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Eu tava me divertindo até a mentira ser inventada, a partir daí queimei de ódio. Pior que eu sabia que assistir um filme de comédia sobre mentiras tocaria em pontos sensíveis da minha psique.
O filme começa com o narrador entregando uma explicação excessivamente já mastigada sobre como aquele mundo funciona, o que soa como preguiça hollywoodiana de contar em vez de mostrar (me senti muito cinemer pensando nessas coisas). Black Mirror would never.
A primeira coisa que me emputeceu foi a equivalência que o filme cria e reforça o tempo todo entre sinceridade e BABAQUICE (e oversharing): nesse universo paralelo em que ninguém conta mentiras, as pessoas simplesmente não tem empatia nenhuma! Criticam os outros pelas aparências (todo mundo é gordofóbico e não perde uma oportunidade de deixar isso evidente), ouvem alguém falar que planeja se suicidar e não estão nem aí.
Achei muito bizarro que o protagonista teve que começar sua jornada de transformação por meio de contar mentiras pra passar a "se importar" com o colega suicida e dizer a ele não fazer isso. O roteiro foi extremamente esquivo ao não tratar dos suicídios em massa que com certeza teriam acontecido se de repente todo mundo acreditasse fielmente que existe uma vida perfeita após a morte.
O roteiro também exagera nos momentos de sinceridade não solicitada, no sentido de que muitas vezes as pessoas só chegavam e falavam qualquer coisa, quando seria perfeitamente compreensível que elas não falassem nada em especial. Se calar numa hora dessas não é o mesmo que mentir. Sei lá, existem tantas verdades, tantas maneiras de se falar verdades. Exageraram pela comédia, mas me perderam na podridão.
O "romance" do protagonista com a mulher bonita que só tem um assunto na vida (criticar as aparências das pessoas em busca de um marido que agrade a ela e a mãe dela) é dos mais capengas possíveis.
Tentaram até forjar uma amizade entre eles, que pareceu muito superficial. O cara no início tava se humilhando indo atrás de uma mulher que ele provavelmente só gostava porque era bonita e ela humilhava ele dizendo que ele era feio.
Esse filme tá embebido numa propaganda ideológica clara: mentiras são importantes, fazem as pessoas "serem" empáticas e tornam a sociedade melhor. LIXO.
Adoro uma narrativa distópica pós-apocalíptica adolescente de começo pro meio dos anos 2010, mas essa falhou em oferecer completude pro meu gosto. Não tinha justificativa nenhuma pra só ter uma unidade de mulher lá dentro e a maior característica dela é ser uma mulher. A outra personagem feminina que apareceu foi a chefona do não sei o que, um artifício ficcional recorrente nessas tentativas preguiçosas de tratar personagens femininas como se fossem pessoas também.
Teve foco demais no terror dos bichos lá, que gasta tempo de tela que podia estar mostrando coisas mais empolgantes. Sem sal o suficiente pra eu ter esquecido completamente do que acontecia no filme sendo que eu supostamente já o tinha assistido uma vez.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
haha Nada :)
Vê Wes Anderson e ainda marca How I Met Your Mother como favorito, você é uma sweet 15 de muito bom gosto! ahaha
"Love was never our problem"