Últimas opiniões enviadas
Até o momento, é o lançamento de terror mais interessante de 2024.
A ideia de misturar o stopmotion com a intensa performance da Aisling Franciosi é fascinante. A narrativa me lembrou o excelente Bliss de 2019. Artistas que perdem totalmente sua identidade, se tornam conflituosas e aqui, a fantasia se mistura com ficção e acaba tomando conta da protagonista que culmina numa paranoia sem fim. Original, um bom gorezinho e artisticamente bonito.
Li em algum lugar que a Daisy Ridley disse não ter recebido muitos convites depois de ter feito os filmes do Star Wars. Acho uma atriz interessante, mas que escolheu muito mal os seus papéis recentes.Sometimes I Think About Dying pode ser seu ponto de virada ao interpretar Fran, uma mulher com uma casca, praticamente envolvida numa couraça, super introspectiva. Mesmo com poucos diálogos, mas com uma expressão corporal poderosa, Daisy consegue manifestar o estado de depressão em que essa personagem se encontra. Mesmo sabendo aonde vai chegar, os últimos 30 minutos são intensos e o ponto alto desse belo e comovente filme.
Últimos recados
Seja mais que bem-vindo,Eduardo.
O folk que um dia já foi bem mais explorado vira e mexe ainda nos entrega algo de qualidade. Ainda que dentro de contextos específicos do folk como superstições locais (neste caso uma pequena vila alemã no século 18) e do ambiente rural, há algo de diferente em The Devil's Bath: o sobrenatural, como de costume no subgênero, não existe. O que realmente impulsiona as ações da protagonista Agnes são os próprios costumes e tradições da vila em que ela deve se inserir e tem dificuldades para tal. A atriz (e também cantora) Anja Plaschg tem uma das performances mais impressionantes do ano e a decadência de sua personagem passa muito pela veracidade que ela consegue colocar em tela. Fanatismo religioso e o papel feminino na sociedade como pontos principais na construção do horror. Devil's Bath é muito potente.