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Um Forrest Gump sem carisma. Duas horas e meia que parecem eternas. A proposta de construir uma espécie anti-herói até tinha potencial, mas simplesmente não funciona pois não conseguir sequer sentir pena de Marty ou de Rachel em nenhum momento. Falta profundidade, falta conexão, falta aquele elemento que faz a gente se importar com o personagem.
E fiquei com a sensação de que o Timothée Chalamet está tão blasé nesse personagem que parece nem estar atuando.
Poderia estar me remoendo por não ter dado uma chance a BCS antes ou até me arrepender por ainda não ter visto (e provavelmente não ver) Breaking Bad, mas sinto exatamente o contrário.
A sensação, depois de me deliciar diariamente com cada episódio, é a de ter assistido na hora certa. Com a maturidade necessária para enxergar os personagens como eles realmente são: humanos. Cheios de anjos e demônios. Alguns, sim, essencialmente mal-caráter. Mas ainda assim humanos e, como tal, falhos.
A perda que mais senti, sem dúvida, foi a do Nacho. Ele chegou ao próprio limite e sabia que não havia saída possível. Foi dolorido justamente porque era inevitável.
Sem sombra de dúvidas, uma série fenomenal.
Últimos recados
E ai, ta aceita, tudo bem?!! o que tem assistido de bom?
Ola, participe desses grupos do FACEBOOK:
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Vai ser bem legal, abs!
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
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Que me perdoe Agente Secreto, mas é impossível não torcer por Sonhos de Trem, ainda mais sabendo que ele concorre lado a lado com um brasileiro na categoria de melhor fotografia. Meu coração já tem lado.
Sem exagero nenhum, foi o filme mais lindo e profundo entre os indicados e, arrisco dizer, um dos mais impactantes que assisti nos últimos tempos. Para mim, é quase como um Na Natureza Selvagem versão adulta, menos sobre fugir do mundo e mais sobre aprender a existir dentro dele.
O que mais me atravessou foi a forma como o filme traduz um pensamento que sempre volta para me inquietar: não adianta colecionar cachoeiras monumentais, picos desbravados e histórias mirabolantes se, no meio disso tudo, a gente não consegue se enxergar. Não basta viver em busca do extraordinário quando falta presença nas pequenas experiências. E, ironicamente, são justamente essas pequenas experiências que costumam ser as mais transformadoras. São elas que dão o clique.
O clique de entender que o grandioso não está só no horizonte distante, mas no agora silencioso. O clique de sair do cinema em silêncio, pensando na vida, na nossa vida, e não apenas no roteiro do personagem.
Além disso, o filme também é um lembrete delicado, quase dolorido, de como somos pequenos diante da vastidão do planeta e da força contínua da natureza. A vida segue. A natureza continua, independentemente das nossas crises existenciais, dos nossos dramas e das nossas urgências. Existe algo de profundamente humilde nessa constatação.
No fim, “Sonhos de Trem” não é sobre viajar para longe. É sobre viajar para dentro. E talvez por isso ele seja tão bonito, porque, no fundo, a gente sabe que essa é a jornada mais difícil de todas