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Review — Como Treinar o Seu Dragão 2
Estoico é simplesmente o MAIOR personagem. Impressionante como, ao decorrer do filme, vamos vendo as diversas facetas desse personagem, que, no seu modo bruto de agir, encontra um jeito sensível de amar. Seu filho mostra um mundo novo, ele se adapta, seu filho foge, ele o busca, seu filho corre risco, ele o salva. Afinal… um líder nunca abandona os seus.
Sinto que esse filme é menos sobre o Soluço e mais sobre o seu entorno, como de fato ele mudou as pessoas e como isso, no final, o torna um bom líder.
Vemos alguém que põe medo até em Estoico, mas que não assusta Soluço, que acredita que ele e seu laço com os dragões podem mudar a visão de Drago Sanguebravo, o qual é o contraponto de Soluço.
Um cria laços para libertar e outro cria laços para controlar.
Terminamos com uma vitória amarga, dois líderes morrem aqui, defendendo aqueles que confiavam neles e precisavam deles, em que aquele que tem o coração mais puro é usado como arma. No final, soluço vence, mas é uma vitória cinzenta. E agora resta a ele descobrir qual caminho seguir, um homem pequeno, com um coração poderoso.
“Mesmo que esteja escuro pelas explosões, ainda dá para ver o céu, dá para ver o mar. Afinal, aqui não é o inferno!”
Nota: “você está tão linda quanto no dia em que te perdi”/10.
Review - Como Treinar o seu Dragão
Na falsa ideia de coragem, enchemos quem confia na gente com medo real.
E na real coragem abrimos um mundo novo para todos.
Filme LINDO, tanto em animação enredo e história, soluço carrega o peso da rejeição de não ser como seu destemido pai Estoico, um homem sensível que também carrega o fardo de ser o mais destemido,
o que o afasta de seu filho.
Soluço não quer caçar dragões, ele não é um Viking (místico), ele é pequeno e "frágil", mas que provar para os outros (e em dado momento mente querer provar para si mesmo) que é capaz de matar um dragão,
e em dada noite ele acaba capturando um, mas não qualquer dragão, era o que todos mais temiam só de ouvir seu som cortando o ar, um Fúria da Noite.
Ao encontrar Banguela, seu mundo muda, ele vê naquele que todos temiam, medo, fragilidade, consciência e inteligência, e juntos eles aprendem que nenhum deles é ruim, apenas estão protegendo suas perspectivas de mundo.
E nesse encontro eles mudam tudo, um dragão que aprende a ser cuidado e ensina sobre sua espécie, e um humano que aprende sobre si, e pro consequência seu pai que aprende ter coragem de dizer o que sente para seu filho.
A coragem de sermos quem somos e de aprendermos com quem amamos muda o mundo, mesmo que seja só o nosso, que não é o caso KEKEKEKE.
Nota: Dragões são gatos alados/10.
Review Labirinto do Fauno — (Lavagirl e Sharkboy versão séria)
Que filme bonito! Dá para sentir a melancolia e tensão até nos momentos com a iluminação alaranjada (se é que faz sentido isso que tô falando kk), menos o final quando Ofélia volta ao seu antigo reino como Moana, parece um pouco mais vibrante e vivido.
Gostei muito da Ofélia, da nitidez de como ela muda o comportamento frente às diversas adversidades; com Vidal, ela é quieta e retraída, com a mãe é mais alegre e com Mercedes e as outras moças da cozinha ela é mais aberta e curiosa.
Com o Fauno e as outras criaturas mágicas acontece a mesma coisa, com ele, ela era mais tímida e temorosa, mas com as fadas era alegre, com o sapo corajosa, com o Tanome (Homem Pálido), foi esperta, mesmo que eu tenha ficado bolado por conta das uvas, mas ela ficou sem comida por conta do vestido.
Capitão Vidal é um homem pequeno, perseguido pela sombra do seu pai, um homem que, pelo que dá a entender, também era um soldado que acreditava que o medo é igual a respeito, de que é um método seguro de obter a glória que ele acha que ele e seu falecido pai merecem.
Mas sempre existirão pessoas que não sentem medo, logo não existe o respeito. Ou até mesmo pessoas que enfrentam seus medos, como Mercedez, que foi a principal vertente para a derrota de Vidal.
A história termina com mais tristezas do que alegrias, guerras têm esse sintoma mesmo ao cessar, ela deixa um gosto amargo na boca, e esse filme acaba assim com a morte de Ofélia, que morreu ao não seguir cegamente as ordens do Fauno, e Vidal morre após matar Ofélia pedindo que seu filho soubesse o horário que seu pai morreu, pedido negado por Mercedes e o exército revolucionário. E, ao final, Ofélia volta ao reino Subterrâneo. Digo que acabou com mais tristezas do que alegrias, por Ofélia ainda ter morrido ao final, deixando as cicatrizes de sua vida para trás, uma amiga e um irmão, sendo a morte o rito final para sua recompensa.
Gostei de como a parte mágica é trabalhada, não é um universo infantil, tão pouco inocente, o Homem Pálido é assustador e usa da fome da pequena Ofélia para atacá-la e matar as fadas. E o Fauno, com aquela dualidade, não me passou muita confiança.
Sobre a fantasia ser real ou não, será que importa? Foi o que manteve Ofélia viva e esperançosa por um tempo, e foi o que nos aliviou em certo nível no final da história. E a sua morte não será o final de sua vida, ela será eterna na vida das criaturas, na vida de Mercedes e seu irmão, e tão importante quanto, será eterna na nossa.