse filme e, no fim, até que gostei. As atuações são boas, principalmente a do ator que interpreta o antagonista, que está fantástico e consegue dar bastante força ao personagem.
As cenas são bastante angustiantes e conseguem criar uma tensão que prende o espectador, fazendo você ficar apreensivo com o que vai acontecer. Claro que o filme esbarra em vários clichês do gênero e não traz grandes novidades, mas consegue executar bem a proposta.
No fim, é um bom filme para assistir em um sábado à noite, naquele estilo clássico de Supercine: despretensioso, tenso e divertido na medida certa.
Destruição Final 2
2.4 122 Assista AgoraO filme não é ruim, mas também não é nada além do clichê. Tudo o que ele apresenta já foi visto várias e várias vezes em outros filmes. A sensação é de que foi dirigido no automático e escrito por uma IA, seguindo uma fórmula pronta sem trazer muita personalidade ou criatividade.Como entretenimento, funciona e cumpre o que promete, mas não consegue surpreender ou deixar uma marca. É aquele tipo de filme que você assiste, e pouco tempo depois, já esqueceu.Como eu disse, não é ruim, mas é bem medíocre.
Borderline - Relação Obsessiva
2.1 10 Assista AgoraQue filme ruim, um verdadeiro desperdício de tempo. As atuações dos dois protagonistas até tentam dar algum molho à produção, e a premissa é interessante o suficiente para render algo muito melhor.
O grande problema está na execução. O diretor parece tomar as piores decisões possíveis em praticamente todos os momentos, prejudicando uma ideia que tinha potencial. O roteiro não consegue desenvolver bem a proposta, e aquilo que poderia ser interessante acaba se tornando frustrante.
No fim, fica a sensação de uma boa premissa desperdiçada por escolhas de direção muito ruins. As atuações até tentam salvar, mas não são suficientes para sustentar o filme.
O Primata
2.7 187 Assista AgoraQuando vi o trailer de O Primata, pensei: "nem a pau vou assistir isso". Mas o filme acabou chegando ao streaming e resolvi dar uma chance. No fim das contas, até que me surpreendeu.
Não estou dizendo que seja um filme impressionante ou que traga algo realmente novo para o gênero. Pelo contrário, ele segue uma fórmula bastante conhecida e raramente foge do esperado. Ainda assim, a execução é competente o suficiente para manter o interesse.
No fim, é um filme regular, que cumpre o que promete e entrega um entretenimento satisfatório. Se você gosta do gênero, vale a pena conferir, mas sem criar grandes expectativas.
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 173 Assista AgoraAchei um filme com pouca criatividade e, principalmente, sem alma. Falta uma identidade própria e uma visão mais clara sobre a história que quer contar. Em vez de construir uma narrativa envolvente, o filme parece se limitar a ilustrar acontecimentos, como se estivesse apenas transformando uma sequência de fatos em imagens.
Essa abordagem acaba deixando tudo muito protocolar, sem emoção ou personalidade. No fim, fica a sensação de que havia potencial para muito mais, mas faltou um olhar criativo que desse significado e vida ao que está sendo mostrado.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 423 Assista AgoraAcabei de sair do cinema e que filme! Eu realmente não esperava encontrar uma história com um peso dramático tão grande e um tratamento emocional tão cuidadoso. É, sem dúvida, o filme mais maduro da trilogia do Tom Holland.
Um dos maiores acertos é a forma como o MCU é utilizado. As participações especiais estão exatamente no tom certo: em nenhum momento parece que o Homem-Aranha depende do universo compartilhado para existir. Pelo contrário, a sensação é de que o MCU precisa do Homem-Aranha, e não o contrário. O Justiceiro e o Hulk são excelentes adições à trama e contribuem de forma orgânica. Minha única ressalva é a Viúva, que achei cômica demais. Gostaria de vê-la com uma abordagem mais séria, principalmente considerando o peso dramático da história.
Também fui esperando cenas de ação mais físicas, já que o diretor costuma valorizar efeitos práticos. Ainda existe muito CGI, e isso faz algumas sequências parecerem excessivamente plásticas. As coreografias são ótimas, mas ainda sinto falta daquele impacto que efeitos práticos costumam transmitir.
O grande triunfo do filme está no roteiro. A narrativa sobre luto, superação, isolamento e pertencimento é muito bem construída e dá um peso emocional raro para o gênero. Os antagonistas funcionam muito bem, o novo uniforme do Homem-Aranha ficou impecável, e toda a dinâmica dele com a polícia rende alguns dos melhores momentos do filme.
A única ausência que realmente senti foi ver mais da vida cotidiana de Peter Parker. Gostaria que o filme mostrasse suas dificuldades para pagar as contas, trabalhar e sobreviver sozinho. Mesmo sem Tony Stark e sem os Vingadores por perto, ele continua tendo acesso a uma oficina sofisticada, impressoras 3D e tecnologia de ponta. Seria interessante entender melhor como ele chegou a esse nível. A inteligência artificial, por outro lado, me incomodou bastante. Em vários momentos ela apenas verbaliza aquilo que o espectador já está vendo, explicando excessivamente a ação e tirando um pouco da força da narrativa.
Ainda assim, o saldo é extremamente positivo. Talvez seja o filme mais bem escrito e dirigido da fase do Tom Holland, ao lado de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. E ele ganha uma camada extra justamente porque acompanhamos esse Peter Parker há quase dez anos. Existe um investimento emocional construído ao longo de toda essa jornada, e isso faz com que cada conquista e cada perda tenham muito mais impacto. Saí do cinema muito satisfeito. Para mim, o filme não decepciona.
Todo Mundo em Pânico
2.6 365 Assista AgoraConfesso que, na minha infância, Todo Mundo em Pânico era uma das minhas franquias favoritas. Eu achava aquele humor escrachado e completamente sem noção hilário. Mas o tempo passa, a gente amadurece, e inevitavelmente o olhar sobre esse tipo de comédia muda.
Dito isso, Chegou o Remake e não dá para esperar muito mais do que o filme se propõe a ser: um grande besteirol. E, dentro dessa proposta, ele funciona. Nem todas as piadas acertam, algumas simplesmente não têm graça. Por outro lado, há momentos que ainda arrancam boas risadas e gargalhadas, tem uma sacadas até muito sagaz.
O filme praticamente funciona como uma coleção de esquetes costuradas por uma trama bem simples, e isso nunca foi um problema para a franquia. O objetivo sempre foi satirizar a cultura pop da época, exagerando tudo ao máximo.
No fim, gostei do Reboot. Não tenho mais o mesmo encantamento de quando era criança, mas ainda consegui me divertir. Está longe de ser uma grande comédia, mas também passa longe de ser um filme ruim. É um humor despretensioso que, quando acerta, continua funcionando muito bem.